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Seminário debate novas subjetivações juvenis em Praia Grande (SP)

Durante o encontro, foi apresentada a experiência do Programa Jovens Urbanos, que desenvolve sua primeira edição no município

Como as juventudes têm desenvolvido maneiras de se organizar e intervir nos espaços urbanos? Buscando refletir sobre essa questão, aprofundando o debate sobre como esses processos influenciam as identidades juvenis e suas percepções, foi realizado na sexta-feira (23) o seminário Novas subjetivações juvenis, em Praia Grande (SP).

“Pensar juventude é pensar em uma categoria que é singular, na qual cada jovem tem uma maneira de viver o mundo, que, ao mesmo tempo, também é comum. Partilhamos uma ideia mais geral do que é ser jovem e também de uma vivência singular, a partir de determinados critérios como raça, gênero, classe social, lugar de moradia etc.”, explica Alexandre Barbosa Pereira, antropólogo e professor do eixo interdisciplinar de inserção social da Universidade Federal Paulista (Unifesp), campus da Baixada Santista, que participou do encontro.

De acordo com o professor, pensar na juventude de hoje é pensar exatamente nessa singularidade de ser jovem, e o desafio da educação é aliar o jovem às gerações que o antecedem. Segundo ele, quem adentra a escola hoje não é apenas o jovem, mas também a cultura de massa, o telefone celular, a internet, a televisão, os programas de humor, as telenovelas, o jogo de futebol, o funk carioca etc. “O desafio maior da educação é pensar no encontro da experiência dos mais velhos, dos adultos, com a possibilidade de experimentação dos mais jovens”, conta.

Além do professor, Giselle Rocha, do Cenpec e integrante do núcleo de formação do Programa Jovens Urbanos, apresentou o contexto da ação desenvolvida pela parceria entre o Programa e o município no ano de 2015. “O Programa Jovens Urbanos atua na Praia Grande com formação de técnicos ligados à Subsecretária de Assuntos da Juventude e também de professores comunitários de escolas municipais e estaduais”, explica.

Ela conta que, durante os encontros, foram tratados os conceitos e metodologias do Programa, como o conteúdo de cartografia, exploração da cidade, experiências juvenis, conceitos de juventudes. “Uma grande novidade da formação no município foi o fato de aliá-la ao Mapa da Juventude, estudo desenvolvido pela Subsecretaria que mapeou relatos de jovens de 15 a 29 anos sobre diversos temas, como sexualidade, cidade, educação, e foi organizado por bairro”, diz.

Outro aspecto destacado por Giselle Rocha foi a rápida apropriação das ações do Programa. “Ainda que os técnicos tenham participado de quatro formações e os professores, de seis, eles rapidamente entenderam a metodologia do Jovens Urbanos. Os professores levaram vários jovens para conhecer o entorno das escolas, utilizaram o conceito da cartografia para ter outra apropriação de seus territórios, além de utilizarem com os jovens textos que a gente usa na formação.”

Semana da Juventude

O seminário, que contou também com a participação do subsecretário de Assuntos da Juventude, Augusto Schell, e do engenheiro Gabriel Estevam, fez parte da IV Semana da Juventude de Praia Grande, promovida pela Subsecretaria de Assuntos da Juventude (Subjuve) e pela Secretaria de Governo (SEG) da prefeitura.

“O dia da juventude é todos os dias. Organizamos esta semana para nos concentrarmos especificamente na questão da juventude, para debater qual é o papel do jovem e qual o seu compromisso com o futuro. Essa semana serve para mapear o que precisamos aprimorar para as próximas 51 semanas”, conta Alberto Mourão, prefeito do município.

1ª edição do Jovens Urbanos em Praia Grande

Contribuir para o desenho, a implementação, o gerenciamento e a avaliação de políticas de juventude desenvolvidas pelo governo municipal de Praia Grande, na perspectiva da educação integral, é o principal objetivo do Programa Jovens Urbanos em sua 1ª edição no município.

Para isso, o Jovens Urbanos desenvolve a formação de técnicos de diversas secretarias ligadas ao Projeto Juventude Legal, iniciativa da Subsecretaria de Assuntos da Juventude (Subjuve) do município e de cinco organizações da sociedade civil: Camp de Praia Grande, Tupynambás, Hip Hop, Pastoral da Juventude e Interact PG, além da formação de 26 professores mediadores provenientes de escolas de Ensino Médio da rede estadual, pedagogos comunitários e assistentes técnicos-pedagógicos das escolas municipais de Ensino Fundamental.

“O Jovens Urbanos existe há mais de dez anos e, durante essa trajetória, tem feito um esforço contínuo de se articular com governos municipais, já que o trabalho com prefeituras é muito importante para a transversalidade dos temas ligados à juventude. Em Praia Grande, fomos surpreendidos de uma forma muito positiva, já que a prefeitura do município consegue fazer uma boa articulação com as escolas do Governo do Estado de São Paulo, além de suas diferentes secretarias”, relata Fernanda Fragoso Zanelli, gestora de Projetos Sociais da Fundação Itaú Social.

> Informe-se aqui sobre as ações de Praia Grande (SP) para a juventude.

> Saiba mais sobre a metodologia do Programa Jovens Urbanos.

Tagsformação, intersetorialidade, jovens, juventude, praia grande

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