Reportagens - Vanessa Nicolav - Educação&Participação

Novo Ensino Médio: primeiros momentos de adaptação à reforma

Após dois meses da aprovação do novo Ensino Médio, a plataforma Educação&Participação visitou uma escola e entrevistou profissionais e estudantes para saber suas primeiras impressões sobre tais mudanças.

Aprovada por meio da Medida Provisória n. 746/2016, em fevereiro deste ano, a reforma do Ensino Médio já começa a dar os primeiros passos para sua implementação e efetivação. Um deles é o início do repasse de 2 mil reais por aluno matriculado a escolas que aderiram ao Programa de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral. Até agora, 23 estados brasileiros já aderiram a essa política. No estado de São Paulo, por exemplo, 12 escolas fazem parte dela.

Para entender melhor o processo de implementação do novo Ensino Médio e ver mais de perto como os profissionais das escolas e os estudantes estão percebendo essas mudanças, a plataforma Educação&Participação visitou uma escola de tempo integral que já aderiu à mudança e conversou com estudantes de outras escolas de Ensino Médio regular para conhecer suas percepções e dúvidas a respeito.

Confira o vídeo da reportagem especial a seguir.

Mais sobre o novo Ensino Médio

Segundo informações divulgadas no Diário Oficial da União e no site do Ministério da Educação (MEC), as principais mudanças referem-se à ampliação da carga horária, de 800 para 1.000 horas, e a flexibilização da grade curricular, que prevê o oferecimento de 60% de disciplinas obrigatórias e 40% de optativas. Língua Portuguesa, Matemática e Inglês serão conteúdos obrigatórios; Filosofia, Sociologia, Artes e Educação Física – que haviam sido excluídas na primeira versão do texto – também estarão incluídas nos currículos, mas passam a ser consideradas como conteúdos e temas que podem ser trabalhados em outras disciplinas.

O currículo diversificado, escolhido livremente pelos alunos, será dividido nas áreas de linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional, e as escolas deverão oferecer pelo menos um percurso formativo em uma dessas cinco áreas. Segundo o documento, o conteúdo de tais áreas e das respectivas disciplinas deverá ter como referência a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que tem previsão de ser lançada no segundo semestre deste ano. 

Tagscurrículo, ensino médio, jovens, juventude, novo ensino médio, reforma curricular

Faça um comentário!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Total de 0 comentário(s)