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Educação integral na luta contra o Aedes aegypti

Depois de detectar 460,5 mil casos de dengue em 2015 e estar frente a frente com uma de suas maiores epidemias – a microcefalia detectada em recém-nascidos provocada pelo vírus da zika –, o Brasil entrou em uma campanha contra o mosquito, e a educação integral não poderia estar de fora dessa luta.

Nesta sexta-feira (19), escolas de todo o país participam de uma mobilização nacional pelo combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus. As ações vão envolver professores, diretores, reitores de universidades, agentes de saúde e da vigilância sanitária, forças armadas, governadores e prefeitos.

“Na sala de aula, podemos manter informadas a juventude, as crianças, e elas levarem para dentro de casa uma nova atitude. O dia é pra todo mundo parar e refletir, mas vai ter que ser uma campanha permanente. Todo mundo tem que gastar 15 minutos por semana para não deixar nada de água parada dentro de casa”, explicou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

>> Que tal fazer uma oficina de conscientização sobre o Aedes aegypti com crianças e adolescentes?

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“Game: Contra a dengue?” Clique na imagem para ter acesso à oficina.

A luta contra esse mosquito é uma oportunidade de promover aprendizagens visando ao desenvolvimento integral das crianças e dos adolescentes.

Dentre as mais de 150 oficinas disponíveis na plataforma Educação&Participação, a atividade “Game: Contra a dengue?” busca, por meio de um jogo virtual, auxiliar na conscientização sobre a dengue e, dessa forma, trazer mais informações sobre o Aedes aegypti, responsável pela transmissão dos vírus da dengue, chikungunya e zica.

 

 

Mais informações sobre o mosquito

O Aedes aegypti é um mosquito doméstico, vive dentro de casa e perto do homem. Ele tem hábitos diurnos e alimenta-se de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer.

As teorias mais aceitas indicam que o A. aegypti tenha se disseminado da África para o continente americano por embarcações que aportaram no Brasil para o tráfico de escravos. Há registro da ocorrência da doença em Curitiba (PR) no final do século XIX e em Niterói (RJ) no início do século XX.

A reprodução acontece em água limpa e parada, onde as fêmeas põem seus ovos, distribuídos por diversos criadouros – estratégia que garante a dispersão da espécie. Se a fêmea estiver infectada pelo vírus da dengue quando realizar a postura de ovos, há a possibilidade de as larvas já nascerem com o vírus – a chamada transmissão vertical.

O mosquito fêmea suga sangue para produzir ovos. Se o mosquito estiver infectivo, poderá transmitir o vírus da dengue nesse processo. Em geral, o mosquito suga uma só pessoa a cada lote de ovos que produz. Porém há relato de que um só mosquito infectivo transmitiu dengue para cinco pessoas de uma mesma família, no mesmo dia.

As principais doenças transmitidas pelo Aedes aegypti no Brasil são dengue, febre chikungunya e zica. De acordo com o Ministério da Saúde, ainda não existe vacina ou medicamentos contra a dengue. Portanto, a única forma de prevenção é acabar com o mosquito, mantendo o domicílio sempre limpo, eliminando os possíveis criadouros. Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporcionam alguma proteção às picadas e podem ser adotadas principalmente durante surtos. Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo.

Tagsdengue, educação integral, game, oficina, saúde

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Total de 2 comentário(s)

  •    Fernanda Ribeiro  em 
  •    Cláudia Aparecida Braga de Oliveira  em 
         Educação&Participação respondeu em