Notícias - Vanessa Nicolav - Prêmio Itaú-Unicef

Cinco motivos para se inscrever no Prêmio Itaú-Unicef

Estímulo à reflexão e sistematização das ações realizadas, acesso a conhecimentos e ferramentas que auxiliam no monitoramento e avaliação de atividades socioeducativas, aumento da autoestima dos participantes, ganho de visibilidade e recursos financeiros para apoio às atividades voltadas a crianças, adolescentes e jovens. Esses são alguns dos resultados alcançados por projetos que se inscreveram e participaram em edições anteriores do Prêmio Itaú-Unicef.

Voltado à identificação e valorização de ações que promovem, a partir de práticas de educação integral, a ampliação da garantia de direitos e a inclusão social de crianças, adolescentes e jovens, o Prêmio Itaú-Unicef reconhece e valoriza projetos de todo o país e também trabalha pela capacitação de profissionais de organizações da sociedade civil (OSCs) e escolas públicas. Alguns dos conhecimentos adquiridos nesses processos formativos e na troca de experiências entre os participantes são indicados como pontos altos da experiência de participar da premiação.

Conheça esses e outros motivos para participar do Prêmio Itaú-Unicef, a partir dos relatos de quem se inscreveu e participou da ação em edições anteriores.


Maria Fernandes de Carlos Oliveira
Responsável pela Associação Comunitária Sociocultural de Major Sales e pelo projeto Circulando Cultura na Escola, vencedor na categoria microporte em 2017.

“Ser premiada nacional do Prêmio Itaú-Unicef foi de suma importância porque significou um reconhecimento à toda comunidade Major Salense que participa direta ou indiretamente do projeto Circulando a Cultura na Escola. Elevou a autoestima da população e estimulou para que todos quisessem participar ainda mais. Sem falar que, com o recurso, tivemos possibilidade de ampliar as atividades. Agora estamos levando ao território mais atividades de música, teatro, brincadeiras, promovendo a interação com os mestres da cultura popular, a troca dos saberes e também valorizando a cultura de raiz. Temos hoje uma parceria muito mais forte, construindo educação integral que busca a melhoria da vida das crianças e dos adolescentes, reduzindo as desigualdades e promovendo a inclusão social.”

Mais sobre o projeto
Circulando Cultura na Escola – A ação conquistou o prêmio de vencedora regional na categoria microporte, em 2017, e utiliza-se da cultura popular como estratégia para garantir a educação integral de crianças e adolescentes do município de Major Sales (RN). Para isso, desenvolve atividades lúdicas diversificadas com foco na tradição cultural da comunidade e na identidade cultural do Nordeste brasileiro. Além disso, a parceria também promove a troca de saberes e rodas de conversa com famílias, entre outras atividades. A ação é resultado da parceria entre a Associação Comunitária Sociocultural de Major Sales e a EM Antônio José da Rocha.


Gil Brasil
Coordenador do Instituto Atleta Bom de Nota, responsável pelo projeto Atleta Bom de Nota, vencedor regional na categoria microporte em 2015.

“Valeu muito a pena participar do prêmio, porque além de nos dar credibilidade, nos fez pensar sobre as ações que temos desenvolvido em parcerias com as escolas. Conseguimos entender melhor o trabalho um do outro, como organizar as atividades, realizar o trabalho em conjunto. Inserimos também em nossas ações ferramentas de avaliação e monitoramento das atividades, que possibilitaram identificar grande evolução em nosso projeto. Percebemos que tínhamos que estar mais próximos da escola e da família, então fizemos reuniões, apresentando informações, levantando relatos, demandas da comunidade e apresentando políticas públicas. Muito dessas práticas aprendemos na capacitação via EAD (educação à distância promovidas pela plataforma) que possibilitaram melhorar nosso trabalho ainda mais.”

Mais sobre o projeto
Atleta Bom de Nota – Treinamento de futebol, passeios culturais e gincanas, aliados ao reforço escolar e ao fortalecimento da convivência familiar e comunitária compõem o rol de atividades oferecidas pelo projeto. A parceria teve início quando a escola identificou a melhoria do rendimento escolar dos participantes do projeto. Por esta razão, propôs à OSC a realização das atividades no espaço escolar, ampliando o atendimento para 142 crianças e adolescentes de 6 a 18 anos. Valorização da diversidade, solidariedade, autonomia e trabalho em equipe são alguns dos resultados já alcançados na formação integral dos participantes do projeto.


