Notícias - Daniele Próspero e Tatiana Vieira - Jovens Urbanos

Jovens propõem intervenções sociais transformadoras para Cidade Tiradentes em temas emergentes da sociedade

Discutir o jovem, a sociedade em que está inserido e as temáticas inerentes a essa relação é o pano de fundo da 11ª edição do Programa Jovens Urbanos realizada em São Paulo (SP). O local para contar essa história de protagonismo juvenil fica no bairro Cidade Tiradentes, distrito da zona leste da capital paulista, e é encabeçada pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) e a Fundação Itaú Social, em parceria com o Instituto Pombas Urbanas e outras duas organizações locais, a Associação de Voluntários Integrados do Brasil (Avib) e o Centro Comunitário Criança Feliz.

Em 2016, cerca de 120 jovens dessa localidade, de diferentes idades e experiências, deram início a 17 projetos para discutir igualdade de gênero, diversidade, preconceito, arte urbana, meio ambiente, entre outros temas que têm emergido, cada vez mais, em seus cotidianos. Os projetos foram apresentados para bancas formadas por especialistas e serão implementados até o início de dezembro.

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Participantes apresentam seus projetos a uma banca de especialistas do Jovens Urbanos.

As iniciativas se dividem em três linguagens (Comunicação e Multimeios; Intervenção Urbana e Meio Ambiente; Linguagens da Arte) e serão desenvolvidas em propostas de intervenção na comunidade, que incluem apresentações teatrais, fotografia, vídeos, revitalização de espaços, saraus, exposições, entre outras. Nesses formatos, os jovens exploram seu potencial de reflexão, intervenção, mobilização e multiplicação.

Os jovens apontam que os assuntos centrais escolhidos para suas ações de intervenção na comunidade são questões constantes entre eles. Muitos, inclusive, vivenciam de perto situações de violência praticadas contra seus amigos em atos preconceituosos, como homofobia, por exemplo.

“O número de pessoas negras e homossexuais é grande e a violência contra elas acontece. Isso faz com que tenham que lidar com o ódio e a intolerância diariamente. Por isso, queremos conscientizar os moradores do bairro sobre o preconceito existente”, destacam os jovens do projeto Brincando de Ser Gente Grande. O grupo pretende desenvolver uma cena teatral retratando a forma como as crianças reproduzem os preconceitos presentes em falas e ações dos adultos.

Alertar a comunidade sobre questões tabus, mas muito presentes na sociedade, como o abuso sexual de crianças, também é uma das propostas dos grupos. Encarando de frente essas questões desafiadoras, os jovens do projeto Por Detrás da Porta, por exemplo, foram a campo para levantar dados a respeito e agora pretendem desenvolver uma intervenção no bairro para alertar os moradores sobre a importância da denúncia.

“A proposta é fazer com que essa discussão abra a mente das pessoas, gere uma reflexão e sensibilize. Precisamos ampliar o olhar da população sobre o assunto”, ponderam os jovens.

Território e ação

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Especialistas analisam propostas de jovens.

O impacto que esses temas têm em suas trajetórias de vida, em como se relacionam com a sociedade, é o que mais preocupa esses jovens e reflete a necessidade de ação no entorno.

“Minha escola se mostra aberta à discussão de temas que angustiam os jovens. Mas outras, não. Gostaria que meus amigos também tivessem essa oportunidade de conversar sobre assuntos que são tabus em suas casas e escolas. Isso me move a pôr em prática o projeto para quebrar preconceitos. Queremos o melhor para o local que moramos e isso se manifesta através do amor que depositamos nesse projeto. Acreditamos que a fotografia possa provocar essa conscientização por ser um formato que atrai o jovem e faz parte de seu cotidiano nas redes sociais. Como diz o ditado, uma imagem vale mais que mil palavras!”, destaca a jovem Rebeca Cardoso Silva, de 14 anos, uma das idealizadoras do projeto O Outro Lado do Preconceito.

O grupo pretende realizar exposições fotográficas em escolas públicas do bairro, abordando o preconceito dentro do ambiente escolar. O objetivo é promover a reflexão acerca do tema e contribuir para a desconstrução dele por meio de fotos e vídeos.

