Oficinas baseadas em atividades de ONGs já estão no ar

s duas Oficinas de Educação Integral Cor e Preconceito no Brasil Comunidade que Queremos, feitas a partir das ações de duas organizações participantes do Prêmio Itaú-Unicef, já estão publicadas no Banco de Oficinas de Educação Integral, que reúne mais de 80 oficinas com o objetivo de subsidiar educadores no desenvolvimento de atividades que estimulem uma maior oferta de aprendizagem e repertório cultural a crianças, adolescentes e jovens.

Dividida em três encontros de cerca 1h30 cada, a oficina Cor e Preconceito no Brasil tem o propósito de desenvolver a compreensão de que diversidade não é desigualdade e de que o preconceito, de qualquer natureza, é socialmente construído. Para isso, ela busca desconstruir estereótipos propagados cotidianamente nos vários espaços onde jovens e crianças circulam, que reforçam discriminações de várias naturezas, como raça, gênero, idade, classe social, fazendo com que o educador retrate aos adolescentes e jovens um pouco da história do negro no país.  Essa oficina foi baseada nas atividades do projeto A Força da Cor, vencedor da categoria regional de São Paulo do Prêmio Itaú-Unicef, em 2011. “A questão de falar do ‘cabelo ruim’, ‘cabelo de bombril’, fez com que tomássemos uma medida para trabalhar o tema”, diz Maria da Conceição, educadora do projeto. Visite a oficina.

Já a oficina Comunidade que Queremos foi baseada no projeto TQT – Teclas que Transformam, que foi menção honrosa e vencedor da Regional Ribeirão Preto da 9ª Edição do Prêmio Itaú-Unicef.  Seu objetivo é desenvolver o olhar crítico para o território, identificar demandas locais, mobilizar recursos para buscar soluções responsáveis e criativas, além de desenvolver o compromisso com o coletivo. A oficina contempla dois encontros de 1h30 cada e é dirigida a crianças e adolescentes. Visite a oficina.

 

Banco

O Banco de Oficinas de Educação Integral pretende subsidiar educadores, tanto de escolas de tempo ampliado como de organizações não-governamentais, no desenvolvimento de atividades educativas que contribuam para ampliar a oferta de oportunidades de aprendizagem e alargar o repertório cultural de crianças, adolescentes e jovens, como condição de garantia de direitos, proteção e inclusão social.
“As oficinas não são uma receita, são uma sugestão de caminho. Há uma orientação didática, tem caráter formativo – o que ver, o que se pretende, como pode ser desenvolvido, etc. – mas cabe ao educador fazer as oficinas de acordo com seu perfil e característica do lugar, das crianças, jovens e adolescentes”, aponta Maria José Reginato, responsável pela elaboração das Oficinas de Educação Integral.
O propósito das oficinas fundamenta-se na concepção de educação integral, que considera o sujeito em sua condição multidimensional: física, cognitiva, intelectual, afetiva, social e ética e, portanto, inserido num contexto de relações, assim como na convicção de que o desenvolvimento de todas essas dimensões humanas é condição de cidadania.
Ao todo, foram feitas cerca de 80 oficinas até agora, divididas em quatro subgrupos: arte e cultura; esportes; jogos e brincadeiras; leitura e escrita; circulação na cidade e Saúde e Meio Ambiente. Para este ano, há a perspectiva de se criar mais um, o Tecnologias Digitais. “O intuito de se trabalhar este último tema é mostrar um bom uso pedagógico das tecnologias, orientando as pesquisas, como se trabalhar com vídeos, redes sociais, de uma forma responsável”, conta Maria José.

 

Saiba mais:

 

Oficinas de Educação Integral

Oficina Cor e Preconceito no Brasil

Oficina A comunidade de queremos

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