A fala dos passinhos errantes: a infância mensageira

Escrito pela arquiteta e urbanista Beatriz Goulart, o artigo apresenta a experiência do Morro do Papagaio, em Belo Horizonte (MG) e discute a relação entre infância e cidade, mediada pela escola. Segundo ela, “não temos tratado a infância no que tem de potente, e sim a partir de suas faltas, de sua pureza, debilidade, precariedade, fragilidade, inferioridade. Então tratamos os infantes como seres em permanente situação de perigo e, ao mesmo tempo, como seres perigosos.

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Arquiteta e urbanista, Beatriz Goulart atualmente é assessora do Ministério da Educação (MEC) e do Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação (FNDE) e discute espaços, territórios, infância e o papel atual da escola.

 

 

De acordo com a autora, estamos em um momento de transição, mudança de paradigma, uma “redefinição do que deve ser a escola, a educação e o que queremos que seja a cidade.
Se a escola e a cidade estão como estão é por que nós as fizemos assim. E se as fizemos assim podemos fazê-las de outra maneira. É esta a mensagem que as crianças estão nos passando na fala de seus passinhos errantes: que podemos
fazer de outros modos. Ou seja, a despeito de sermos o que somos, também podemos desejar ser outra coisa”.

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