Já para outro grupo de jovens, há muita riqueza humana e cultural em Cidade Tiradentes, porém pouco compartilhada e valorizada pela comunidade, e é isso que eles querem destacar em suas intervenções. “A arte está em nós. É preciso colocarmos pra fora. Mas nem todos conseguem enxergar o lado bom daqui. Acreditamos que, por meio da nossa intervenção, a comunidade vai aprender muito mais do que a arte em si. Ela vai além!”, explica a jovem Vitória Gomes dos Santos Lobo, de 16 anos, idealizadora do projeto Festival Diversidades.

A ideia do grupo é organizar um encontro com diferentes atrações e produções artísticas do território que dialoguem com processos coletivos de conscientização social dentro de um festival aberto para todos os públicos.

“Um evento como esse, aberto a toda comunidade, potencializa o alcance da discussão sobre diversidade e cultura. Se não houvesse a comunidade, não pensaríamos em realizar o festival. Ele só existe porque é para ela!”, enfatiza Vitória. E completa: “É muito difícil você ser periférico e querer ser alguém. Essa é uma oportunidade criada para os artistas locais e acreditamos que eles encontrarão visibilidade para seus talentos, além de apoio para superarem suas inseguranças”.

Formação e intervenção

A elaboração de projetos é o último módulo do processo formativo do Programa Jovens Urbanos, com o objetivo de criar oportunidades para que os participantes exercitem os conhecimentos vivenciados ao longo do ano e promovam intervenções em suas comunidades, estimulando a relação com o território, o mundo público e o bem coletivo na perspectiva da educação integral.

No primeiro módulo – Portfólio e Juventude –, por exemplo, eles tiveram a oportunidade de refletir sobre sua identidade e explorar o território e a cidade. Thabata Leticia Moraes da Silva, educadora do Instituto Pombas Urbanas, comenta que, para muitos participantes, essa foi a primeira vez que puderam conhecer outros espaços de São Paulo, como o centro histórico e o Museu de Arte de São Paulo (Masp).

“Isso amplia muito a visão dos jovens sobre a própria cidade e traz uma perspectiva de que eles podem ocupá-la. Ou seja, para além de todos os problemas que enfrentamos, em relação à falta de transporte ou a distância, existe essa cidade e ela deve ser explorada. O programa consegue mostrar aos jovens que eles podem se expressar e que essa expressão pode ecoar em outros espaços, criando novos diálogos”, ressalta a educadora.

Já no módulo Experimentação, os jovens puderam participar de várias oficinas formativas para aprofundar os conhecimentos em áreas como teatro, fotografia e artes circences, por exemplo.

Foi inclusive durante a vivência das oficinas que muitos já começaram a planejar suas ações de intervenção. “Conseguimos, nas atividades, refletir, escrever e praticar cenas. A experimentação trouxe muitas ideias. A cada encontro a gente já pensava em várias coisas, mesmo antes de escrever o projeto. Participar do Programa Jovens Urbanos está sendo uma experiência incrível para mim”, comenta Bryan Daniel Rodrigues Meireles, de 16 anos.

Segundo Helena Freire, colaboradora do Cenpec e responsável pela formação dos profissionais do Jovens Urbanos na Cidade Tiradentes, toda essa vivência e o percurso pelos quais os jovens passaram está refletida nos projetos elaborados com bastante propriedade, identidade e participação dos grupos.

“Percebemos nos projetos vários temas relacionados à homofobia, à violência e ao preconceito racial. Acredito ser reflexo do mundo que vive essa onda conservadora. Por isso é muito bacana ver que os jovens estão demonstrando que há outros caminhos. Eles estão sinalizando o contrário. Há uma força diferente a essa onda e é ótimo. O Programa justamente põe luz e mostra que o jovem tem o que dizer e que ele pode criar muitas coisas para melhorar o seu território”, destaca Toni Niccolini, coordenador de projetos da Fundação Itaú Social.

Conheça quais são os 17 projetos aprovados no Programa e que serão implementados até o início de dezembro.

