Jovens da Brasilândia apresentam teatro, documentários e música

Zona Norte de São Paulo. Tarde de sábado. Duas horas. Estamos na Brasilândia, no 2° Encontro Público do Programa Jovens Urbanos (PJU),realizado no Centro Cultural da Juventude (CCJ), no dia 31 de agosto. O objetivo do Encontro foi divulgar o resultado das experimentações culturais da Zona Norte, realizadas no mês de julho.

Para mostrar a dinâmica criativa dos jovens participantes do PJU, a programação contou com exposições e apresentações no anfiteatro do CCJ.

As paredes foram preenchidas com fotos, desenhos e gravuras. Além disso, houve projeções audiovisuais das intervenções artísticas realizadas na cidadepelos jovens da Oficina de Graffiti, Lambe-Lambe e Adesivo – Intervenção Urbana, assessorada por Sylvio Ayala.

As manifestações performáticas ocorreram no palco do anfiteatro; uma encenação teatral, cheia de humor e reflexão crítica sobre os conflitos da juventude, realizada pelos participantes da oficina Teatro Plural, assessorada por César Negro, e uma apresentação musical, com letra e produção realizadas pelos próprios jovens da oficina Música e Produção, do assessor Iuri Stocco.

Novas experiências

Uma das exposições que estavam no anfiteatro foi realizada pelos participantes da experimentação Foto&Grafia, assessorada por Melina Resende (veja abaixo a entrevista com a assessora).

Os jovens participantes dessa oficina tiveram acesso ao universo da fotografia. O resultado dessa experiência foi uma exposição rica em detalhes da natureza, da cidade e da sociedade. Para Brando Sena, 15, da ONG Mensageiros da Esperança, o qual participou dessa experiência, a fotografia mudou a sua concepção de realidade.

“Aprendi que olhar e observar são coisas distintas. Quando você observa uma imagem atentamente, ela pode se transformar em uma bela fotografia. Tudo depende do olhar crítico e atento à realidade”, diz Breno.

Para Leidyanne Aparecida, 15, da ONG Pianoro, a experiência foi incrível. “Aprendi a observar o dia a dia. Antes, eu via algo e achava aquilo normal; mas quando você tira uma foto e vê a beleza daquela imagem, percebe que a arte está em todo lugar. Agora, tudo é arte para mim. Tudo pode se tornar uma bela foto”, relata Leidyanne.

Vídeo de finalização da experimentação Foto&Grafia,
assessorada por Melina Resende:

 

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