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Prêmio Itaú-Unicef realiza formação de avaliadores nas 8 regionais

Processo garante fortalecimento das parcerias entre organizações e escolas, consistência na seleção dos finalistas e promoção da educação integral.

“Na formação,  o que tem sido muito importante é o enfoque numa avaliação que seja fortalecedora das ações. Não se trata de uma avaliação julgadora e simplista, mas de uma avaliação focada no fortalecimento dos projetos apresentados.”

A frase de Jaklane de Souza Almeida, 41 anos, resume um ponto fundamental do processo de avaliação das ações socioeducativas no Prêmio Itaú-Unicef: mais do que selecionar as finalistas nas parcerias entre organizações da sociedade civil (OSCs) e escolas públicas, ele reconhece sua importância para a educação integral, destaca seus pontos fortes e apresenta sugestões para enfrentar desafios e potencializá-las. “Para nossa vida profissional, o enfoque avaliativo do Prêmio é muito rico, pois nos ensina que não há um caráter excludente ao se avaliar, mas um caminho a ser construído, algo a ser fortalecido, mais bem trabalhado, e, por vezes, novas rotas a serem traçadas”, comenta Jaklane.

Mestre em Educação, bacharel em Direito e professora licenciada em História, Jacklane atua no polo presencial da Universidade Aberta do Brasil (UAB) em Vila Velha (ES) e é analista judiciária na 1ª Vara da Infância e Juventude do município, na qual exerce as funções de mediadora judicial e facilitadora em Justiça Restaurativa e Círculos de Paz e de instrutora em Mediação e Justiça Restaurativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Seu envolvimento com o Prêmio se iniciou em 2015: na época, havia feito uma ação com o Canal Futura no Espírito Santo e acabou indicada pela emissora como sua representante na Regional Rio de Janeiro.


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Formação, consistência e potencialidade

Para atingir o objetivo de fortalecer parcerias e, com isso, atuar para promover a educação integral, o Prêmio Itaú-Unicef vem realizando formações presenciais para os avaliadores das oito regionais desde os dias 29 e 30 de março, iniciando pela Regional Rio de Janeiro. Nos dias 3 e 4 de abril, foi realizada formação em Curitiba; nos dias 6 e 7, em Belém; nos dias 11 e 12, em Belo Horizonte; e, nos dias 17 e 18, em Goiânia. A próxima Regional que contará com formação presencial, a partir de hoje e na quarta-feira, é Ribeirão Preto [veja no quadro abaixo].

 

Formações presenciais realizadas e próximas formações

Data Regional
29 e 30/3 Regional Rio de Janeiro
3 e 4/4 Regional Curitiba
6 e 7/4 Regional Belém
11 e 12/4 Regional Belo Horizonte
17 e 18/4 Regional Goiânia
25 e 26/4 Regional Ribeirão Preto
4 e 5/5 Regional Recife
11 e 12/5 Regional São Paulo

 

Depois da formação presencial na Regional São Paulo, terá início a formação a distância, que durará seis semanas, até o mês de junho. Na fase seguinte, já na seleção das parcerias finalistas, entre julho e agosto, serão realizadas mais formações presenciais. Ao todo, 164 avaliadores passarão pelo processo. “As formações são constituídas por duas modalidades. Nas presenciais, realizadas nas cidades-sede de cada Regional, a formação é contextualizada por Regional e provê elementos para o avaliador desempenhar três papéis: avaliação das inscrições, seleção das inscrições e mobilização pelo tema da edição, que este ano é Educação integral: parcerias em construção. Nessas formações presenciais, também ocorre a formação das duplas de avaliadores, uma vez que a avaliação de cada projeto é feita em conjunto por dois representantes: dos parceiros do Prêmio – União dos Dirigentes Municipais de Educação [Undime], Colegiado Nacional de Gestores de Assistência Social [Congemas] e Canal Futura – e das áreas de Educação e de Assistência Social. Já nas formações a distância, a proposta é ampliar a troca de experiência entre todos os avaliadores e mesclar as atividades de todas as Regionais”, explica Nazira Arbache, coordenadora do Prêmio Itaú-Unicef.


“O enfoque avaliativo do Prêmio é muito rico, pois nos ensina que não há um caráter excludente ao se avaliar,
mas um caminho a ser construído.”

Jacklane Almeida, avaliadora.


 

Além de tornar a seleção e a avaliação dos projetos realizados pelas parcerias mais consistentes, o processo de formação visa também orientar os gestores públicos no que diz respeito à educação integral e à importância das parcerias entre organizações e escolas. “Nesta edição, em especial, destaco duas características no processo de formação dos avaliadores. A primeira é que temos 50% de avaliadores que participam pela primeira vez e 50% de avaliadores que já estiveram em outras edições. Isso é importante porque um dos objetivos da metodologia é também promover a assimilação dela para que seus elementos sejam incorporados aos processos de trabalho dos avaliadores fora do Prêmio, nas suas unidades de trabalho próprias e em outras atividades, promovendo a disseminação do conceito de educação integral também na esfera da gestão pública. A segunda é os avaliadores experimentarem mais claramente o objeto da avaliação, que é a ação socioeducativa propriamente dita que a parceria entre OSC e escola promove. Há, portanto, um aprofundamento dos conceitos de ação socioeducativa, parceria e educação integral, que concorre para que o avaliador desempenhe seu papel de analisar as inscrições em consonância com os critérios de seleção definidos pelo Prêmio”, diz Nazira.

“É preciso destacar o profissionalismo e seriedade dos organizadores do Prêmio. Existe uma preocupação constante de nos ensinar a valorizar os resultados das ações desenvolvidas pela parceria entre OSC e escola, sem ficarmos presos apenas às normas técnicas, mas reconhecendo a transformação que essa parceria pode causar nas vidas das pessoas. O aprendizado adquirido até agora me leva a estimular a participação das OSCs no Prêmio e a ampliarem a parceria com as escolas, visando garantir que cada vez mais crianças e adolescentes sejam educados plenamente e possam descobrir seus dons e talentos”, concorda Cátia Regina de Sales Gomes, 42 anos, avaliadora indicada pelo Congemas. Assistente social pós-graduada em Atendimento Integral à Família e especialista em Gestão de Políticas Públicas, Cátia acumula as funções de coordenadora de projetos no Instituto Yara Tupynambá, perita social no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e supervisora do Sistema Único de Assistência Social (Suas) no estado.

“Como avaliadora, creio que é importante participarmos de debates e da discussão sobre a educação integral, desse lugar que coloca todas as possibilidades educativas que nossas ações podem ter. É preciso ampliar nosso olhar para as ações socioeducativas que extrapolam os bancos e os muros escolares e que, sistematizadas, planejadas, em parceira, podem preparar seres mais em sintonia com a sociedade que queremos”, complementa Jaklane.

Clique na imagem para acessar a galeria do Flickr com as formações presenciais de avaliadores.

Formações Presenciais dos Avaliadores da 12ª edição do Prêmio Itaú-Unicef

> Veja também: 10 aspectos sobre parcerias entre organizações sociais e escolas públicas.

Tagsavaliação, educação integral, formação, parcerias, Prêmio Itaú-Unicef

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