Organização: Instituto Pombas Urbanas

Projeto: Sarau Diversidade
Linguagem:
Comunicação e Multimeios
Participantes: Jéssica Oliveira, Leonardo Ferreira, Luana Guinantes, Luana Porto, Naely Montano e Vitoria Lobo
O que é: O projeto tem como proposta realizar um sarau no Centro Cultural Arte em Construção, em Cidade Tiradentes, a fim de estimular a reflexão dos participantes sobre temas emergentes, despertando um novo olhar para a cultura e a diversidade do bairro. O sarau contará com intervenções teatrais dos demais projetos elaborados pela turma, além da apresentação de bandas, rádio de rua e outras atividades.

Projeto: Laços Ancestrais
Linguagem: Linguagens da Arte
Participantes: Alba Carolina Beltran Colque, Cristina Lima da Silva, Giullia Beatris Alencar dos Reis, Mattheus Adepoju de Oliveira, Maria Clarisse Barbosa dos Santos, Rayane Evelyn Granzieri da Silva e Thaysa Aparecida Xavier
O que é: Com o objetivo de contribuir para a desconstrução de um senso comum que diz que cultura é somente aquilo classificado como erudito, os jovens pretendem criar uma cena teatral a respeito de como a herança cultural reverbera na comunidade nos dias de hoje. Os jovens pretendem ainda mostrar a importância da autovalorização e do fim do preconceito. A cena será apresentada durante o Sarau Diversidade.

Projeto: Brincando de Ser Gente Grande
Linguagem:
 Linguagens da Arte
Participantes: Bryan Daniel Rodrigues Meireles, Caroline Silva Santos, Gabriella Paparazo, Guilherme Sousa Silva, Jackeline Quimes Correa e Nicoly Macario Acioli
O que é: Com a constatação de que muitos moradores do bairro Cidade Tiradentes vivenciam diariamente situações de preconceito em relação à sua raça e gênero, os jovens vão desenvolver uma cena teatral para que os participantes possam refletir sobre essa questão. A intervenção retratará, com destaque, a forma como as crianças reproduzem esses preconceitos presentes nas falas e nas ações dos adultos. A atividade também fará parte do Sarau Diversidade.

Projeto: Queda das Máscaras
Linguagem: Linguagens da Arte
Participantes: João Vitor, Leonardo Lima de Alencar, Micaele Silva, Milena Silva, Rebeca Vieira, Vicente Osmil e William Henrique
O que é: Com a proposta de contribuir para a reflexão sobre preconceitos heteronormativos, homofóbicos e machistas vividos diariamente pelos moradores de Cidade Tiradentes, os jovens vão promover uma intervenção teatral sobre o tema durante o Sarau Diversidade. A ideia da cena é questionar em quais momentos as pessoas usam “máscaras” para se adequarem às normas sociais e da importância em mostrar a sua verdadeira personalidade, sem nenhuma forma de preconceito.

Projeto: Vale dxs Oprimidxs
Linguagem:
 Linguagens da Arte
Participantes: Leonardo Souza, Letícia Viturianna, Lucas Santos, Phelipe Barros, Victória Barros e Weslley Endrik
O que é: O projeto visa a desconstrução do olhar opressor e preconceituoso da comunidade de Cidade Tiradentes perante determinados grupos, como mulheres, homossexuais, negros etc. Para gerar uma reflexão a respeito, os jovens vão promover apresentações teatrais no CEU Inácio Monteiro e, logo em seguida, os participantes serão convidados a fazer parte de rodas de conversas a fim de gerar um diálogo e uma reflexão sobre os temas abordados nos espetáculos.

Projeto: Por Detrás da Porta
Linguagem: Linguagens da Arte
Participantes: Mirella Silva, Felipe Pinheiro, Thaisy Gonçalves, Thainá Gonçalves e Victor Leandro
O que é: Diante dos altos índices de abuso sexual de crianças no país e a dificuldade em se discutir a respeito, os jovens escolheram esse tema para ser o foco da sua intervenção artística, a ser realizada na praça em frente ao CEU Inácio Monteiro. A ideia é sensibilizar a população e conscientizá-la sobre a importância da denúncia. 

