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Dia Internacional da Juventude: reflexões e materiais formativos sobre e para os jovens

Amanhã, 12 de agosto, é comemorado o Dia Internacional da Juventude. Aproveitando a data, conheça um pouco mais sobre o tema e tenha acesso aos materiais formativos – vídeos, temáticas, oficinas e reportagens – que a plataforma oferece sobre o tema e para os educadores trabalharem com os jovens

Desde a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) de 1999 – que trouxe as recomendações da Conferência Mundial de Responsáveis pela Juventude, realizada no ano anterior – o dia 12 de agosto é marcado como o Dia Internacional da Juventude.

Assim como outras datas emblemáticas, o dia é um marco para refletir a temática da juventude, seus avanços e desafios com relação aos direitos, contexto social etc., e pressionar o Estado na efetivação de políticas públicas voltadas a essa faixa etária. “Buscamos sensibilizar, conscientizar, chamar a atenção e assinalar que existe um problema que ainda está por resolver, um assunto importante e pendente nas sociedades para que, por meio dessa sensibilização, os governos e os estados atuem e tomem medidas ou para que os cidadãos reivindiquem a seus representantes”, diz o site da ONU.

Neste ano, a data tem como tema Juventude que Constrói a Paz. “Celebramos o Dia Internacional da Juventude neste ano com uma ênfase especial na sua capacidade para participar na configuração de uma paz verdadeira e contribuir à prevenção e à transformação dos conflitos, da inclusão, da justiça social, da reconciliação e da paz sustentável”, explica a ONU em seu site.

O tema da paz surge exatamente no ano em que o Atlas da violência 2017 mostra que a população jovem brasileira é uma das principais vítimas de homicídio no país. Lançado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em 5 de junho deste ano, o atlas mostra que o assassinato de jovens do sexo masculino entre 15 e 29 anos corresponde a 47,85% do total de óbitos registrados entre 2005 e 2015.

“Jovens e negros do sexo masculino continuam sendo assassinados todos os anos como se vivessem em situação de guerra”, afirma o estudo.


O que é ser jovem?

A juventude, para a maioria das pessoas, é sinônimo de transição. Época de experimentações e definições sobre a própria pessoa, seus interesses, projetos e relações com o mundo ao redor. Momento de transformação pessoal com perspectivas de mudanças sociais para o futuro.

Mas, afinal, há algo específico que determine a experiência da juventude? Existe de fato um limite entre o momento em que ela se inicia e termina? O que é exatamente a juventude? 

A definição de uma faixa etária para a juventude é controversa. Segundo o Estatuto da Juventude do Brasil, é jovem no país todo cidadão com idade entre 15 e 29 anos. Já a ONU afirma que juventude é a fase entre 15 e 24 anos.

A própria ONU, no relatório La juventud en Iberoamérica: tendencias y urgencias, publicado em 2004, afirma que é impossível haver uma definição concreta e estável sobre o significado da juventude.

“Cada época e sociedade impõem a essa etapa da vida fronteiras culturais e sociais que definem determinadas tarefas e limitações a esse grupo da população”, diz o documento.

Para saber mais sobre juventude e educação integral, acesse a temática Juventude, expressão e participação.


Educação integral e os conteúdos para se trabalhar com os jovens

Aproveitando que a data propõe uma reflexão sobre o tema, que tal pensar mais sobre as juventudes e conhecer materiais desenvolvidos para trabalhar com os jovens? Veja a seguir alguns dos conteúdos que a plataforma oferece.

Websérie: Educação e o Mundo dos Youtubers
Transmitida pelo canal do YouTube da plataforma, a websérie tem como proposta ampliar as possibilidades de troca de experiências e informações sobre educação integral no mundo digital.

No primeiro episódio, cujo tema é youtubers, a websérie aborda os projetos desenvolvidos por jovens educadores no YouTube. Saiba mais.


Reportagem – Novo Ensino Médio: primeiros momentos de adaptação à reforma
Após dois meses da aprovação do novo Ensino Médio, a equipe da plataforma Educação&Participação visitou uma escola e entrevistou profissionais e estudantes para conhecer suas primeiras impressões sobre as mudanças. Saiba mais.


