Documentário incentiva aprendizagem de crianças ao promover cultura infantil dentro das instituições de ensino

Com 30 minutos de duração, o vídeo Caramba, carambola: o Brincar tá na escola busca contribuir para a formação do educador da infância, ajudando-o a compreender a importância de garantir tempo, espaços, materiais, relações para a brincadeira acontecer no dia a dia das escolas

 

“A gente foi colocando os materiais mal estruturados [no parque], mostrando para as professoras os benefícios que isso trazia nos momentos em que as crianças estavam lidando com esses objetos. Tudo foi muito devagar, primeiro começamos a colocar os caixotes, depois os cilindros, e as professoras começaram a investigar que, por exemplo, num dia os caixotes eram a casa das crianças, no outro eram a escada. Perceberam que aí estavam envolvidas diversas aprendizagens: as crianças tinham que pensar muito para fazer uma escada, analisavam as estratégias que elas teriam que usar para isso acontecer. Elas construíam a brincadeira e ainda aprendiam”, diz Maria Carolina Vicentini, coordenadora pedagógica.

A fala de Vicentini está presente no Caramba, carambola: o Brincar tá na escola, documentário poético que passeia pelas possibilidades de criar cultura infantil dentro das instituições públicas de ensino. Seu objetivo é contribuir para a formação do educador da infância, ajudando-o a compreender a importância de garantir tempo, espaços, materiais, relações para a brincadeira acontecer no dia a dia das escolas, e possibilitando-lhe buscar soluções simples.

O material dialoga diretamente com a concepção de educação integral, entendida como a formação de uma pessoa em toda a sua complexidade e em todas as suas dimensões: física, social, emocional, cultural, profissional e comunitária, e que diz respeito à construção de conhecimentos, ao desenvolvimento de valores, atitudes e comportamentos, sendo um processo de formação para a vida e um direito das crianças e dos adolescentes.

A proposta do Caramba, carambola: o Brincar tá na escola é discutir questões como essas de forma lúdica, na perspectiva de quem está dentro da escola pública – tanto o professor como o gestor. Ao longo do vídeo, diversas falas reforçam a importância do brincar, como: “brincar é um jeito de existir” ou “a infância não pode esperar pelas crianças no lado de fora da escola”. O DVD desperta a percepção de como é importante a vivência do brincar e aponta possibilidades de se entender o brincar brincando, não apenas entre as crianças, como também entre os educadores, e entre estes e as crianças e seus pais. Veja o vídeo:

A iniciativa
Caramba, carambola: o Brincar tá na escola é uma produção inspirada no Projeto Brincar, que promove a reflexão sobre a infância e a adolescência, tendo como foco a brincadeira e o letramento. É voltado para educadores de escolas públicas de Educação Infantil e de outras instituições que lidam com a primeira infância.

O DVD, disponível na Plataforma do Letramento, tem 30 minutos de duração e traz entrevistas com especialistas, professores e gestores dos municípios de Vinhedo e Jundiaí (SP) que passaram pela formação do Projeto e falam sobre a importância do lúdico na Educação Infantil, a cultura da infância, o papel do educador, entre outros princípios que norteiam a iniciativa.

Oficinas de educação integral

O site Educação e Participação disponibiliza uma série de sugestões de atividades, dirigidas a educadores de escolas de jornada ampliada e de organizações não governamentais que desenvolvem trabalhos socioeducativos com crianças, adolescentes e jovens.

Veja algumas dessas atividades, que buscam contribuir para a oferta de oportunidades de aprendizagem para ampliar o repertório cultural, como garantia de direitos, proteção e inclusão social, por meio de brincadeiras:

nunca de tres (2)

Pega-pega nunca de três – Busca desenvolver a capacidade de observar o que está à sua volta e a habilidade de interferir no rumo dos fatos, assumindo outro papel possível nas circunstâncias dadas

 

monges-caca (2)

Os monges e a caça ao tesouro – Consiste em um jogo de busca de um tesouro por meio de uma sequência de pistas entregues às equipes participantes. O intuito é exercitar a colaboração e a convivência em grupo, e lidar com situações inusitadas.

festival (1)

Festival de jogos recreativos – Voltada a crianças e adolescentes de 7 a 11 anos, a atividade desenvolve jogos e brincadeiras para promover momentos lúdicos entre as crianças.

 

estatuaFamília de estátuas – para crianças de até 12 anos, a oficina pretende aguçar a percepção das semelhanças e diferenças; coordenar movimento e tempo na execução de tarefas; respeitar os diferentes ritmos das pessoas.

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Total de 1 comentário(s)

  •    Karina Francisco  em 
         Educação&Participação respondeu em