Notícias - João Marinho e Thais Iervolino - Prêmio Itaú-Unicef

Prêmio Itaú-Unicef traz mudanças e amplia recursos em sua 12ª edição

Prêmio Itaú-Unicef lança sua 12ª edição em São Paulo com o mote “Educação integral: parcerias em construção”. Para este ano, a edição traz como novidade a ampliação no aporte dos recursos distribuídos em cada fase

“O Prêmio Itaú-Unicef representa um enorme avanço na direção de uma educação integral que seja capaz de acolher as crianças em todas as suas possibilidades de aprendizagem. Ele qualifica a maneira pela qual essa educação é ofertada, pensando em parcerias nos territórios”, comentou Ítalo Dutra, coordenador do Programa de Educação e Parcerias do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, um pouco antes de começar a cerimônia de lançamento da 12ª edição do Prêmio Itaú-Unicef, ontem (27).


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Jovens dos projetos Matéria Rima e OCA – Escola Cultural durante apresentação no lançamento da 12ª edição do Prêmio Itaú-Unicef. Foto: Vanessa Nicolav.

O evento, que reuniu cerca de 500 pessoas no Teatro Renaissance em São Paulo (SP), deu início ao processo de inscrição da 12ª edição, que tem como mote “Educação integral: parcerias em construção”. “Para que a educação integral se concretize, é preciso reconhecer as oportunidades de aprendizagens que existem em todos os territórios do Brasil e que podem ocorrer dentro e fora dos muros da escola”, declarou Angela Dannemann, superintendente da Fundação Itaú Social ao abrir a cerimônia.

Além dela, estiveram presentes Anna Helena Altenfelder, superintendente do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec); e Gary Stahl, representante do Unicef no Brasil. Para Anna Helena, se antes a educação integral era uma ideia, “hoje ela é uma realidade, e nosso desafio é pensar um currículo que efetivamente consolide a garantia de direitos e da aprendizagem na perspectiva da educação integral“.

Música e debate sobre educação integral

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António Nóvoa durante cerimônia de lançamento da 12ª edição do Prêmio Itaú-Unicef. Foto: Vanessa Nicolav.

Transmitida ao vivo pelo Canal Futura, a cerimônia contou também com apresentações de maracatu e hip-hop. Os responsáveis por levar a música ao teatro, que estava lotado, foram os integrantes do projeto Matéria Rima, de Diadema (SP), vencedor na categoria microporte da Regional São Paulo na última edição (2015-2016) – fruto da parceria entre a Associação Assistencial e Cultural Manos de Paz e a Escola Municipal Sagrado Coração de Jesus – e da OCA – Escola Cultural, de Carapicuíba (SP), finalista regional em 2009, semifinalista em 2011 e, há 17 anos, parceira da Escola Estadual Esmeralda Becker Freire de Carvalho.

 


António Nóvoa: “Se enganam aqueles que acham que a tarefa do professor de Matemática é ensinar Matemática. A tarefa de um professor de Matemática é formar uma pessoa por meio da Matemática […]. Essa tarefa é dar sentido, coerência… é se certificar que o aluno aprenda”.


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Dulce Critelli no lançamento da 12ª edição do Prêmio Itaú-Unicef. Foto: Vanessa Nicolav.

Além das apresentações, António Nóvoa – da Universidade de Lisboa e uma das referências mundiais em formação de professores – e Dulce Critelli – professora da Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP) – participaram do debate Desafios da Educação Integral no Mundo Contemporâneo. “Enquanto a sociedade não se pensar como educadora, teremos sempre entraves, já que a ideia da educação como uma tarefa da própria sociedade é o que, para nós, faz sentido”, comentou Dulce.

Para Nóvoa, o desafio do educador é fazer com que seus alunos se apropriem do conhecimento. “Se enganam aqueles que acham que a tarefa do professor de Matemática é ensinar Matemática. A tarefa de um professor de Matemática é formar uma pessoa por meio da Matemática […]. Essa tarefa é dar sentido, coerência… é se certificar que o aluno aprenda. Nosso trabalho é conseguir essa apropriação do conhecimento e não propriamente derramar conteúdos”.

Novidades

img-lateralCriado em 1995 no contexto da promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente, o Prêmio chega a seu 22º ano, depois de registrar mais de 16 mil inscrições ao longo da sua história e premiar ações socioeducativas em mais de 1.750 municípios brasileiros – e com novidades!

Assim como na 11ª edição, tanto a organização como a escola receberão o mesmo aporte de recursos se forem premiadas. O valor da premiação para as parcerias finalistas – selecionadas após a análise que se segue ao processo de inscrição, distribuição por oito regionais e avaliação – é de R$ 10 mil para cada organização da sociedade civil (OSC) e escola pública responsável. Das parcerias finalistas, 32 serão premiadas na fase seguinte, 4 por regional de acordo com cada porte reconhecido pelo Prêmio: micro, pequeno, médio e grande. Nessa fase, são distribuídos outros R$ 20 mil para cada OSC e cada escola das parcerias premiadas regionais.

Por fim, a 12ª edição não contará com o grande vencedor nacional, como ocorreu nas edições anteriores. A última fase será marcada pela avaliação e seleção de quatro parcerias premiadas nacionais, uma por porte. Cada OSC e cada escola receberá R$ 100 mil nessa fase. Dessa forma, a parceria que for contemplada nacionalmente terá acumulado um total de R$ 260 mil em premiações ao longo do processo, sendo R$ 130 mil para a organização e R$ 130 mil para a escola.

A nova estratégia representa uma ampliação no total dos recursos distribuídos em relação à 11ª edição, chegando a R$ 4 milhões para 96 parcerias voltadas à  educação integral. As inscrições para a 12ª edição estarão abertas até o dia 17 de maio. Exclusivamente on-line, a ficha e o regulamento podem ser acessados nesta página da plataforma Educação&Participação.

Mais sobre o lançamento

Quem perdeu a cerimônia de abertura e quiser ver ao debate entre Dulce Critelli e António Nóvoa pode assistir abaixo, clicando no botão “watch again” no vídeo, para acionar a transmissão gravada pelo Futura.

Pelas redes sociais, a plataforma Educação&Participação ressaltou alguns dos momentos da cerimônia e entrevistou representantes de organizações e alguns especialistas presentes.

“Todo mundo tem que fazer a inscrição. A importância do Prêmio para nós foi o o fato de que ele fortalece a parceria, o projeto que fazemos na organização com as escolas públicas”, disse Paulo Blec, professor de música da  OCA – Escola Cultural. Assista seu depoimento na íntegra e veja a cobertura completa pelas redes em nossa página no Facebook.

Ainda nesta semana

A plataforma Educação&Participação também conversou com o professor António Nóvoa durante o evento. A entrevista exclusiva, que contou com perguntas enviadas por quem acompanha nossa página no Facebook, vai ao ar ainda nesta semana. Não deixe de conferir.

Quer saber mais sobre a 12ª edição? Clique aqui e e tenha acesso ao cronograma das ações, regulamento, valores das premiações e outras informações.

Quer entender mais sobre como funcionam as parcerias entre organizações sociais e escolas públicas? Leia a nossa temática OSC e escola pública: garantia de educação integral.

Tagsações socioeducativas, António Nóvoa, articulação. parceria, educação integral, escola pública, organizações, OSCs, parcerias, Prêmio Itaú-Unicef

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