Reportagem – Educação integral na aplicação de medidas socioeducativas
Saiba como as práticas de educação integral têm dado novas chances a jovens em conflito com a lei. Acesse.


Temática – Inclusão de adolescentes e jovens no Ensino Médio
Diversidade: qualidade daquilo que é diferente, variado, múltiplo. Foi justamente a multiplicidade de questões, representatividades, vozes e, principalmente, propostas e desafios que esteve presente no Seminário Internacional sobre Inclusão de Adolescentes e Jovens no Ensino Médio, ocorrido durante os dias 27 e 28 de abril, em Belo Horizonte (MG). Saiba mais.


Temática – Juventude, expressão e participação
Ao apresentar novas concepções culturais, sociais e políticas, a juventude faz uma provocação à sociedade quanto aos desafios do presente diante dos caminhos para o futuro – e propõe diferentes formas de ver, entender e se relacionar com a vida. Por meio de estudos, análises de especialistas e, principalmente, da voz do jovem, esta Temática busca apresentar questões da juventude e refletir sobre a importância da participação dos jovens na construção da educação e do mundo. Leia mais.


Oficina – Percurso dos jovens na cidade
Com um encontro de aproximadamente 1h30min, atividade de educação integral promove uma aproximação e investigação dos territórios vividos e construídos pelos jovens. Acesse.


Oficina – Minha história de vida
Voltada a adolescentes e jovens, a atividade promove a escrita da própria história de vida, com projeção da continuidade, recorrendo ao passado, por meio da memória, e voando para o futuro, por meio da imaginação. Leia mais.


Oficina – Narciso e o gênio da lâmpada
Buscando desmistificar estereótipos em relação ao branco e ao negro, a atividade é uma tematização da atribuição de qualidades, defeitos e habilidades associadas à cor da pele, por exemplo: todo rico é bacana e branco; todo negro é bom jogador de futebol e bom dançarino. Saiba mais.


Oficina – Ações afirmativas, para quê?

A atividade busca reconhecer a necessidade da implementação de medidas que visem à superação das desigualdades sociais, num regime democrático e republicano. Acesse.


Oficina – Não à homofobia!
Com duração de um encontro de cerca de 1h30, a atividade busca desenvolver em adolescentes e jovens atitudes de respeito e convivência com as diferenças entre seres humanos. Leia mais.


Oficina – Constituição de 1988: Constituição Cidadã. Por quê?
Usando músicas de vários ritmos, aparelho de som, computadores com acesso à internet, revistas e outros materiais, a atividade promove a pesquisa feita por jovens e adolescentes sobre os princípios e conquistas da Constituição de 1988, vigente no país, e sua relação com as constituições anteriores. Saiba mais.


Vídeo – Explorações Cartográficas – 10ª Edição SP/Cidade Tiradentes
O vídeo apresenta relatos de jovens estudantes de escolas públicas do distrito de Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo (SP), sobre o processo de explorações e construção de cartografias a partir de diversos roteiros temáticos de circulação no bairro, discutindo as questões de gênero e étnico-raciais. Saiba mais.


Vídeo – As novas formas de produção juvenil
Com a coordenação de Wagner Santos, produção da Matuto Comunicação e roteiro de Fernanda de Andrade Santos, Giselle Rocha, Ivy Moreira, Lilian L’abbate Kelian, Luciana Medeiros e Mariana Mota Medeiros, o vídeo problematiza questões da juventude a partir de estudiosos como Glória Diógenes, Marilia Sposito e Paulo Carrano e destaca as contribuições trazidas pelo Programa Jovens Urbanos, que parte da concepção do jovem como sujeito. Acesse.


Vídeo – Manifestação Cultural Jovens Urbanos: a poética jovem dos extremos norte e sul da cidade

O vídeo, elaborado especialmente para a mostra Manifestação cultural Jovens Urbanos: a poética jovem dos extremos norte e sul da cidade, realizada em dezembro de 2013, destaca o percurso realizado pelos jovens participantes do Programa Jovens Urbanos, por meio de entrevistas com personagens como os educadores Alan Cunha e Dimas Reis, o artista Sylvio Ayala, Ivy Moreira e Fernanda Andrade, do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), e, é claro, os próprios jovens. Saiba mais.

Tagsformação, jovens, juventude, materiais formativos, ONU

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