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Educação integral diz não à violência contra as mulheres

Nos últimos tempos, o Brasil tem vivenciado inúmeros episódios de violência contra as mulheres: desde assassinatos contra lésbicas por causa de seu comportamento, como aconteceu em abril deste ano em Ribeirão Preto (SP), até o estupro de uma menina de 16 anos por mais de 30 homens, como o sucedido na semana passada no Rio de Janeiro (RJ).

Por entender que, para se ter uma sociedade mais justa e equitativa a mulheres e homens é preciso formar cidadãos que respeitem as diferenças e promovam a igualdade de direitos, a plataforma Educação&Participação destaca o Debate Virtual sobre Direitos das Mulheres e Educação, realizado em março deste ano, no âmbito do Dia Internacional das Mulheres.

Em uma conversa de cerca de 1h, a professora Kelly Sugiyama, que desenvolve desde 2014 projetos incluídos no Programa Mais Educação em São Paulo e que buscam problematizar as relações de gênero na sociedade, fala sobre a importância e os desafios de se trabalhar com o tema com crianças, adolescentes e jovens.

“Vivemos em uma sociedade que é machista e heteronormativa e que vai agredir as mulheres constantemente e de muitas maneiras. Boa parte do preconceito existe por causa da falta de conhecimento, da falta de informação e, por isso, não quero que meus alunos deixem de vivenciar o tema em sua formação, como aconteceu comigo, até para não cristalizar certos preconceitos”, conta.

Segundo ela, “não dá para pensar em uma escola que forme um cidadão se não traga essa problemática. Ainda que a escola seja uma instituição disciplinar, ela pode ser um espaço de práticas de transformação”.

Assista ao debate, clique aqui.

Tagseducação integral, gênero, mulheres, violência contra as mulheres

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Total de 2 comentário(s)

  •    kelly sugiyama  em 
  •    Maria da gloria  em