Notícias - Elisângela Fernandes - Jovens Urbanos

Programa Jovens Urbanos é reconhecido pelo MEC como exemplo de inovação e criatividade

O Programa Jovens Urbanos foi uma das 178 instituições educacionais brasileiras, entre organizações não governamentais, escolas públicas e particulares, reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC) como exemplos de inovação e criatividade na educação básica. O anúncio foi feito no último dia 22 de dezembro.

Na opinião do responsável pela coordenação técnica, Wagner Santos, essa é a primeira vez que o MEC considera como relevantes as iniciativas que vão além da escolarização, valorizando as ações realizadas por organizações do 3º setor e coletivos.  “Este é um importante reconhecimento para o Programa, que tem uma forte interlocução com as políticas públicas de Educação Integral”, afirma.

De iniciativa da Fundação Itaú Social, sob coordenação técnica do Cenpec, o Jovens Urbanos atua desde 2004 para promover, na perspectiva da educação integral, a ampliação do repertório sociocultural de jovens que vivem em territórios urbanos vulneráveis. O Programa desenvolve, implementa e dissemina tecnologias de trabalho com a juventude por meio de processos de formação ampliada, geração de oportunidade e inserção produtiva, além de contribuir para que esses jovens concluam o Ensino Médio e tenham acesso ao Ensino Superior.Em 2014, o Programa também recebeu menção honrosa no Prêmio Betinho e, pela segunda vez, foi selecionado pelo MEC para compor o seu Guia de tecnologias educacionais.

 

Processo de seleção

Em setembro de 2015, o Ministério da Educação lançou chamada pública em setembro passado, à qual se apresentaram 682 entidades.  A iniciativa teve por objetivo identificar e conhecer iniciativas inovadoras para saber em que medida elas podem contribuir para a melhoria da qualidade da educação brasileira,

Depois de criteriosa avaliação, a seleção foi realizada. Constam da lista 138 instituições que já trilham um longo caminho na prática da inovação e 40 organizações que estão caminhando na direção da inovação com vistas a garantir qualidade à educação oferecida. O Ministério vai acompanhar o desenvolvimento de todas. Confira a distribuição das entidades selecionais no mapa abaixo.Mapa_PJU

 

As organizações selecionadas traçam o perfil da inovação na educação do país. Elas estão presentes nas cinco regiões brasileiras e sua distribuição corresponde à da população: mais da metade (50,8%) estão na Região Sudeste, seguida da Região Nordeste (21,9%), Sul (13,7%), Centro-Oeste (8,7%) e Norte (7,6%).

A maioria dos inscritos foram escolas, tendência que se repetiu entre as selecionadas: 74,3% são escolas e as demais 25,7% são organizações educativas que atuam na formação de crianças, adolescentes e jovens, algumas com foco específico em cultura, comunicação, tecnologias digitais ou educação ambiental. Entre elas, 52,5% são públicas e 47,5% são particulares.

A inovação atinge todos os níveis de ensino da educação básica: 83 instituições desenvolvem propostas com crianças da educação infantil, 135 trabalham com alunos do ensino fundamental, 73 estão voltadas aos adolescentes do ensino médio e 40 atuam na educação de jovens e adultos. Ressalte-se que, no ensino médio, há inovação tanto na modalidade regular quanto no ensino técnico.

Tanto as cidades quanto as zonas rurais mostraram-se propícias à inovação, havendo organizações que criam cotidianamente novos caminhos para garantir a qualidade da educação nas cinco regiões do país. Não ficaram de fora as escolas indígenas, que também demonstraram ampla capacidade de criar o novo.

O Mapa da Inovação e Criatividade na Educação Básica mostra, portanto, que é possível – e que já está acontecendo – a transformação das escolas e dos ambientes educativos em todas as regiões, nos diferentes contextos socioeconômicos e com os mais diversos públicos.

Clique aqui para conhecer as 178 instituições educacionais inovadoras e criativas.

 


 

Fonte: Portal Cenpec – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária 

*Com informações do MEC

Tagseducação integral, inovação, jovens, juventude, mec

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