Notícias - Vanessa Nicolav - Educação&Participação

Como debater o direito das mulheres nos espaços educativos?

O dia 8 de Março é marcado pela luta das mulheres por maior igualdade de direitos. A data ganha mais força na atualidade, pois as mulheres têm lutado cada vez mais pela equiparação de direitos em diferentes áreas como trabalho, saúde, segurança e educação.

Para apoiar gestoras/es e educadoras/es no aprofundamento e disseminação de tema tão importante na atualidade, a plataforma Educação&Participação selecionou quatro materiais que trazem informações, reflexões e atividades práticas para garantir o diálogo sobre a equidade entre os gêneros nos ambientes educativos.

Confira abaixo:

Para se inspirar

Trabalhar com educação em um contexto de desigualdades e dificuldades estruturais não é fácil. Ainda mais quando se busca implementar propostas que envolvem o desenvolvimento das diferentes dimensões dos sujeitos. Confira a história de Macaé Evaristo, Maria Garavelo, Seluta Rodrigues, Danielle Barbosa e Naiara Mendes, educadoras que, cada uma em uma parte do Brasil, enfrentaram desafios e criaram soluções particulares para promover a educação integral. Inspiração certa para todas e todos que lutam pelo avanço da educação em nosso país.

 


Para trabalhar com jovens e adolescentes

O tema da violência contra as mulheres não é fácil de ser abordado, mas é um dos fenômenos mais preocupantes e crescentes em nossa sociedade, e por isso não pode deixar de ser abordado nas salas de aula. Mas, então, como levar esse tema para jovens e adolescentes? A oficina “Tapinha de ‘amor’ dói sim!”, propõe a abordagem da questão a partir de um olhar crítico sobre as condições atuais do problema no Brasil. As definições sobre violência física e simbólica também são apresentadas, intercaladas por músicas críticas feitas por jovens e que inspiram novas formas de combater esse tipo de violência.

 

O Brasil é reconhecidamente um país desigual, e há uma camada da população que sempre esteve em condições de maior vulnerabilidade: as mulheres pobres e negras. Invisibilizadas ao longo da história e tendo ainda que enfrentar grandes desafios referentes ao preconceito de raça e gênero, a proposta da oficina é falar sobre essas mulheres e conscientizar sobre o processo estrutural a que historicamente estão sujeitas. Com base em dinâmicas reflexivas e dados atuais, a atividade busca valorizar a vida de todos os seres humanos e a igualdade de oportunidades para todos os cidadãos, sem exceção.


Para promover debate entre alunas/os gestoras/es e educadoras/es

Entrevista - protagonismo feminino

O movimento de ocupações contra o fechamento das escolas, realizado em 2016 e 2017 pelos próprios estudantes, teve como uma das principais características o protagonismo de meninas que trouxeram à tona o problema do machismo nos ambientes educativos. Em entrevista à plataforma Educação&Participação, Dafne Damasceno, uma das participantes do movimento de ocupação em São Paulo, conta como o debate e a superação das desigualdades fez parte das demandas por uma escola mais equitativa e democrática.

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