Notícias - Alex Criado - Prêmio Itaú-Unicef

11ª edição do Prêmio Itaú-Unicef é lançada no Masp

Foi lançada ontem, 12 de março, no Museu de Arte de São Paulo (Masp), a 11ª edição do Prêmio Itaú-Unicef. O evento contou com a participação do professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e ex-secretário adjunto de Educação de Belo Horizonte, Miguel Arroyo.

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Arroyo falou sobre a educação integral e disse que ela não nasce de uma pedagogia, mas como resposta à demanda da própria infância. As crianças e adolescentes chegam à escola íntegros, totais, plurais. “Eles nos pedem, diariamente, para serem vistos de forma integral. É isso que nos obriga à educação integral”, disse o educador, empolgando a plateia, formada por mais de 300 mulheres e homens ligados à educação e a organizações sociais.

Para Miguel Arroyo, o grande papel da escola é recuperar a humanidade roubada de nossas crianças e adolescentes. Segundo ele, o Prêmio Itaú-Unicef deve valorizar experiências que respeitem a identidade e a diversidade das crianças e adolescentes. “Temos lutado há décadas para que a diversidade seja vista como riqueza e não como peso”, pois “no Brasil, os sem direito a ter qualquer direito sempre foram os diversos”.

Parcerias

O debate foi mediado pela gerente de Desenvolvimento Institucional do Canal Futura, Mônica Pinto, e contou com a participação da presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Repulho, e do presidente do Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas), José Rodrigues Rocha Junior.

Cleuza lembrou que é a educação integral que tem trazido a diversidade para dentro da escola. E ressaltou a importância do foco nas parcerias, pois “somos milhões de professores que acreditam na escola pública e milhares de ONGs que apostam na educação pública”.

José Rodrigues reforçou a importância das organizações sociais para a educação integral. Ele lembrou que em 2015 o Sistema Único de Assistência Social (Suas) completa dez anos e afirmou que, sem a parceria com a sociedade civil, a assistência social no Brasil não teria alcançado os resultados que alcançou, pois as tarefas estão muito além do que os equipamentos e serviços públicos podem oferecer.

Os organizadores

Depois do debate, falaram os representantes da Fundação Itaú Social, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). Antonio Matias, da Fundação Itaú Social, lembrou que as parcerias não são mais vistas apenas como ações complementares à escola. Hoje, há a convicção de que elas são essenciais para o desenvolvimento pleno das crianças e adolescentes. Também apontou que, ao longo desses 20 anos do Prêmio, os projetos inscritos têm demonstrado aprofundamento e consistência muito maiores do que no início.

Gary Stahl, representante do Unicef, alertou que ainda existem 3,8 milhões de crianças e adolescentes fora da escola e que 14 milhões de adolescentes estão hoje sob risco de abandoná-la. É preciso garantir o acesso, a permanência e a conclusão na idade certa. Segundo Gary, o caminho a ser seguido é “uma educação integral empolgante e transformadora”.

Anna Altenfelder, superintendente do Cenpec, por sua vez, afirmou que o Prêmio Itaú-Unicef sempre teve um espírito de vanguarda. Em 1995, por exemplo, pouca gente imaginaria a união entre uma fundação empresarial, um organismo internacional e uma organização da sociedade civil em prol da educação. Vinte anos depois, essa inquietação permanece. Agora, a inclusão das escolas no Prêmio é uma conquista para todos.

Ao final, foi apresentada uma animação sintetizando as regras para participação no Prêmio, e o evento terminou ao som de uma batucada de Gonzaguinha:

“Eu acredito é na rapaziada

Que segue em frente e segura o rojão

Eu ponho fé é na fé da moçada

Que não foge da fera e enfrenta o leão

Eu vou à luta com essa juventude

Que não corre da raia a troco de nada…”

(Trecho de “E vamos à luta”, de Gonzaguinha.)

TagsONG, organização, OSC, premiação

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