Prêmio Itaú-Unicef: intercâmbio de informações e de experiências

Participar do Prêmio Itaú-Unicef é uma oportunidade de integrar uma rede que possibilita a interação de mais de 7 mil ONGs espalhadas pelo Brasil

O Prêmio Itaú-Unicef recebeu em sua 10ª Edição 2.713 projetos socioeducativos que, além de concorrer às premiações neste ano, passam a participar e ampliar a Rede do Prêmio Itaú-Unicef.

Atualmente, essa rede contempla mais de 7 mil organizações, possibilitando o contato e a troca de informações e experiências entre elas, proporcionando uma interação dinâmica e contribuindo para a qualidade dos projetos socioeducativos de organizações participantes do Prêmio.

Localizada em Vitória (ES), a Associação Nossa Senhora das Graças é um exemplo concreto da contribuição da rede para a melhoria de suas ações.

“Fazendo parte da rede do Prêmio, recebemos visitas técnicas de organizações de outros Estados, o que estimulou a troca de informações e de conhecimento. Dessa troca, conseguimos disseminar a nossa metodologia de arte-educação, por meio do intercâmbio de educadores para outras ONGs”, explica Joel Rodrigues Pacheco, gestor de projetos da organização.

Crianças participantes do Programa Ponte   em 2009. Foto: Warllem Soares da Silva.
Crianças participantes do Programa Ponte
em 2009. Foto: Warllem Soares da Silva.

A primeira vez que a organização participou do Prêmio foi em 2007 com o projeto Sou do Som, classificado como semifinalista regional. A partir desse ano, a organização começou a participar das ações de formação e trocou experiências com outras ONGs, o que contribuiu na melhoria de seus projetos. Na 8ª edição, em 2009, um dos seus projetos, o Programa Ponte, recebeu a premiação nacional na categoria pequeno porte.

Na oferta de oficinas socioeducativas e culturais, o Programa Ponte contribui para a educação integral de alunos de quatro escolas municipais do ensino fundamental localizadas em território próximos à organização. São crianças e adolescentes que estão em situação de vulnerabilidade social na região.

“Temos incentivado diversas ONGs a participarem do Prêmio. Muitas, não o conhecem e acabam desperdiçando essa grande oportunidade. Outro ponto importante, é o uso do site Educação e Participação. Esse site é uma ferramenta muito útil e eficaz, pois agrega um farto material pedagógico (oficinas, publicações, guias, etc.), além de informações pertinentes para se utilizar nos projetos. Divulgamos o conteúdo do site para outras ONGs por meio da rede”, afirma Joel.

Mobilização

Para que toda essa rede aconteça, é preciso uma mobilização nacional, que inclui esforços de organizações e parceiros do Prêmio.

Vanda Anselmo Braga dos Santos, representante do Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas), organização parceira do Prêmio que atuou na divulgação das inscrições da 10ª edição, afirma que o resultado dessa mobilização em vários estados do Brasil proporcionou inúmeros resultados positivos.

“A mobilização em Fortaleza, por exemplo, permitiu uma ampla divulgação sobre o Prêmio, o que resultou na inscrição de muitas organizações. Todo o processo foi extraordinário; tanto o contato com as ONGs quanto as trocas de experiências. Essas organizações – que desconheciam o Prêmio – agora terão a chance de participar de uma rede inter-regional e multicultural que proporcionará, para cada uma delas, a oportunidade de resolverem suas dificuldades por meio do intercâmbio de ideias, de conhecimento e, principalmente, de experiências”, diz Santos.

Em relação à mobilização e ao envolvimento de toda a sociedade para a garantia da educação integral, Priscila Cruz, diretora executiva do Todos pela Educação, movimento que colaborou na divulgação da 10ª edição do Prêmio, enfatiza que o fortalecimento das atividades e dos atores que promovem a educação integral de qualidade é fundamental. “O Todos pela Educação tem uma pauta de mobilização pela melhoria da educação muito clara, que se resume na participação dos diversos públicos e agentes da sociedade civil. Se nós analisarmos o ranking Pisa, o mais importante ranking sobre a situação educacional no mundo, promovido pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), as melhores colocações são de países em que a participação social (família, ONGs, comunidade) é elevada, ou seja, em que há maior mobilização dos diversos setores da sociedade; portanto se a educação é apenas valorizada, mas não demandada, ela não se torna uma política pública séria. O governo, sozinho, não atende essa demanda; por isso é preciso aumentar a participação social”, afirma Cruz.

Para a diretora, as troca de experiências via rede é fundamental. “A mobilização por meio da rede do Prêmio é muito significativa, pois cada organização tem uma parcela de responsabilidade na consecução da educação integral plena e satisfatória. O trabalho em rede, que conecta inúmeros agentes e projetos, é a forma mais moderna de gerir assuntos públicos de interesse nacional; portanto é indispensável o fortalecimento da rede concebida pelo Prêmio, para que ela sirva de exemplo à gestão pública”, completa ela.

Desde seu nascimento, em 1995, o Prêmio Itaú-Unicef atua no intuito de mobilizar, induzir e dar visibilidade ao trabalho de organizações da sociedade civil sem fins lucrativos que, em articulação com políticas públicas, realizam ações socioeducativas e contribuem para a educação integral das crianças e dos adolescentes.

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