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Prêmio Itaú-Unicef começa a avaliar ações parceiras inscritas em sua 12ª edição

Além da seleção de parcerias, avaliação busca produzir novos conhecimentos e indicar caminhos para a garantia da educação integral

“Não estamos preocupados somente com a seleção de projetos, mas principalmente com a avaliação das parcerias desta edição do Prêmio Itaú-Unicef. Para nós, a avaliação tem como principal função social a de orientar e direcionar as ações parceiras para que elas construam caminhos e novos rumos para garantir o desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens”, afirma Marcelo Bragato, da equipe responsável pela coordenação técnica do Prêmio, ao abordar o processo avaliativo das cerca de 1.600 ações que participam desta edição.

Após o período de inscrição, o Prêmio Itaú-Unicef começou o processo de avaliação das ações parceiras inscritas, etapa que define avaliadores, realiza ações formativas presenciais e em ambientes virtuais e os encontros regionais de seleção das parcerias inscritas, que tem início nesta semana e termina em meados de agosto. Após esse momento, o Prêmio Itaú-Unicef divulgará os projetos finalistas de sua 12ª edição.

“Costumo dizer que a devolutiva da avaliação é o ganho mais democrático que o Prêmio oferece. Se 32 parcerias recebem dinheiro, 1.600 recebem uma devolutiva sobre o seu trabalho, e estamos investindo em uma resposta avaliativa menos genérica. Dessa forma, todos os projetos recebidos pelo avaliador tem de ser lidos e avaliados e recebem um retorno qualificado, independentemente da qualidade da ação. Para além da função de selecionar as ações, o Prêmio busca cada vez mais uma avaliação que tenha também um perfil de produção de conhecimento”, diz.

Para isso, Bragato conta que o Prêmio está investindo na qualificação dos profissionais responsáveis por essas avaliações. “O objeto da avaliação desta edição continua o mesmo da passada, que é valorizar as ações parceiras das organizações da sociedade civil (OSCs) e escolas públicas. Nesta edição, o que a gente concluiu é que a ação parceira tem duas dimensões: na gestão da parceria, as instituições fazem juntas o monitoramento e a avaliação, a formação de equipe, a relação com família e o sistema de garantia de direitos; o outro aspecto é o da ação socioeducativa em si, o que chega para a criança, o adolescente e o jovem. Nesse sentido, queremos qualificar ao máximo a avaliação. Por exemplo, nos cursos a distância, o critério para ser um avaliador é ter feito 70% do curso e duas atividades obrigatórias. Quem não fizer isso, não participa do Prêmio como avaliador”, esclarece.

Das cerca de 150 indicações de avaliadores, 115 alcançaram os requisitos mínimos para avaliar as cerca de 1.600 parcerias inscritas. Uma delas é Simone Pereira de Assis Wasem, assessora adjunta da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável do município de Vila Velha (ES), que avalia projetos do Prêmio há três edições. “Cada edição é como se fosse a primeira vez. As edições são muito dinâmicas e sempre tem um fato diferente. Gostei bastante do curso a distância. Como esse curso não foi por região, na minha turma havia gente do Brasil todo e pude perceber que a minha dúvida também era a de outros avaliadores, de outras partes do país”, fala.

Tagsavaliação, desenvolvimento, escola, OSC, parcerias

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