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Jovens Urbanos participa de proposta de educação integral para o Ensino Médio em Minas Gerais

Parceria com Secretaria de Estado de Educação vem se fortalecendo desde 2011 e, em 2015, inclui formação de técnicos e pílulas de experimentação em escolas-piloto

Apontado por especialistas como uma etapa que vem enfrentando problemas dentro da Educação Básica, o Ensino Médio é também desafiador para a educação integral – mas nem por isso deixa de estar no radar de secretarias estaduais de Educação, sobretudo diante da meta 6 do Plano Nacional de Educação (PNE).

Minas Gerais, por exemplo, é um dos estados interessados em criar uma proposta de educação integral para o Ensino Médio – e, para isso, tem contado com uma parceria feita com a Fundação Itaú Social e o Cenpec, com colaboração do Programa Jovens Urbanos.

 

Educação integral para o Ensino Médio

“A assessoria do Jovens Urbanos em políticas públicas em Minas Gerais começou em Pouso Alegre, vinculada ao Poupança Jovem, quando realizamos uma formação em parceria com técnicos e educadores que trabalhavam com esse Programa. Depois, essa parceria cresceu: em 2014, estivemos em Belo Horizonte e estendemos a formação a outros gestores e técnicos”, conta Giselle Rocha, da equipe do Jovens Urbanos.

A parceria se fortaleceu ainda mais em 2015, com uma assessoria que vem sendo desenvolvida desde maio e se insere no movimento de construção de uma proposta de educação integral para o Ensino Médio, iniciado pela Secretaria de Estado de Educação: o Programa Jovens Urbanos integra um grupo de iniciativas que vem contribuindo para esse processo, a partir de sua experiência no campo de discussão sobre a juventude.

A contribuição do Programa envolve, até agora: participação no Comitê Intersetorial e no Comitê de Formação da Secretaria de Educação; realização de formação de profissionais; e uma sistematização de todo o processo, que gerará um documento e amparará a construção do modelo de educação integral do Ensino Médio em Minas.

“As secretarias, de modo geral, têm sido impactadas pelo PNE e pela meta de educação integral que ali se insere. Em Minas, há a proposta de que nós possamos contribuir para as discussões da Secretaria de Educação – e definiu-se que, este ano, faríamos a formação para dois polos de regionais de ensino, Belo Horizonte e Varginha, com técnicos das Superintendências Regionais de Educação e representantes de escolas de tempo integral do Ensino Fundamental I e II e do Ensino Médio. Essas formações foram realizadas nos dias 27 e 28 de agosto, em Belo Horizonte, e 3 e 4 de setembro, em Varginha, com uma média de 50, quase 60 participantes em cada uma”, conta Giselle.

Educação integral x educação em tempo integral

Qual conceito de educação integral tem sido trabalhado na assessoria em Minas Gerais? “Nas formações, abordamos o conceito de educação integral que os profissionais tinham, e muitos ainda relacionam a educação integral ao tempo integral. Em relação ao jovem, no entanto, uma proposta de educação integral precisa ser diferenciada: não podemos pensar o jovem estando o tempo todo na escola, é importante que ele circule pela cidade, conheça novos espaços, possa experimentar novas linguagens/novas tecnologias para que amplie seu repertório e construa um projeto de vida. Foi, então, uma oportunidade de disseminar o conceito de educação integral com o qual trabalhamos, que inclui a possibilidade de ampliação de repertórios, além de atividades práticas que o grupo pode reproduzir dentro das escolas”, conta Giselle.

Construção conjunta

Roda de história temática, debates sobre as juventudes de ontem e hoje, linha do tempo, cartografia dos elementos da educação integral dos jovens, microexploração do território, laboratório de projetos e uma oficina desenvolvida pelo Programa com Adam Fletcher, fundador do Freechild Project e um dos participantes da mesa sobre juventude no Seminário Internacional Educação + Participação = Educação Integral, realizado em 2014, foram alguns dos insumos e técnicas utilizados pela equipe do Jovens Urbanos em Minas Gerais.

As formações têm o objetivo de disseminar conteúdos teóricos e metodológicos que promovam novas reflexões e formas de trabalho com juventude – mas também garantir a participação desses atores na construção da proposta de educação integral. Por isso, outro aspecto relevante são as ações que acontecerão em duas escolas-piloto, que contarão com a realização de Planos Participativos e pílulas de experimentação do Jovens Urbanos, o que deve acontecer ainda em setembro.

Saiba mais

> Leia aqui nosso especial sobre os desafios da educação integral para o Ensino Médio;

> Saiba mais sobre Planos Participativos, a partir das experiências do Jovens Urbanos em Cidade Tiradentes;

> Leia sobre o início da assessoria em Minas Gerais;

> Conheça o Poupança Jovem.

 

Tagsensino médio, jovem, juventude, Minas Gerais

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