Gisele Martins
Coordenadora de educação da Redes pelo Desenvolvimento da Maré, responsável pelo projeto A escola Atravessada pelo Território, vencedor regional na categoria grande porte em 2017.

Concorrer ao prêmio contribuiu para o estreitamento da relação entre OSC e escola, na medida em que colaborou para a sistematização das ações que ocorrem no âmbito da parceria e ajudou a aproximar ainda mais os profissionais envolvidos que, atentos à cada etapa do prêmio, tiveram de promover mais constantemente momentos de troca a fim de refletir sobre o trabalho realizado em conjunto. Além disso, o prêmio permitiu não somente conhecer outras experiências semelhantes, igualmente inspiradoras e capazes de promover reflexões sobre o potencial de trabalho em parceria entre OSCs e escolas públicas, como possibilitou também dar visibilidade à sua própria parceria, valorizando-a politicamente e fazendo com que seja reconhecida pela própria comunidade, entre outros grupos.”

Mais sobre o projeto
A Escola Atravessada pelo Território – Atendendo 594 crianças, adolescentes e jovens de 6 a 18 anos da capital fluminense, a ação parceira foi vencedora da Regional Rio de Janeiro na categoria grande porte em 2017. A ação se deu na parceria entre a Associação Redes de Desenvolvimento da Maré e o Ciep Hélio Smidt, que há quase 20 anos atuam em conjunto na região da Maré. Seu principal objetivo é garantir as condições para a oferta de educação de qualidade, oferecendo atividades arte-educativas para crianças e adolescentes nos diferentes espaços da Redes da Maré com vistas à garantia do exercício do direito à educação e redução dos prejuízos decorrentes da oferta irregular do ensino formal, entre outras.


Jodson do Nascimento Silva
Artista, MC e fundador do projeto Matéria Rima, vencedor na categoria microporte em 2015.

“Participamos do Prêmio Itaú-Unicef em 2015 devido ao formato da edição: tudo tinha muito a nossa cara, o que fazíamos estava lá. Era preciso apenas detalhar as ações, falar da gente, das parcerias, do amor que imprimimos em cada detalhe. Foi uma oportunidade de refletirmos sobre as nossas práticas, um momento de encarar os desafios, pensar sobre eles e buscar soluções. O prêmio nos deu um norte, lançou luz em uma série de dúvidas que ainda tínhamos, nos ajudou a avaliar, nos ensinou a sermos avaliados. Mesmo as organizações que não saem vencedoras ganham em conhecimento, experiência e amadurecimento.”

Mais sobre o projeto
Matéria Rima – Voltado para o desenvolvimento integral de 64 crianças e adolescentes de 6 a 12 anos, o projeto oferece atividades de dança, rima e discotecagem, utilizando a cultura Hip Hop como instrumento de socialização na formação de cidadãos críticos, participativos e integrais. O projeto é fruto da parceria entre a Associação Assistencial e Cultural Manos de Paz e a Escola Municipal Sagrado Coração de Jesus. Eles elaboram os planos de ação em conjunto e avaliam mensalmente os resultados. Trimestralmente realizam a mostra dos trabalhos, onde ampliam o acesso às famílias e à comunidade.


Erivelton Rangel
Coordenador do Projeto Aprender Faz Bem, vencedor regional na categoria microporte em 2015.

“Na minha opinião, o prêmio representa o coroamento de um trabalho de equipe. Aprendemos a valorizar cada detalhe que compõe o mosaico de uma entidade social. Percebemos com clareza que as atividades não representam a finalidade de uma instituição social: elas são apenas meios, instrumentos para se alcançar a educação integral, e a lição mais importante é: um trabalho social de sucesso se constrói com recurso financeiro essencial e recurso humano em abundância. Para mim, enquanto pessoa, um fator fundamental foi o desdobramento no ano seguinte, nas formações. Foram encontros muito bem conduzidos com temas atualíssimos e, com as visitas dos profissionais que recebemos, captamos e implantamos muitas sugestões de trabalho.”

Mais sobre o projeto
Aprender Faz BemValorizar a educação como um instrumento de humanização e de interação social é o foco de atuação do projeto. O repertório de ações socioeducativas oferecido pela parceria tem como princípio a garantia de direitos e a formação de cidadãos críticos. Oficinas de capoeira, ballet, linguagem, esportes, música e apoio escolar, promovem a formação integral de 94 crianças e adolescentes de 6 a 18 anos. As ações desenvolvidas contribuem com a autonomia dos participantes e de suas famílias.


Mais informações sobre o Prêmio Itaú-Unicef

Conheça a 13ª edição e participe!

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