Notícias - Thais Iervolino e Vanessa Nicolav - Jovens Urbanos

Jovens urbanos lança livro com propostas para o Ensino Médio Integral

A recém-lançada publicação apresenta metodologias, conceitos e práticas desenvolvidas pelo Programa Jovens Urbanos em Minas Gerais para criar e fortalecer políticas públicas ligadas a juventudes e educação integral

Transformar em realidade uma proposta educacional para potencializar o trabalho com as juventudes, proporcionando aos jovens oportunidades de apropriação do território na cidade onde vivem, desenvolver pesquisas e acessar novas tecnologias, impactando na continuidade dos seus estudos e no contato mais qualificado com o mundo do trabalho. Foi esse um dos objetivos buscados pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) e a Fundação Itaú Social, juntamente com a Secretaria de Educação de Minas Gerais (SEE-MG), ao implementar o Programa Jovens Urbanos no estado.

Anna Helena Altenfelder: “Essa publicação representa mais do que um ponto de partida, mostra um caminho já percorrido que pode dar luz para se pensar as políticas de Ensino Médio que falem de uma escola inclusiva e democrática”.

Como resultado dessa experiência, que nem 2017 entra em seu terceiro ano, foi lançada na semana passada, 30 de agosto, a publicação Itinerário para as juventudes: educação integral e Ensino Médio (Parte I – Concepções e Metodologias). “Essa parceria possibilitou um trabalho longo de construção coletiva, baseada na escuta e no diálogo. Nós temos uma nova legislação para o Ensino Médio, um currículo, uma Base Nacional Comum Curricular para o Ensino Médio e é preciso que esse debate aconteça. Essa publicação representa mais do que um ponto de partida, mostra um caminho já percorrido, que pode dar luz para se pensar as políticas de Ensino Médio que falem de uma escola inclusiva e democrática”, afirmou Anna Helena Altenfelder, presidente do Conselho Administrativo do Cenpec, na cerimônia de lançamento da publicação em Belo Horizonte (MG).

Mais do que um resultado das ações do Jovens Urbanos, a publicação é um importante material de disseminação, que representa um compromisso pela construção de conhecimento, de modo a oferecer bases e propostas para o Ensino Médio Integral e Integrado.

“Para nós, é um privilégio participar desse lançamento. É um marco fundante para os jovens de Minas Gerais, a construção de uma história, o percurso de uma história da educação integral“, comenta Fernanda Fragoso Zanelli, da Fundação Itaú Social.

Assista ao vídeo com entrevistas de especialistas e de jovens sobre a publicação e experiência do Jovens Urbanos em Minas Gerais.

De acordo com Macaé Maria Evaristo dos Santos, da SEE-MG, a publicação significa um marco para as políticas educacionais do estado. “Este lançamento é uma bússola diante de todo esse contexto, no qual muitas conquistas da educação estão sendo desconstruídas. Esses Itinerários são um campo de possibilidade, um momento que afirmamos tudo o que a gente acredita, um legado de uma educação democrática, popular, comprometida com os diferentes territórios, que respeite a diferença das diferenças”, afirmou ela durante a cerimônia.

Macaé Evaristo: “Esses Itinerários são um campo de possibilidade, um momento que afirmamos tudo o que a gente acredita, um legado de uma educação democrática, popular, comprometida com os diferentes territórios, que respeite a diferença das diferenças”.

“Em Minas Gerais fazemos com muita valentia uma aposta de que devemos perseverar em um ideário de educação que seja humanista, que considere as pessoas, os estudantes os professores, suas comunidades. Construir uma agenda da educação integral é reafirmar a educação pública, é afirmar a ampliação do financiamento para a educação. Antes de pensar em quais disciplinas vamos ofertar na sala de aula para os jovens, vamos pensar em quem são esses jovens, quais as demandas e as potenciais da juventude”, explica a secretária.

Com 116 páginas, o livro apresenta quatro etapas que abordam desde o conceito de educação integral e a metodologia do Jovens Urbanos até relatos e experiências de jovens participantes, além de ferramentas e anexos que podem auxiliar educadores e técnicos que trabalham com jovens.

Para Renata Alencar, assessora do Programa Jovens Urbanos, a publicação é uma ferramenta para que outras pessoas que atuam com jovens em outros contextos possam se apropriar de temas e políticas ligadas às juventudes. “Ele sugere metodologias, estratégias de trabalho direto com os jovens, tendo como prioridade o trabalho em rede, a construção de conhecimento, a importância de criar percursos formativos”, explica.

Fala dos jovens

Durante o encontro, jovens falaram um pouco de suas experiências no Programa. ““Esse projeto foi muito bom. Eu fiz dança e teatro… É algo que eu gosto, me senti bem, foi uma coisa diferente. O nosso teatro continuou, apresentamos em outras escolas. Foi muito bom”, disse Vanessa, uma das jovens participantes.

“Eu quero agradecer o grupo de pessoas que estão fazendo esse projeto. Desde o começo, percebi que a escola se abriu e os alunos se identificaram bastante com as ações. Para mim, foi impressionante o fato de como os professores que trabalhavam com o Programa sabiam lidar com os jovens, tinham facilidade em conversar com a gente”, afirmou Rafael, outro jovem participante.

Jovens Urbanos: três instituições em busca da qualidade da educação para as juventudes

Wagner Santos: “há alguns pontos importantes que temos que destacar. O primeiro deles é que temos que ouvir os jovens. Isso é o mais importante: os jovens precisam participar de todo o processo”.

Para Wagner Santos, do Cenpec e responsável pela coordenação técnica do Jovens Urbanos, que também esteve presente no evento de lançamento da publicação, destacou três pontos importantes no desenvolvimento do Jovens Urbanos no estado: 1. Possibilidade real de juntar na mesma situação o estado, uma instituição financeira e uma de pesquisa no desafio de produzir conhecimento e políticas de formação pensando os profissionais das escolas, gestores, jovens e comunidades; 2. Todo jovem precisa e necessita das novas tecnologias e comunicações; e 3. Importância de pensar sempre na expressão jovem, ou seja, em promover sua ação em seu próprio território.

Para ele, “há alguns pontos importantes que temos que pensar. O primeiro deles é que temos que ouvir os jovens. Isso é o mais importante: os jovens precisam participar de todo o processo. Além disso, é preciso sempre pensar na expressão jovem, ou seja, promover sua ação em seu próprio território”, disse.

Em 2017, o Programa Jovens Urbanos entra em seu terceiro ano de assessoria à Secretaria de Educação de Minas Gerais. As atividades desenvolvidas são baseadas em uma concepção de educação integral para as juventudes.

As ações no escopo dessa parceria concentram-se em formações nas quais participam gestores públicos  e profissionais de escolas do Ensino Médio. Também serão realizados planos de escuta jovem nas escolas para reconhecer anseios, proposições e projetos estudantis como elementos de integração curricular.

Itinerário para as juventudes: educação integral e Ensino Médio

Este livro é a primeira parte de uma sistematização da experiência do Programa Jovens Urbanos em Minas Gerais.

Para fazer seu download e ter acesso a destaques e outros textos e conteúdos audiovisuais referentes à publicação, clique aqui.

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