Notícias - Daniele Próspero e Tatiana Vieira - Jovens Urbanos

Programa Jovens Urbanos compartilha propostas de projetos em banca pública

Realizada em novembro, banca de projetos trouxe dicas, aprendizados e novas ideias para as propostas dos jovens da Cidade Tiradentes, que serão apresentadas neste mês

“Todos os projetos a serem desenvolvidos pelos jovens demonstram um grande potencial de transformação social e mobilização coletiva. Dá para perceber isso nas reflexões sobre identidade, território e o que eles vivenciaram no Programa Jovens Urbanos. São temáticas que realmente fazem parte da sua realidade e de onde estão inseridos.” A avaliação é de Gabriel Salgado, assessor do projeto Criativos da Escola, do Instituto Alana, e convidado a participar da banca promovida pelo Jovens Urbanos no dia 12 de novembro, no Centro Cultural Arte em Construção Cidade Tiradentes, do Instituto Pombas Urbanas.


É ótimo ter outros olhares. Conseguimos fazer um debate que vai potencializar ainda mais o nosso projeto.

(Matheus Adepoju de Oliveira, 17 anos, projeto Laços Ancestrais)


A banca é uma estratégia formativa do Programa em que os jovens participantes apresentam suas propostas a especialistas e convidados. Eles são avaliados e recebem orientações e dicas para a implementação. A atividade também ocorreu no dia 9 de novembro no Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes. Ao todo, 17 projetos de intervenção comunitária foram levados pelos jovens e serão implementados até este mês de dezembro (veja aqui a reportagem completa com as propostas).

Entre os convidados para integrar as bancas, estiveram presentes representantes da Fundação Itaú Social, do Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (Cieds), do Pombas Urbanas, da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, do Instituto Alana e do CaosArte. Cada participante pôde contribuir com seu conhecimento e experiência em diversas áreas de atuação, como monitoramento e avaliação de projetos, comunicação e produção cultural, por exemplo.

Helena Freire, colaboradora do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) e responsável pela formação dos profissionais do Programa Jovens Urbanos na Cidade Tiradentes, ressalta que a realização da banca é extremamente importante no processo formativo dos jovens, pois é nesse momento que eles vivenciam a experiência de apresentar em profundidade a ideia de seus projetos para pessoas que não conhecem seu percurso e história e precisam argumentar, debater e ouvir críticas e sugestões.


Sentimos carência de representatividade e queremos provocar uma reflexão a respeito.

(jovens do projeto Vale dxs Oprimidxs)


 

Potencializar é preciso

Durante a banca, os jovens puderam apresentar as motivações para a escolha dos temas e a forma como pretendem abordá-los no território. O projeto Vale dxs Oprimidxs, por exemplo, propõe-se a realizar duas apresentações teatrais, seguidas de rodas de conversa, a fim de dar visibilidade a algumas opressões vivenciadas diariamente por mulheres, negros e LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros). “Na nossa cena, todos vão estar iguais. O que vai distinguir é o rótulo que a sociedade coloca na gente. O que queremos é provocar uma reflexão a respeito no público. Nós sentimos carência de representatividade. São grupos sociais oprimidos, e não minorias”, destacaram os jovens em sua fala de apresentação, ressaltando que o teatro foi a linguagem escolhida por ser algo que une todos os integrantes do grupo.

Ao longo das apresentações, várias dicas foram trazidas pelos convidados das bancas, tais como a importância de os projetos terem um público-alvo bem definido para que as ações sejam adequadas e tenham impacto; as articulações e parcerias que devem ser feitas pelos jovens com outras iniciativas do território em temas a serem desenvolvidos nos projetos, o que pode potencializar as intervenções; e a necessidade de pensar em ações que garantam a multiplicação do conhecimento e disseminação das mensagens transmitidas pelos projetos para além de um dia específico.


Todos os projetos demonstram potencial de transformação social. São temáticas que realmente fazem parte da realidade dos jovens e de onde estão inseridos. 

(Gabriel Salgado, Instituto Alana)


“O formato da banca foi muito bom, pois todos os convidados tiveram uma grande sensibilidade ao analisar as propostas dos jovens, o que vai ampliar muito a perspectiva dos projetos. Acredito ser fundamental esse olhar externo, pois ele complementa o que estamos fazendo ao longo do ano. Todos nós saímos hoje daqui motivados e com novas perspectivas”, comenta Thabata Leticia Moraes da Silva, educadora do Instituto Pombas Urbanas.

Para o jovem Matheus Adepoju de Oliveira, do projeto Laços Ancestrais, de 17 anos, foi um dia de muitos aprendizados. Mesmo já tendo experiência em elaboração de projetos, essa foi a primeira vez que teve de apresentar uma proposta de intervenção social para uma banca de especialistas. “Às vezes, a gente escreve um projeto e acha que está pronto, mas é ótimo ter outros olhares a respeito. Conseguimos hoje fazer um debate que, com certeza, vai potencializar ainda mais o nosso trabalho. Agora, só precisamos nos estruturar e analisar novamente o que a banca apontou como sugestão, para fazer com que ele seja ainda mais forte”, anima-se.

 

Para saber mais sobre o Programa Jovens Urbanos, clique aqui.

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