Formação a distância promove a ampliação de repertório e a troca de experiências entre representantes de ONGs e escolas

Após participar de todo o processo de premiação da 10ª Edição do Prêmio Itaú-Unicef, realizado no ano passado, representantes de ONGs e escolas parceiras dos projetos inscritos nessa edição têm a oportunidade de, neste ano, aprimorar suas ações por meio da formação on-line.

De acordo com a responsável pela coordenação técnica do Prêmio, Nazira Arbache, o objetivo é potencializar as ações desenvolvidas por organizações da sociedade civil.  “O Prêmio Itaú-Unicef busca não só valorizar as organizações, dando visibilidade aos projetos socioeducativos, como também fortalecer suas atividades por meio da formação, para que as ações desenvolvidas tenham ainda mais qualidade, tanto na sua área de gestão como na oferta socioeducativa”, conta.

Desenvolvidas desde 2007, as ações de formação em ambientes virtuais contemplam a realização de quatro cursos para este ano. No primeiro semestre, foram oferecidos dois deles, Parcerias e Educação e proteção social, ambos com duração de seis semanas, desenvolvidos durante duas etapas, 19 de fevereiro a 11 de abril e 14 de abril a 2 de junho. Ao todo, 866 profissionais de organizações e escolas participaram das formações.

Para Walderez Nosé, responsável pela elaboração do conteúdo das formações, os cursos possibilitam ampliar o repertório de ação dos participantes do ambiente virtual do Prêmio, sejam eles professores, gestores ou coordenadores de organizações e escolas.  “As formações pretendem reforçar a identidade das ONGs como espaços de educação integral, aliando ações socioeducativas e de proteção social, e enfatizam a necessidade de criar um diálogo entre os atores de diferentes áreas, no sentido de caminhar para uma prática intersetorial como potencializadora dos resultados que se quer alcançar no desenvolvimento integral das crianças e dos adolescentes atendidos”, diz.

Parcerias

Com o objetivo de ampliar a temática para além da captação de recursos financeiros, a formação ofereceu ferramentas para que os participantes pudessem estabelecer novas ações em articulação com as escolas públicas e outros agentes da sociedade civil do território.

Ao todo foram abertas 10 turmas, com 448 pessoas matriculadas. Uma das participantes foi a professora Sandra de Freitas, da Escola Estadual Dona Alice Carneiro, em João Pessoa. A educadora afirma que a formação a ajudou na busca por parcerias. “O curso influenciou minha atuação na escola, pois, por meio das informações adquiridas,
busquei ajuda no Ministério Público para providenciar melhorias para os integrantes do Projeto Afejan, que implantei em 2012 para atender aos
filhos dos alunos do curso de Educação de Jovens e Adultos (EJA) da escola. Assim, consegui inúmeras melhorias para eles”, afirma Sandra.

     Acesse os conteúdos do curso:

  Vídeo – ONGs  e escolas: olhares que tecem uma educação integral

Segundo Claudiana Cabral, uma das mediadoras da formação, o conteúdo disponibilizado no ambiente virtual tem grande influência para o êxito do curso. “Foi por meio dele que os participantes entenderam a importância da parceria entre ONG e escola, promovendo uma ruptura com a cultura do isolamento. Além disso, os textos, vídeos e links que estão no ambiente virtual fomentam o planejamento para a formação de uma parceira desejada, reforçando conceitos e mostrando caminhos para a construção de instituições mais fortes e mais colaborativas.”

A mediadora conta que a troca entre os participantes foi fundamental: “Essa interação contribuiu para a valorização de seus conhecimentos e para a vivência de uma metodologia por meio da qual todos aprendem e ensinam”, diz.

 

Educação e proteção social

Conscientizar ONGs e escolas parcerias sobre a garantia de direitos de crianças e adolescentes durante suas atividades cotidianas foi um dos principais objetivos do curso Educação e proteção social.

De acordo com a mediadora Fabiane Hack, a ação a distância propiciou aos participantes a apropriação de conceitos, ao mesmo tempo
que trabalhou na formação de multiplicadores. “O material que compõe a Estante Virtual do curso fundamentou as discussões, sendo utilizados vídeos e textos que permitiram um maior embasamento teórico. Além disso, os participantes puderam compartilhar suas experiências em projetos que articulam educação integral e proteção social”, completa.

Acesse os conteúdos do curso:

 Vídeo – Entrevista: A consolidação da proteção social como política pública


Entrevista  com Belinda Mandelbaum sobre família e seus conceitos. Clique aqui

Para Fabiane, no ambiente virtual, o grupo vai se formando a partir do momento que as pessoas se mostram dispostas à interação. “No início, há uma desconfiança de que o contato e a aprendizagem tendem a ser mais superficiais, porque não se pode ver e nem tocar o outro; entretanto à medida que o curso avança, os participantes vão descobrindo que é possível não só estabelecer relações, mas também aprender, trocar ideias e produzir conhecimentos por meio dessa nova modalidade de aprendizagem, que é capaz de potencializar e democratizar o acesso à informação, aproximando realidades geográficas distintas”, explica.

Uma das 418 participantes desse curso, Lília Coelho, assistente de desenvolvimento de projetos sociais do Instituto Agronelli de Desenvolvimento Social (Iades), de Uberaba (MG), afirma que as reflexões, discussões e o contato com textos e vídeos proporcionaram novas percepções sobre a sua forma de atuação na organização. “Todos os conteúdos do curso são provocativos; desse material, destaco os vídeos e textos, que trazem informações e reflexões essenciais para quem atua na área da proteção social e busca desenvolver a educação integral”, destaca.

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