Notícias - Thais Iervolino - Educação&Participação

Direito da Mulher : oficinas e entrevistas para refletir o tema com crianças, adolescentes e jovens

No dia 8 de março, milhares de mulheres de todo o mundo marcharam para defender seus direitos, em busca de uma sociedade mais equitativa. Educação, trabalho e saúde foram alguns dos temas presentes na marcha do Dia Internacional da Mulher.

Por entender que, para uma sociedade mais justa é preciso formar cidadãos que respeitem as diferenças e promovam a igualdade de direitos entre mulheres e homens, a plataforma Educação&Participação entra nesse debate e apresenta alguns de seus materiais formativos, entre oficinas de educação integral e entrevistas, que aprofundam questões relacionadas a gênero na educação e também orienta e sugere professores e educadores a trabalhar esses temas  com crianças, adolescentes e jovens. Confira. 


1_0006_camada-4Frida Khalo: uma história de antiprincesa

Apresentar a crianças e adolescentes histórias de grandes mulheres, de carne e osso, que desafiaram as expectativas da sociedade em relação a papéis sociais femininos. Essa é a proposta da oficina que, em cerca de 1h30, também reflete sobre os papéis que são, tradicionalmente, impostos pela sociedade à mulher e ao homem. Clique aqui.  

 


Tapinha “de amor” dói sim!

Violência contra a mulher. Esse é o tema dessa oficina que busca refletir sobre comportamentos em relação à mulher aceitos como naturais, mas que são formas de opressão. Voltada a adolescentes e jovens, a atividade debate sobre atitudes de solidariedade e ajuda para as pessoas que enfrentam situações de violência física ou simbólica e sobre intervenções possíveis que evitem a violência. Clique aqui.


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Balé para meninas e futebol para meninos?

Em um encontro de cerca de 1h30, a atividade vai discutir as relações de gênero, debatendo sobre os papéis tradicionalmente atribuídos aos meninos e às meninas na nossa sociedade.

Nesse sentido, a oficina busca promover a compreensão sobre os comportamentos relacionados às questões de gênero, definidos culturalmente e, portanto, passíveis de mudanças, fazendo adolescentes e jovens reconhecerem e questionarem os estereótipos de comportamentos específicos de meninas ou meninos, desnaturalizando-os. Clique aqui. 


História de mulheres que contrariam as estatísticas

Dar visibilidade às histórias de mulheres que pertencem às minorias mais discriminadas no país, lutando contra o preconceito e a violência simbólica. Esse é o principal objetivo dessa oficina.

Voltada a adolescentes e jovens, a atividade promove a leitura e a discussão de relatos de trajetória de vida de quatro mulheres pertencentes a grupos minoritários da sociedade. Clique aqui.


Entrevistas

Debate Virtual: Direito das mulheres na educação

Em uma conversa de cerca de 1h, a professora Kelly Sugiyama − que desenvolve, desde 2014, projetos incluídos no Programa Mais Educação São Paulo e que buscam problematizar as relações de gênero na sociedade − fala sobre a importância e os desafios de trabalhar com o tema com crianças, adolescentes e jovens.

“Vivemos em uma sociedade que é machista e heteronormativa e que vai agredir as mulheres constantemente e de muitas maneiras. Boa parte do preconceito existe por causa da falta de conhecimento, da falta de informação e, por isso, não quero que meus alunos deixem de vivenciar o tema em sua formação, como aconteceu comigo, até para não cristalizar certos preconceitos”, conta.

Segundo ela, “não dá para pensar em uma escola que forme um cidadão que não traga essa problemática. Ainda que a escola seja uma instituição disciplinar, ela pode ser um espaço de práticas de transformação”.


Mulheres negras: consciência e movimento

Day Rodrigues é feminista negra, tem licenciatura em Filosofia, é produtora cultural e diretora do documentário Mulheres negras: projetos de mundo. Desde que estreou em São Paulo, em setembro de 2016, tem sido exibido Brasil adentro, suscitando discussões relevantes e urgentes sobre feminismo negro e racismo.

Em entrevista para o Programa Escrevendo o Futuro, Day fala de sua trajetória pessoal e profissional, conta sobre o processo que culminou no filme e levanta questões que, embora cada vez mais em pauta na nossa sociedade, estão ainda muito distantes de uma solução. O que é ser negro no Brasil? O que é ser uma mulher negra no Brasil? Quais são as perspectivas ou a falta delas e quais são as suas consequências? O que essas mulheres têm a dizer sobre sua condição, sua história e seus projetos de mundo?

Clique aqui para ver a entrevista completa.

 

Tagsdireito da mulher, gênero, mulher, oficinas

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