Notícias - Vanessa Nicolav - Políticas de Educação Integral

Guia lança ferramenta on-line que auxilia municípios e estados na construção de Planos de Educação Integral

Ferramenta Nosso Plano traz passo a passo para edição e geração de planos completos e personalizados

Com a aprovação, em 2014, do Plano Nacional de Educação (PNE) – que prevê a implementação da educação integral em 50% das escolas brasileiras –, muitos municípios, apesar de já terem entregado seus Planos Municipais, ainda enfrentam o desafio de pensar estratégias que alcancem de forma articulada e consistente as metas referentes à ativação dessa prática em suas redes.

Pensando nisso, o Guia Políticas de Educação Integral, lançado em 2013 com o objetivo de subsidiar secretários e gestores interessados em implementar políticas da área, acaba de lançar a ferramenta on-line Nosso Plano, que facilita ainda mais o registro para a efetivação de propostas e estratégias de educação integral em estados e municípios.

 

Veja neste infográfico os principais pontos destacados pela ferramenta para a construção dos Planos de Educação Integral:

 

infográfico sobre ferramenta de construção de planos de educação integral

 

Segundo Guillermina Garcia, do Núcleo de Educação Integral do Cenpec, a ferramenta veio responder a demandas concretas provenientes dos trabalhos realizados em diversas regiões do País.

“Nas assessorias que temos prestado para a construção de políticas de educação integral em parceria com a Fundação Itaú Social e o Cenpec, a principal demanda que aparece é a elaboração de um Plano de Educação Integral. Por isso pensamos em criar esse novo recurso, que dá subsídios aos gestores responsáveis, tornando esse processo mais rápido e prático.”

Chamada de Nosso Plano, a ferramenta é integrada ao Guia Políticas de Educação Integral e permite que equipes de todos os municípios e estados se cadastrem e criem um documento final, em formato PDF, com descrição de estratégias, metas e dinâmicas de funcionamento da política de educação integral.

“O Nosso Plano traz orientações conceituais, que já estavam presentes no próprio Guia, mas também contém a indicação de um roteiro a ser seguido. É um passo a passo com referências a textos e outros modelos já experimentados, que ao final possibilita a estruturação de um Plano de Educação Integral, com todos os detalhes importantes, construídos com base nas especificidades de cada local”, explica Guillermina.

Assista ao vídeo sobre a ferramenta Nosso Plano:

 

Dúvidas sobre a construção dos Planos de Educação Integral

O Educação&Participação destacou alguns dos questionamentos mais comuns sobre a construção de Planos de Educação Integral e também as formas de utilizar o Nosso Plano. Veja a seguir:

1. A importância das práticas de educação integral já é bastante conhecida, mas por que devemos registrar em um documento a proposta da política de educação integral?

A importância do registro está no processo de construção dessa política, que cria uma oportunidade para o município ou estado fazer uma reflexão coletiva sobre ela – Como vai ser implementada? Por que é importante oferecer uma educação de qualidade para suas crianças e jovens?

Além disso, depois de pronto, o documento serve como orientador para toda a rede, municipal ou estadual, além de permitir um acompanhamento mais próximo, já que nele vão constar todas as propostas, estratégicas e metas.

O documento também serve para promover uma continuidade dessa política quando ocorre mudança de gestão.

 

2. Para começar a elaborar um Plano de Educação Integral, quais aspectos do município ou estado precisam ser considerados, e onde encontro esses itens no Guia?

Para ter acesso à ferramenta Nosso Plano, é preciso acessar o Guia Políticas de Educação Integral e fazer um cadastro – relativo a um município ou estado. Depois disso, a equipe poderá utilizar a ferramenta, onde são apresentados alguns itens essenciais para o Plano. No Guia, há uma sugestão de percurso para a elaboração.

O primeiro item é a definição de uma equipe responsável pela construção do Plano, seguido por uma pequena introdução, um histórico da educação integral no município ou estado, e a elaboração de um diagnóstico educacional. Além disso, também é importante considerar os marcos legais municipais e estaduais. Depois entram as questões de concepção e perspectivas de educação integral, momento em que a equipe vai poder pensar qual o arranjo, o funcionamento que terá a política, a proposta curricular, e definir as diretrizes da educação integral.

Após isso, vem a fase da implementação, em que se definem as metas, as estratégias e os recursos financeiros, além do acompanhamento e avaliação dessa política.

 

3. Quem pode ser chamado para contribuir na construção da política de educação integral?

Um dos aspectos que a ferramenta e o próprio Guia salientam na construção de uma política de educação integral é a participação. Ela pode acontecer em diversos momentos. Então é importante que, ao se elaborarem, ao se definirem diferentes arranjos, a comunidade, os pais, os alunos e os profissionais da rede sejam ouvidos. Para isso, a ferramenta apresenta algumas sugestões de estratégias realizadas em experiências anteriores, para que a política responda às demandas que existem naquele território, considerando seus limites e potencialidades.

4. Quais parcerias são importantes para implantar uma política de educação integral?

O estabelecimento de parcerias é muito importante na elaboração e na implementação de uma política de educação integral. A ferramenta Nosso Plano apresenta um conteúdo sobre essa temática, com aspectos conceituais importantes e exemplos de experiências que já implementaram uma política de educação integral e quais foram suas parcerias.

No item 6.1 – Arranjos e Funcionamento da Educação Integral, há um pequeno texto com aspectos que devem ser considerados, além de indicações de leitura – entre elas, o texto “Parcerias”, que está dentro do Guia e fala sobre a importância das parcerias e apresenta possibilidades de trabalho intersetorial.

>> Assista ao vídeo: 

Tagsguia, plano de ação, políticas de educação integral, políticas públicas

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  •    Vera Lúcia Alves Moura Machieli  em