Projeto Virando o Jogo

 Organização responsável: Fundação Gol de Letra

 Localidade: São Paulo/SP

Adolescentes escrevem o roteiro, ensaiam uma encenação e gravam um vídeo. No roteiro, evocam as vivências e o que aprenderam no projeto Virando o Jogo. Aparecem brincadeiras, jogos, esportes, capoeira, respeito, música, teatro, dança, artes, informática, leitura e escrita. “Como o tempo passa rápido!”, espantam-se alguns participantes, lembrando as atividades já realizadas no Projeto.

Bonito de se ver as mudanças nas crianças. Adolescentes que se tornam mediadores e agentes sociais. Protagonistas. Conseguem ser diferentes, ver diferente. Às vezes, a mudança aparece um, dois anos depois: uma fala mais tranquila, mudança de postura, retomada dos estudos. Da timidez e da dificuldade de escolher, vai aprendendo a se comunicar melhor, a dizer o que quer”.

Coordenadora do projeto

A Fundação Gol de Letra não é uma escolinha de futebol. O desejo de contribuir para a reversão do quadro de desigualdade social, para a garantia dos direitos e para a criação de outras perspectivas de vida das crianças e dos adolescentes motivou o surgimento da organização, em 1998.

Os objetivos do projeto são a ampliação dos repertórios educacional, social e cultural; a promoção da autonomia e o exercício da cidadania, São atendidas 240 crianças e adolescentes de 7 a 14 anos e 32 jovens de 15 a 21 anos, da Vila Albertina, no distrito do Tremembé, zona norte da cidade de São Paulo.

O Virando o Jogoevidencia a transformação da realidade pessoal e social de milhares de pessoas, entre participantes do projeto e integrantes da comunidade. Aposta no potencial de adolescentes e jovens como multiplicadores de atitudes e saberes. Jovens de 15 a 21 anos apoiam os educadores, como mediadores e monitores. Trazem seus conhecimentos sobre os aspectos sociais, culturais e históricos da comunidade e desenvolvem novas habilidades e competências com a equipe de profissionais. Tornam-se, assim, referência para os mais novos.

“Aos sete anos, entrei no Virando o Jogo. Gostava muito da brinquedoteca, era o lugar em que me sentia criança. Gosto também de música, artes, informática. Comecei como mediadora na brinquedoteca. Agora, como monitora de Artes Plásticas, é mais responsabilidade. Como monitora, aprendo muitas coisas. Aí facilita na escola”.

Adolescente participante do projeto

O Projeto também atua junto às moradoras da Vila. Elas passam por formação de dois anos e recebem uma ajuda de custo. A formação é pautada na compreensão e no exercício dos conceitos de cidadania e de direitos. No papel de agentes sociais, elas atuam para garantir o acesso aos serviços públicos e disseminam essas informações para a vizinhança.

O início e o percurso do projeto são marcados pela busca constante de referências para uma atuação consistente e de qualidade. O conhecimento é construído a partir de um processo coletivo de reflexão, registro e ordenamento de uma experiência que já dura 15 anos.

Com o objetivo de compartilhar as aprendizagens e saberes acumulados nessa trajetória, a Fundação lança em 2011 a publicação “Sistematização do Programa Virando o Jogo – Uma experiência da Gol de Letra com Educação Integral”.Assim, o Projeto também contribui para o debate e para a construção de uma Educação Integral de qualidade.

A comunidade de Vila Albertina, região marcada por fortes contrastes sociais, hoje cultiva a certeza de um presente mais digno e a esperança em um futuro melhor para crianças, adolescentes e jovens, Na Fundação Gol de Letra, eles conseguem virar o jogo.

  Veja álbum de fotos do Projeto

 

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