Notícias - Vanessa Nicolav - Educação&Participação

A importância das redes para mobilização de ações de educação integral

Redes, por definição, são estruturas abertas, altamente dinâmicas, constituídas por diferentes pontos que se relacionam conforme necessidade ou interesse. Esses padrões podem ser encontrados em ambientes físicos, virtuais e sociais, e suas características centrais são a partilha, a multiliderança, o dinamismo e a horizontalidade.

A ideia de rede, nessa perspectiva, revela-se como central para a educação integral, que tem como princípio a defesa do desenvolvimento das múltiplas capacidades dos sujeitos. Para isso, é fundamental a articulação de diferentes oportunidades e espaços de aprendizagens, promovida de forma intencional por instituições sociais variadas, e não somente pela escola ou por organizações da sociedade civil (OSCs).

Saber compor uma rede com outros atores, escutar experiências e demandas diversas, alinhar propostas, motivar, mobilizar e engajar são saberes importantes para consolidar projetos de educação integral, além de serem iniciativas fundamentais para conter o avanço de práticas centradas em unilateralismo, verticalidade e autoritarismo – ainda muito presentes em nossas instituições e relações pessoais.

Foi pensando na importância de conhecer princípios e experiências que ilustram os benefícios do trabalho em rede, tanto por meio da construção de parcerias como pela realização de atividades educativas e pela articulação de trabalhos intersetoriais, que o Educação&Participação selecionou alguns materiais que tratam do tema.

Confira abaixo os conteúdos selecionados e veja qual(is) pode(m) contribuir para a articulação de sua rede, seja ela territorial ou virtual:

 

  1. Reportagem “Como desenvolver a educação integral levando em conta as potencialidades e desafios do território?

Conheça exemplos de construção de rede de parcerias impulsionadas por OSCs e escolas públicas de Currais Novos (RN), Abaetetuba (PA), Mesquita (RJ) e da periferia de São Paulo (SP). Elas aproveitaram a realidade de seus territórios para efetivar projetos de educação integral. Na matéria são descritas experiências que articulam ações de associações paroquiais, quilombolas, rede de TV, secretaria de serviços de turismo, saúde e meio ambiente etc. Confira!

 


  1. Oficina “Uma rede cultural para nosso lugar”

Em oficinas educativas é possível ter experiências como aprender a organizar redes para beneficiar a comunidade, desenvolver atitudes de compartilhamento com pessoas que não pertencem ao convívio diário e promover ações coletivas que pensem e intervenham nos espaços existentes. Destinada a jovens e adolescentes, essa oficina tem o intuito de fazer um levantamento da rede dos equipamentos e eventos culturais oferecidos na comunidade e desenvolver projetos desenvolvidos pelos próprios participantes. Veja mais detalhes de como trabalhar com seu grupo.


  1. Vídeo do debate “Educação&Participação em Rede”

A percepção do outro, o compartilhamento de valores e conteúdos, os conflitos entre interesses individuais e coletivos e as diferenças entre redes virtuais e físicas foram alguns dos temas abordados no debate promovido pela plataforma Educação&Participação. Entre os debatedores, havia especialistas em teoria das redes e representantes de projetos compartilhando suas experiências sobre articulação e mobilização de redes: Camila Haddad , da plataforma de educação Cinese, Rogério da Costa, pesquisador de redes da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), Amanda Brommonschenkel, do Assédio Coletivo, Maria Amábile Mansutti, coordenadora técnica do Cenpec, e Cláudia Soares, consultora de projetos sociais. Inspire-se e promova em seu território um debate sobre temas semelhantes!


  1. Reportagem “Educação, tecnologias e novas aprendizagens”

Saiba como as novas tecnologias podem abrir portas a diferentes formas de comunicação e relações educativas, e como implementar estratégias pedagógicas que, além de considerar as múltiplas dimensões do indivíduo, busquem reconhecer e integrar diferentes atores sociais por meio das tecnologias de informação e comunicação (TICs).

 

 


  1. Oficina “Meu território na web”

Os ambientes das redes sociais, além de espaços para comunicação e publicação de conteúdos pessoais, podem ser aproveitados para expressão e compartilhamento de conteúdo educativo. Esse tipo de apropriação é o objetivo principal desta oficina, que por meio de recursos audiovisuais e plataformas de redes sociais virtuais busca criar experiências de expressão e aproximar adolescentes das características e potenciais das redes existentes em seu território.

 

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