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Guia Políticas de Educação Integral será reformulado em 2015

Nova versão contará com layout reformulado, atualização e compartilhamento de conteúdo e ferramenta que possibilitará a construção de Planos de Educação Integral passo a passo

Escrito por João Marinho

A educação integral promove diferentes experiências educativas com múltiplas oportunidades de aprendizagem, em diversos espaços do território e com a participação de diferentes instituições educativas. Nesse contexto, as escolas desempenham um papel essencial – e, consequentemente, o poder público, já que ele se torna responsável por induzir políticas de educação integral nas redes de estados e municípios.

Os projetos que contemplam as Políticas de Educação Integral buscam, principalmente, assessorar o poder público na implementação dessas políticas em todo o Brasil – e, em 2015, trarão uma série de novidades que merecem ser comentadas. Confira!

 

Guia: interação e inovação

“A organização do Guia vai mudar, com a introdução de uma nova ferramenta que possibilitará, passo a passo, elaborar um Plano de Educação Integral”, revela Guillermina Garcia, do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). A novidade faz parte de uma reestruturação do Guia Políticas de Educação Integral, que deverá ser concluída até agosto. Para Guillermina, as políticas de educação integral atendem a especificidades dos territórios, das redes que ali existem e dos objetivos dos gestores públicos. No entanto, “pensamos que é possível haver algo padronizado e comum a todos em termos de objetivos e diretrizes”.

A nova ferramenta não será mediada – funcionará de modo interativo, diretamente com o usuário. Contudo, as particularidades de cada município não serão esquecidas. “Existe, sim, a probabilidade de essa ferramenta ser utilizada em dois momentos: depois de gerada uma versão do Plano por parte de uma secretaria de Educação – que deverá se cadastrar para usá-la –, ela poderia ser enviada para nós a fim de que possamos dar um retorno ao longo do processo e, num segundo momento, constituir um Plano definitivo e mais estruturado de acordo com a realidade daquele município”, comenta Guillermina.

Por sinal, a interatividade será um dos conceitos-chave no novo Guia e estará presente para além da nova ferramenta de elaboração de Planos de Educação Integral. O layout, por exemplo, sofrerá alterações para tornar a interface mais agradável e melhorar a usabilidade. Os textos, que já foram atualizados recentemente para absorver as novidades trazidas pelo Plano Nacional de Educação (PNE), serão revisitados com ainda mais frequência e reorganizados. Também estão previstas as opções de comentar e compartilhar conteúdos, além de acessar links internos e externos e consultar experiências de assessorias já realizadas.

Ademais, o conteúdo do Guia deixará de ser restrito apenas aos municípios, ampliando a consulta para as esferas estaduais. “O Guia Políticas de Educação Integral constitui uma referência de inovação e conteúdo, e essas ações fazem jus ao seu maior diferencial – o fato de que ele não é apenas teórico e conceitual. É um saber que também se constrói com base nas experiências concretas de assessorias que realizamos”, destaca Guillermina.

Para o segundo semestre

A partir de agosto, estão previstas três oficinas com grupos de municípios para apresentar a nova ferramenta geradora de Planos de Educação Integral. Além disso, 2015 trará ainda dois debates temáticos ligados às assessorias.

 

Agenda dos municípios

Além da remodelagem do Guia, as Políticas de Educação Integral também registraram novidades nas assessorias a sete municípios em 2015. Confira.

Petrópolis (RJ): é a mais recente assessoria, que trata de acompanhar a Secretaria Municipal de Educação na construção do Plano de Educação Integral. Estão previstas reuniões periódicas com a Comissão de Educação Integral, que agrega, além de quadros da Secretaria de Educação, membros de outros departamentos e secretarias. “Em setembro de 2015, também está prevista a realização do II Congresso de Educação Municipal de Petrópolis, já contando com a nossa assessoria, e também se discutem a realização de reuniões com a rede”, explica Letícia Araújo da Silva, da equipe do Cenpec responsável pelas assessorias.

Leia sobre o I Congresso de Educação Integral de Petrópolis

 

Vitória (ES): no segundo ano da assessoria, que começou em 2014, a previsão é que a construção do Plano de Educação Integral seja finalizada no município. As diretrizes receberão uma leitura crítica da educadora e diretora da Fundação SM/Brasil, Maria do Pilar Lacerda. Para 2015, estão previstas ações de formação com os coordenadores de escolas. Uma ação nova é o acompanhamento de um piloto: ao menos uma escola que tenha educação integral. Os encontros nesse sentido ocorrerão em março e constituirão uma oportunidade de verificar o funcionamento das políticas na “outra ponta” – nas escolas.

Leia mais sobre Maria do Pilar Lacerda no Educação&Participação

 

Salvador (BA): em 2015, a partir de março estão previstas ações mais estruturantes para as políticas de educação integral do município, visando transformar as diretrizes em um Plano. Nesse contexto, serão discutidas a natureza e a organização dos Centros de Educação Integral (CEIs) que o município pretende inaugurar.

 

Porto Alegre (RS): o ano terá investimento em ações de formação de educadores sociais, coordenadores pedagógicos de entidades conveniadas e coordenadores de escolas. “Em Porto Alegre, procuraremos identificar os ‘feixes’ que são comuns entre organizações da sociedade civil e escolas, a fim de utilizá-los de acordo com a política”, conta Solange Feitoza Reis, da equipe do Cenpec responsável pelas assessorias. Os encontros de formação ocorrerão até o fim do ano.

 

Mogi Mirim (SP): “Vamos trabalhar com quatro frentes em Mogi Mirim”, esclarece Julio Neres, do Cenpec. “Assessoria à Secretaria Municipal de Educação; formação dos gestores das organizações e da Secretaria; formação dos educadores das organizações e da Secrataria; e visitas técnicas às unidades.” A novidade para 2015, ainda segundo Neres, é a criação do Comitê Gestor.

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Total de 1 comentário(s)

  •    elisaine cristina calheiros e silva  em 
         Educação&Participação respondeu em