Notícias - Vanessa Nicolav - Prêmio Itaú-Unicef

Intencionalidade educativa é um dos focos do 2º encontro entre organizações e escolas públicas

Atividades de sensibilização marcaram o segundo encontro presencial da Assessoria às Organizações e Escolas Públicas Parceiras do Prêmio Itaú-Unicef

O uso de nossos sentidos influencia de alguma forma o modo que pensamos e fazemos educação? Como a sensibilidade se relaciona com as reflexões sobre objetivos e intencionalidade nas práticas educativas?Essas foram algumas das provocações que nortearam o segundo encontro presencial da Assessoria às Organizações e Escolas Públicas Parceiras, realizado nos dias 28 e 29 de setembro, em São Paulo (SP).

À esquerda: Cláudia Petri, uma das responsáveis pela formação do Prêmio, durante sua apresentação no encontro / à direita: participantes observam detalhes de lugares da cidade de São Paulo como parte da formação.
À esquerda: Cláudia Petri, uma das responsáveis pela formação do Prêmio, durante sua apresentação no encontro. À direita: participantes observam detalhes de lugares da cidade de São Paulo.

Participaram do encontro coordenadores pedagógicos das 32 organizações da sociedade civil (OSCs) e escolas cujos projetos foram finalistas na 11ª edição do Prêmio Itaú-Unicef. Ao longo dos dois dias, eles trocaram informações sobre seus trabalhos, refletiram sobre conceitos orientadores das ações do Prêmio, debateram sobre objetivos da parceria, além de experienciarem atividades práticas para aprofundar seus saberes na função de coordenadores pedagógicos.

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Representantes dos 32 projetos finalistas da 11ª edição do Prêmio se reúnem em São Paulo para refletir sobre intencionalidade pedagógica, parceria e outros temas da educação integral.

Daniele de Lourdes Batista Morais, de Jaíba, norte de Minas Gerais, representante do Projeto Vida da Associação Jaibense de Apoio ao Menor, destacou o aprendizado proporcionado pelo encontro e a troca de experiências entre as organizações. “O encontro trouxe muitas oportunidades de aprendizado, no sentido em que congrega relatos de vivências que são muito diferentes, mas com finalidades muito semelhantes. Na minha visão proporcionou um enriquecimento de culturas e procedimentos e experiências que foi muito enriquecedor. Achei muito bom e interessante”, disse.

Walderez Nosé, uma das responsáveis pela formação, durante sua presentação no encontro
Walderez Nosé, uma das responsáveis pela formação, durante sua apresentação no encontro.

A importância do aguçamento dos sentidos e a revitalização das percepções do mundo foram os focos do primeiro dia. Com exercícios de observação e análise de textos e de obras artísticas, os participantes puderam refletir sobre como as formas automáticas de olhar e perceber interferem na maneira que se constrói e se trabalha em parceria. Os equívocos causados pelas primeiras impressões, a atenção às simbologias das comunidades e das instituições e a forma como os elementos separados compõem o todo foram os temas trabalhados por Claudia Petri e Walderez Nosé, técnicas responsáveis pela área de formação do Prêmio nesse primeiro momento.

A segunda metade do primeiro dia foi destinada à experimentação prática das reflexões levantadas no grupo. Separados em cinco grupos, os participantes foram conduzidos para uma caminhada pelos arredores. O objetivo era exercitar a percepção privilegiando o aguçamento de apenas um dos sentidos humanos – audição, tato, visão, olfato ou paladar.

Representantes de OSCs e escolas circulam pelo vão livre do MASP
Representantes de OSCs e escolas circulam pelo vão livre do Masp.

Conduzidos por Mariana Cetra e pelas demais formadoras da equipe responsável pela coordenação técnica do Prêmio, os participantes percorreram de forma silenciosa um trajeto pela região do bairro da Consolação. Ao final fizeram uma apresentação com base nas impressões experimentadas durante o percurso. O resultado trouxe apresentações sensíveis e criativas mostrando as diferenças entre percepções e interpretações vivenciadas por cada um. Essa vivência ainda despertou nos participantes o desejo de replicar a atividade com seus educadores, crianças, adolescentes e jovens.

“Para mim essa atividade foi muito enriquecedora porque foi um momento de tentar identificar em um sentido [visão, olfato, audição, paladar ou tato] todas as experiências que a gente estava vivendo na rua para, depois, transmiti-las para outras pessoas. Foi um desafio, mas vi que cada grupo complementou a percepção do outro. Isso fortalece a ideia de que todos devemos nos ajudar em nossos objetivos”, afirmou Natália da Silva, representante do Conselho Pinheirense do Bem Estar do Menor (Copbem), do Espírito Santo.

Assista ao vídeo do encontro: 

A continuidade do encontro deu-se no segundo dia com atividades sobre os objetivos e as intencionalidades educativas das oficinas de educação integral voltadas para crianças, adolescentes e jovens.

Disponibilizadas na área Oficinas da plataforma Educação&Participação, quatro oficinas escolhidas serviram de base para a reflexão dos participantes que, a partir da análise e leitura dos exercícios propostos, discorreram sobre as aprendizagens, competências e habilidades ali trabalhadas.

Cláudia Petri, uma das responsáveis pela formação, durante apresentação das oficinas
Cláudia Petri, uma das responsáveis pela formação, durante apresentação das oficinas.

Segundo Walderez, o propósito das atividades é levar os participantes a compreender o quanto a intencionalidade educativa tem de estar expressa em cada ação desenvolvida tanto nas OSCs como na escola, e entender todas as atividades como estratégias para desenvolver competências, habilidades, atitudes e valores que a criança vai levar para a vida toda.

“O que notamos foi um grande crescimento, tendo como base os conhecimentos prévios, comparado aos resultados e as aquisições que eles apresentaram depois de nossas atividades. Ficamos muito felizes porque houve realmente um crescimento e uma compreensão que a gente esperava”, avaliou.

Conheça aqui as oficinas trabalhadas durante o encontro:

Oficina dos sonhos

Uma expedição pelo território

O que dizem esses rostos?

Gol gigante

>> Clique aqui para acessar o banco de Oficinas

Ao final do encontro, todos os presentes refletiram sobre a importância de identificar e criar indicadores que possibilitem a verificação de progressos e avaliação de atividades pedagógicas. Para Walderez, o resultado demonstrou que esse público deve ser o foco da assessoria, e os temas e as abordagens devem ainda ser aprofundados. “O que nós queremos agora é continuar com esse grupo. Esse encontro nos mostrou que precisamos aprofundar alguns temas ainda. Precisamos de mais práticas para ampliar os conhecimentos sobre competências, habilidades e atitudes. E partir para definição de indicadores, essa é a nossa próxima tarefa.”

Veja a galeria de fotos do encontro:

2º Encontro Presencial - Assessoria às Organizações e Escolas Parceiras dos 32 projetos finalistas da 11ª edição

 

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Tagscompetências, comunidades, coordenadores pedagógicos, educação integral, escola pública, oficina, organização, OSC, parceria, percepções, saberes, sentidos

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