Projeto: Olhares Divergentes
Linguagem: Comunicação e Multimeios
Participantes: Amanda dos Santos, Bruno Henrique, Geovanna Key, Higor Paulo, Júlia Ângela, Kaweslane da Silva, Lucas Lins, Robert Fernandes e Valquíria Dias
O que é: O projeto terá intervenções artísticas com colagens de poesias em postes e espaços públicos através de lambe-lambe, tratando sobre temas como autoestima e representatividade do bairro. Essas intervenções serão exposições fotográficas com diversos olhares sobre os locais do território retratando de forma positiva, com fotos e relatos dos moradores.

Projeto: Festival Diversidades
Linguagem: Linguagens da Arte
Participantes: Davi Mauricio Rosa de Borba, Julia de Abreu Cruz, Patrick Otemoti de Olivera, Vinicius Mauricio Rosa de Borba e Vitoria Gomes dos Santos Lobo
O que é: Inspirados pela frase do dramaturgo Milton José Assumpção, de Cidade Tiradentes, que diz que “onde há cultura não há espaço para violência”, os jovens planejam um encontro com diferentes atrações e produções artísticas do bairro que dialoguem com processos coletivos de conscientização social dentro de um festival aberto para todos os públicos. Apresentar à população do bairro as diferentes produções culturais locais deve gerar espaços de identificação e inspiração entre comunidade e artistas, valorizando suas histórias como moradores do mesmo bairro.

Projeto: (IN)Cotidiano
Linguagem: Linguagens da Arte
Participantes: Grazielle Martina da Silva, Isabel Vitoria da Silva de Melo, Juliana Nascimento da Cruz Santana, Mayara Pereira de Lima dos Santos, Micaele Barbosa, Thamyres Santos, Thaylizi Alves de Souza e Zaira Evangelista dos Reis
O que é: Como uma forma de promover o respeito a todas as diversidades de gênero e orientações sexuais, os jovens idealizaram a Mostra de Cenas: (IN)Cotidiano a partir de diálogos que tiveram o intuito de dar visibilidade aos moradores da comunidade de Cidade Tiradentes ligados direta ou indiretamente ao tema. Com uma intervenção artística com cenas abordando o assunto, as apresentações vão ocorrer durante o Festival Diversidades, uma iniciativa pensada por outro grupo do Jovens Urbanos.

Projeto: De Igual para Igual
Linguagem: Comunicação e Multimeios
Participantes: Barbara Nunes Pereira, David Wilian V. M. Araujo, Gabriel Santana Pereira, Giullia Alencar dos Reis, Iris Alanis Guimarães e Leonardo Lima de Alencar
O que é: Visando refletir sobre os preconceitos e rótulos entre gêneros, será criada uma exposição fotográfica para mostrar diferentes situações protagonizadas por ambos os sexos, criando um ambiente de reflexão sobre o tema. As produções serão exibidas no Centro Cultural Arte em Construção, na Cidade Tiradentes. 


Organização: Associação de Voluntários Integrados do Brasil (Avib) 

Projeto: Os Olhares à Cidade Tiradentes
Linguagem: Comunicação e Multimeios
Participantes: Creisla Silva, Matheus Oliveira, Daiane Cristine Almeida, Guilherme Nascimento, Guilherme Avelino, Jefferson Gomes, João Vitor Landim, Marcos Henrique e Vitória Celini
O que é: O objetivo do projeto é mostrar a beleza da Cidade Tiradentes por meio de uma exposição com fotos de paisagem, arquitetura, comunidade, trânsito, pessoas com suas características e atuações no bairro em camisetas, além de um documentário sobre o dia a dia da comunidade. Fazer uma análise crítica de como a mídia influencia na percepção que as pessoas criam sobre o bairro também vai compor essa intervenção.

Projeto: Eco Praça
Linguagem: Intervenção Urbana e Meio Ambiente
Participantes: Andressa Lima Lopes, Estêvão da Costa França Ribeiro, Ester Freitas Lemos, Giovana Passos Gomes, Kathleen Shayane Gomes da Silva, Rute de Freitas Lemos e Sara de Freitas Barreto
O que é: A intenção desse projeto é valorizar o meio ambiente e conscientizar as pessoas para que repensem os atos que podem afetar a fauna e a flora. Apoiar essa reflexão na comunidade local para o cuidado com a natureza requer atividades práticas e brincadeiras, principalmente envolvendo crianças. A experiência deverá resultar em uma vivência mais harmoniosa da comunidade com o meio ambiente do entorno. 

