Notícias - Vanessa Nicolav - Educação&Participação

Como dialogar sobre as negritudes nos espaços educativos

Em 20 de novembro é celebrado o Dia da Consciência Negra, data instituída nacionalmente com o intuito de trazer à memória as contribuições e também injustiças históricas sofridas pelo povo negro durante seu processo de inserção na sociedade brasileira. Escolhida por coincidir com o dia atribuído à morte de Zumbi dos Palmares, em 1695, nos espaços educativos a data também faz referência à Lei Federal nº 10.639/03, que prevê o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana como parte dos currículos já existentes nas escolas dos Ensinos Fundamental e Médio de todo o país.

Apesar dos 13 anos desde a aprovação da lei, foram tímidos e esparsos os avanços para criar uma cultura de valorização da consciência negra nos espaços educativos. Por isso, nesse mês de conscientização sobre o tema, a plataforma Educação&Participação traz uma seleção de atividades que buscam, a partir da perspectiva da educação integral, estimular a reformulação de conceitos pré-formulados e ultrapassados e também mostrar diferentes possibilidades de diálogo sobre as negritudes.

Confira a seleção!

 


Racismo no futebol
Público-alvo: crianças, adolescentes e jovens.

A partir de conversa sobre um dos temas mais caros de todos os brasileiros, o futebol, a oficina traz atividades de reflexão sobre as raízes históricas do racismo em nossa sociedade, como ele está impregnado nas atitudes cotidianas e, o mais importante, como empreender esforços para transformar essa situação.

Mulheres negras no cenário nacional
Público-alvo: adolescentes e jovens.

A vida real de mulheres negras no Brasil é tema desta oficina que visa trazer à luz as condições desse grupo social tão pouco destacado nos espaços educativos. Por meio de atividades de pesquisa e reflexão coletiva, a proposta é, ao mesmo tempo, refletir sobre a atualidade e romper estereótipos históricos, trazendo exemplos de mulheres de sucesso.

Ações afirmativas, para quê?
Público-alvo: crianças, adolescentes e jovens.

A oficina busca preencher uma lacuna histórica nos conteúdos pedagógicos: a discussão sobre a diferença de oportunidades existente em nossa sociedade, especialmente às pessoas sujeitas à condição de gênero e raça.

Que boneca você prefere: a branca ou a negra?
Público-alvo: adolescentes e jovens.

O tema do acolhimento versus práticas de preconceito é o tema desta oficina que, a partir da reflexão sobre a representatividade no universo infantil, propõe desenvolver nos estudantes o questionamento sobre costumes sociais, a defesa de direitos e oportunidades iguais para todos e também atitudes de respeito e tolerância às diferenças raciais.

“O filho do vento”, uma lenda africana para crianças
Público-alvo: crianças.

Contação de histórias, debate coletivo e confecção de materiais lúdicos são as estratégias desta oficina que visa, a partir do desenvolvimento do conto “O filho do vento”, de Rogério Andrade Barbosa, incentivar a valorização e o respeito à cultura africana e aprender com elas o que nos humaniza.

Cor e preconceito no Brasil
Público-alvo: adolescentes e jovens.

Aqui, o ponto de partida é a desconstrução do olhar e o reconhecimento da diversidade. Por meio de atividades de sensibilização e debate, a oficina mostra como visões e concepções são elementos historicamente construídos, e que por isso devem ser constantemente revistos e questionados.

Tagsoficinas, racismo

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