Prêmio Itaú-Unicef diversifica estratégias metodológicas para ampliar alcance e continuidade da formação

Curso para mediadores de ambientes virtuais de aprendizagem é só a primeira das ações virtuais previstas para 2012, com o objetivo de compartilhar informações, conectando diferentes profissionais e culturas. 
Em constante busca por constituir uma rede de ONGs empenhadas na defesa dos direitos da criança e do adolescente, o Prêmio Itaú-Unicef, projeto coordenado pelo Cenpec e de iniciativa da Fundação Itaú Social e do Unicef, prepara neste ano um pacote de cursos a distância para diferentes públicos envolvidos com ações socioeducativas, que valorizem a importância da intersetorialidade no processo educativo.

Os projetos de formação, realizados virtualmente, também conhecidos como EAD (Educação a Distância), além de preverem a participação dos educadores sociais das ONGs inscritas na 9ª edição do Prêmio Itaú-Unicef, terão também um público ampliado, composto por avaliadores, visitadores, assim como os mediadores, responsáveis pelo acompanhamento de cada um dos cursos oferecidos.

Tais propostas fazem parte de um conjunto de ações virtuais e presenciais, que pretendem garantir a aprendizagem e a troca de conhecimentos contínuas entre os parceiros do Prêmio Itaú-Unicef, nos dois anos que compõem seu cronograma. Dentre as atividades previstas, estão, além dos cursos a distância, ambientes de intercâmbio e discussão virtuais, que se apresentarão na forma de salas de debate, chats e fóruns via Internet.

Cláudia Charoux (à direita na foto), responsável pelo design instrucional de tais espaços de aprendizagem, diz que cada estratégia virtual utilizada possui suas especificidades e objetivos. “O curso tem um número de vagas restrito, com módulos e atividades devidamente planejados, bem como prazos determinados e a presença de uma mediação com experiência no tema abordado e a responsabilidade de dar suporte e avaliar qualitativamente a participação dos interessados”, explica.

Para ampliar a oferta de oportunidades formativas, o Prêmio criou outras estratégias- centradas na troca de conhecimentos e experiências entre pares-, com uma mediação responsável por ativar a rede e o vínculo entre os participantes, mantendo o ambiente sempre organizado e em movimento, que são as salas de debate e os chats. “Os fóruns e as salas de debate são ambientes de formação continuada, onde os participantes poderão continuar a discussão iniciada em um curso. No caso das salas de debate, haverá também a participação de profissionais que fizeram outra trajetória para chegar a esse espaço de conversa. O debate é aberto a todos que queiram gerar conteúdo, oferecer materiais, e compartilhar experiências sobre o tema. É mais parecido com uma rede”, define Cláudia.

“Como há um leque enorme de ações virtuais previstas para este ano, entendemos que era preciso envolver mais pessoas para poder mediar esses espaços, de modo que quem entre nesses ambientes possa se sentir acolhido e à vontade para expor suas experiências”, explica Izabel Brunsizian (à esquerda na foto), responsável pelos processos de formação do Prêmio Itaú-Unicef.

Formação de mediadores
Dada a importância da mediação, o primeiro curso lançado neste ano foi a formação virtual de mediadores. O objetivo dessa atividade, para a qual foram convidados profissionais que já participaram do Prêmio, como avaliadores ou visitadores das ONGs, bem como pessoas com experiência em educação e mediação, é preparar seus integrantes para assumir o papel de mediador em ambientes virtuais de aprendizagem.

“A preocupação em preparar os mediadores tem dois motivos. Um deles tem relação com o uso da ferramenta, que é o sistema Moodle. Outro diz respeito aos princípios que temos com a formação. Ela, seja a distância ou presencial, tem que garantir a inclusão e a escuta de todas as pessoas envolvidas, formando-se assim um coletivo. O conhecimento é construído entre todos”, afirma Izabel.

O curso para mediadores, na modalidade EAD, conta com a participação de 55 profissionais que, ao fim da formação, com duração de cinco semanas, decidirão se desejam ou não mediar os espaços de debate e a formação a distância que estão sendo criados no âmbito do Prêmio. Os que se habilitarem ao exercício da mediação escolherão o tema com o qual gostariam de trabalhar, dentre uma lista de assuntos previstos para os cursos, que foram escolhidos pelos profissionais das ONGs inscritas para o Prêmio em 2011, por meio de sua participação numa enquete virtual realizada no início deste ano. Para os chats e salas de debate, são previstas inicialmente temáticas relacionadas ao Prêmio Itaú-Unicef, mas as discussões poderão tratar outras pautas de interesse dos educadores, como juventude e sustentabilidade, entre outras.

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