Projeto: Viver da Arte Sem Preconceito (Vasp)
Linguagem: Intervenção Urbana e Meio Ambiente
Participantes: Matheus, Jonathan, Pedro, Kennedy e Gabriel
O que é: Com base na experiência pessoal dos jovens desse projeto com o grafite, eles vão promover uma intervenção para trabalhar o preconceito por meio dessa arte. O grafite será baseado em histórias de moradores da comunidade e seu processo de criação será transformado em vídeo como forma de registro da composição. A ideia é gerar uma reflexão sobre o tema a partir dos mais variados modos de preconceito vividos pelos moradores. 


Organização: Associação Vida Nova
 

Projeto: O Outro Lado do Preconceito
Linguagem: Comunicação e Multimeios
Participantes: Ana Paula Libano da Cunha, Andressa Rodrigues de Souza, Beatriz Alves Lisboa, Beatriz Gonçalves Lopez, Bianca da Silva Coutinho Lisboa, Dayane Tamarindo Cardoso Freitas, Estephany Joana Martins de Lucena, Fernanda Alves de Melo, Jennifer Fernanda Ferreira da Silva, Josué José de Oliveira e Rebeca Cardozo Silva
O que é: O grupo pretende realizar exposições fotográficas em escolas públicas do bairro (EE Barro Branco II, EMEF Conjunto Habitacional Barro Branco II C e EE Oswaldo Gagliardi), abordando o preconceito no ambiente escolar. O objetivo é promover a reflexão acerca do tema e contribuir para a desconstrução dele na escola por meio de fotos e vídeos. 


Organização: Mutirão Paulo Freire

Projeto: SOS Animais
Linguagem: Intervenção Urbana e Meio Ambiente
Participantes: Kelli Cristina Leal de Moraes, Matheus Alves Rocha e Camila Silva
O que é: Segundo dados da Agência de Notícias de Direitos Animais, no extremo leste da cidade de São Paulo, para cada 5 habitantes há 1 cachorro. Destes, 10% estão abandonados e são considerados animais de rua. Sensibilizados com esse cenário, os jovens pretendem suprir as necessidades básicas dos animais com abrigos, comedouros e bebedouros, além de realizar uma palestra sobre as consequências em abandonar e maltratar um animal, conscientizando as pessoas sobre a importância de um animal na sociedade. 


Organização: Centro Educacional Criança Feliz

Projeto: Colorindo o Lixo, Colorindo a Quebrada!
Linguagem: Intervenção Urbana e Meio Ambiente
Participantes: Flávio Augusto e Lana Raquel
O que é: Conscientes da importância que a arte e a cultura exercem sobre o comportamento das pessoas, esses jovens ousaram ao idealizar um projeto de conscientização diferente para um tema tão importante: o lixo nos grandes centros urbanos. Para alcançar os resultados desejados, eles vão grafitar, em locais de grande fluxo de pessoas, mensagens educativas estimulando a população a não jogar lixo na rua, além de providenciar novos locais para o descarte de lixo e solicitar à subprefeitura a instalação de lixeiras em locais onde não há. 


Organização: Trupe Caixa de Imaginação 

Projeto: Arte Contra o Pré-Conceito
Linguagem: Linguagens da Arte
Participantes: Ana Paula, Daiane Cristine, Henrique Oliveira de Sousa, Nicolas Gabriel, Renata Casemiro, Tamires Martins e Vitoria Celini
O que é: O grupo identificou a necessidade de mapeamento, discussão e reflexão sobre os preconceitos que acontecem na periferia, mais especificamente no território da Cidade Tiradentes. Trabalhar a empatia no espectador por meio de histórias reais de preconceitos, coletadas no bairro e transformadas em cenas teatrais pelo coletivo é a contribuição que esses jovens querem deixar para sua comunidade.

Acompanhe o desenvolvimento desses jovens em cada etapa do programa. Clique na foto abaixo para ver a galeria de imagens no Flickr.

Bancas de Projetos - 11ª Edição SP

Para saber mais sobre o Programa Jovens Urbanos, clique aqui.

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