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3º Plano Participativo do Jovens Urbanos debate ações realizadas durante o ano com jovens e educadores

Experimentações nas escolas, explorações pelo território e articulação com parceiros foram alguns dos pontos discutidos durante encontro

Analisar e refletir sobre o andamento das ações da 10ª edição do Programa Jovens Urbanos em São Paulo. Esse foi um dos principais objetivos do 3º Encontro do Programa, que reuniu no último dia 8 de dezembro, no distrito de Cidade Tiradentes (SP), jovens, educadores, professores e representantes das organizações que participaram dessa edição .

“No primeiro encontro, levantamos junto com a comunidade os desafios do trabalho com a juventude. Nele, começamos a construir uma articulação com a escola Ruy de Mello para realizar experimentações na escola. No segundo, trabalhamos com esses e outros atores para construir roteiros para exploração, por meio da metodologia da cartografia. Neste último encontro, o intuito foi abrir uma grande conversa com todos os envolvidos para refletir sobre todo esse processo e entender se realmente essas ações foram ao encontro das expectativas”, explica Ivy Moreira, do Núcleo de Formação do Programa Jovens Urbanos.

Edvan Pinheiro (de preto), jovem participante da 10ª edição do Jovens Urbanos
Edvan Pinheiro (de preto), participante da 10ª edição do Jovens Urbanos

Para Edvan Pinheiro, jovem participante da 10ª edição, as explorações abriram oportunidades para conhecer a cidade e novos temas. “Pela cartografia, eu pude conhecer melhor os conteúdos que aprendia. Consegui explorar os temas que o professor mediador deu na classe de aula, consegui conhecer coisas do nosso próprio bairro que eu não conhecia. O Parque da Consciência Negra, por exemplo, eu conhecia apenas o básico, e com o Jovens Urbanos pude me aprofundar, conhecendo não apenas o espaço, mas o tema que envolve o espaço, a questão étnico-racial. Vi que o racismo ainda existe, e isso é um absurdo se contarmos que estamos em pleno século XXI”, conta.

De acordo com Marcelo de Oliveira Martins, do coletivo Love CT Inclusão e Resgate Skateboarding, um dos parceiros do Programa, o Jovens Urbanos estimulou a conexão entre as pessoas do bairro. “Por meio do Programa, eu consegui chegar mais perto de outros atores que trabalham na Cidade Tiradentes. A gente já desenvolvia trabalhos juntos, mas essa parceria só se consolidou com o Jovens Urbanos. Gostaria que tivesse mais coletivos junto com os jovens atuando nessa ação. Seria importante estar nessa comunicação para deixar um legado e compartilhar essas experiências”, diz.

Sergio Baptistilli, da Escola Ruy de Mello.
Sergio Baptistilli, da Escola Ruy de Mello.

Em relação à atuação do Jovens Urbanos na Escola Ruy de Mello, Sergio Baptistilli, professor e responsável pela articulação entre o Programa e a escola, comenta que as atividades dos Jovens Urbanos mobilizaram, inclusive, os alunos que não participaram da edição. “O Programa movimentou a escola. Adorei a participação de outros jovens que não estudam na escola. Isso fez com que outros alunos, de outros períodos, ficassem interessados nas atividades. Adoramos essa experiência, e a escola está de portas abertas para o Jovens Urbanos no próximo ano. Queremos ocupar todos os espaços da escola”, explica.

Durante o encontro, também foi apresentado o vídeo Explorações cartográficas -10ª edição SP/ Cidade Tiradentes, que traz relatos de jovens estudantes de escolas públicas do distrito de Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, sobre o processo de explorações e construção de cartografias com base em diversos roteiros temáticos de circulação no bairro, discutindo questões de gênero e étnico-raciais.

Assista ao vídeo:

 

Mais sobre a 10ª edição do Jovens Urbanos em São Paulo

Atuando na Cidade Tiradentes, distrito localizado no extremo leste de São Paulo (SP), a edição traz algumas inovações, como a concentração das ações em um único distrito e a participação dos jovens em módulos independentes, conferindo maior flexibilidade e autonomia aos jovens no desenho de seu processo formativo. Saiba mais.


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