Colóquio debate juventude no Espírito Santo

A iniciativa é do Programa Jovens Urbanos que, neste ano, desenvolve ações no município de Serra (ES)

Fortalecer as políticas públicas de juventude na Grande Vitória. Esse foi um dos principais objetivos o Colóquio Cidade, Vulnerabilidade Juvenil e Cultura Urbana, realizado em julho na Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo (Sedu), em Vitória.

O Colóquio reuniu cerca de 70 pessoas para debater questões sobre juventude com Regina Novaes, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e o especialista em estudos sobre violência, Roberto Garcia Simões.

Em sua apresentação, Regina Novaes falou sobre como é ser jovem hoje no Brasil, como a juventude está inserida nas políticas públicas e quais são os desafios e apostas aos programas e ações voltadas à juventude.

“Nos dias de hoje a propagação veloz de símbolos e valores pelo mundo afora permite que jovens – de diferentes condições sociais e de diferentes locais do mundo – de alguma forma partilhem um mesmo universo de referência”, disse ela. Segundo a educadora, o jovem vive hoje em um mundo do trabalho restritivo e mutante, enfrenta um mundo com rápidas mudanças tecnológicas, com maior circulação de informações (novas tecnologias de informação e comunicação) e novas maneiras de estar no mundo (tempo/espaço) e com violências físicas e simbólicas estão se multiplicando.

Para ela, os projetos, as ações e políticas públicas que trabalham com a juventude precisam:

1. Levar em conta as características da juventude contemporânea (condição juvenil)

2. Conhecer a situação dos jovens do território em sua diversidade.

3. Investir na formação de adultos que trabalham com jovens.

4. Promover a integração Territorial com  outros Programas e Ações voltados para a Juventude.

5. Promover a perspectiva geracional, levando em conta o diálogo, escutas e aprendizados

6. Ter novas combinações entre: territórios e redes; presencial e virtual; individual e coletivo; local e nacional e razão e emoção.

Perfil: jovens do Espírito Santo

Já Roberto Garcia Simões traçou um perfil sócio-demográfico dos jovens que vivem no Espírito Santo. Segundo ele, apesar de o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos jovens do Estado estar em uma posição intermediária em relação a outras regiões do país, a taxa de homicídios entre pessoas até 19 anos em 2010 é a segunda maior do Brasil, com 33,8%. O dado é 64,1% maior do que em 2000, quando a taxa foi de 20,6%. De acordo com o especialista, 13,3% dos jovens de 16 a 29 anos no Estado não possuem emprego e 19,1% dos jovens de 15 a 17 anos estão fora da escola.

Faça um comentário!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Total de 0 comentário(s)