Canal Futura inicia série de reportagens sobre educação integral

Conforme adiantado pelo site Educação e Participação na última semana, o Jornal Futura iniciou ontem, 3 de novembro, uma série de reportagens sobre educação integral. As duas primeiras matérias, assinadas pela repórter Dani Moura, já estão disponíveis para visualização online.

O conceito de educação integral

O primeiro vídeo trabalha as diferenças no conceito de educação integral, muitas vezes entendido como educação em tempo integral, ou seja, jornada ampliada na escola.

Na verdade, segundo a reportagem, a educação integral acontece tanto no período ocorrido na escola quanto no contraturno, com atividades para além da unidade escolar, utilizando o modelo que mistura tempo, conteúdo e espaço para ampliar o horizonte de aprendizado dos jovens. O vídeo ilustra a importância do contexto fora da escola para a própria educação integral, com atividades em museus, áreas culturais, recreativas e esportivas.

O Projeto Escola Integrada de Belo Horizonte (MG), que, em 2009, passou a atender 15 mil estudantes de educação básica e serviu de subsídio para o programa Mais Educação, do Ministério da Educação, é apresentado como um modelo educacional a ser adotado no País.

A matéria também discute a interdisciplinaridade, o próprio programa Mais Educação e a Meta 6 do Programa Nacional de Educação (PNE), segundo a qual, até 2024, metade das escolas públicas deverá oferecer educação em tempo integral. Atualmente, segundo o  Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), mais de 37 mil escolas públicas dos ensinos fundamental e médio já a oferecem no Brasil.

A reportagem conta com entrevistas com Maria do Pilar Lacerda, diretora da fundação SM/Brasil; Natacha Costa, diretora da Associação Cidade Escola Aprendiz; Lucia Couto, pedagoga; Leda Maria Demangos, supervisora de ensino; Isabel Cristina Alvares da Silva, coordenadora do Programa Escola Integrada, de BH; Julia Dietrich, do Centro de Referência em Educação Integral; e Maria Amábile Mansutti, coordenadora técnica do Cenpec.

 

Diferentes modelos

O segundo vídeo da série de reportagens enfoca currículos e metodologias e apresenta modelos distintos de educação integral. A reportagem visitou três cidades: Governador Valadares (MG), São Caetano do Sul (SP) e Santos (SP).

A primeira é reconhecida por universalizar a escola em tempo integral em toda a rede pública municipal, das 7h às 15h. Em Governador Valadares, não há contraturno, e as escolas oferecem um currículo que alterna as disciplinas de base nacional e as oficinas do programa Mais Educação. Há também atividades recreativas e esportivas alternadas.

Em São Paulo, o destaque vai para o currículo das escolas estaduais que aderiam ao programa de Ensino Integral da Secretaria Estadual, experiência que tem tido impacto no IDESP, o índice de desenvolvimento de educação do estado. Desde 2012, são 182 escolas da rede estadual paulista que optaram por um currículo de ensino integral que articula disciplinas da base nacional com práticas de laboratório, além de atividades recreativas e esportivas. Duas escolas, uma em Santos e outra em São Caetano, foram visitadas.

O vídeo traz entrevistas com Lucia Couto, Leda Maria Demangos e Natacha Costa; e com os representantes das escolas EE Ablas Nascimento Filho (Rosana Cristina Camargo e Jonas Mendonça); EE Maria Trujilo Torloni (Jomara Palmieri e Marli Tobias); e EM Padre Eulálio Lafuente Erloz, de Governador Valadares (Nádia Quintão) – e aborda o conceito de autonomia e um dos efeitos colaterais do ensino em tempo integral: a estafa dos alunos.

 

Assista à primeira reportagem abaixo:

Assista à segunda reportagem abaixo:

Para saber mais
Assista aqui ao debate virtual Como acontece o direito à educação integral na ONG e na escola?, mediado por Dani Moura para o Prêmio Itaú-Unicef e com participação de Eliane Ferreira da Silva e Sueli de Lima.

Leia aqui a Avaliação do Programa Escola Integrada de Belo Horizonte, realizado pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar), da Universidade Federal de Minas Gerais, e pela Fundação Itaú Social. Uma segunda fase de avaliação também se encontra disponível.

Confira aqui nossa reportagem sobre educação integral no ensino médio, que discute o conceito de educação integral e o Programa Ensino Integral, de SP.

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