Vencedor Regional da 9ª Edição do Prêmio Itaú-Unicef ganha 3º lugar em concurso internacional de rádio

“Liberdade é Oportunidade” é o nome do programa de rádio classificado em 3ª lugar na categoria Jovens para Jovens do Concurso da 9ª Bienal Internacional de Rádio, que ocorreu de 1 a 6 de outubro, no México. Elaborado por adolescentes que cumprem medidas socioeducativas em liberdade assistida em Brasília, o programa é de iniciativa do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), cujo projeto Onda é vencedor regional na 9ª Edição do Prêmio Itaú-Unicef, realizada em 2011.

 

O Projeto Onda, vencedor regional na 9ª Edição      do Prêmio Itaú-Unicef, em 2011, busca introduzir  o tema dos direitos humanos e do orçamento  público nas escolas do Distrito Federal
O Projeto Onda, vencedor regional na 9ª Edição
do Prêmio Itaú-Unicef, em 2011, busca introduzir
o tema dos direitos humanos e do orçamento
público nas escolas do Distrito Federal

O programa, que disputou com mais de 800 outros candidatos, expressa pontos de vista de adolescentes a respeito de medidas socioeducativas, ressocialização, representação da mídia dos atos infracionais e sobre o Centro de Internação.


Baixe o programa “Liberdade é oportunidade” 
 

Veja o vídeo de agradecimento com duas das meninas que cumprem medidas socioeducativas que participaram do programa de rádio.

Projeto Onda

De iniciativa do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), o projeto nasceu em 2008 e busca introduzir o tema dos direitos humanos e do orçamento público nas escolas do Distrito Federal como forma de estimular o envolvimento de adolescentes na discussão sobre direitos e cidadania. A proposta é fortalecer a capacidade de atuação dos jovens na conquista de seus direitos e no monitoramento das políticas públicas a eles destinadas, conhecer os direitos humanos e refletir sobre educação de qualidade, envolvendo os adolescentes como protagonistas no cenário público.

 

Medidas socioeducativas

A ação desenvolvida pelo Inesc é um dos exemplos de como as organizações podem contribuir no desenvolvimento integral das crianças, adolescentes e jovens em conflito com a lei.

Por meio de oficinas, o projeto desenvolve reflexões sobre os interesses dos adolescentes. “É importante que eles se percebam humanamente iguais e sintam que o que mais desejam são seus direitos e não a violência. Os direitos se conquistam politicamente e não com violência. Os adolescentes ao se verem como sujeitos de direitos, passam a querer lutar pelos direitos”, diz Marcia Hora Acioli, responsável pelo projeto Onda.

 

Desafios

Apesar de serem desenvolvidos diversos programas para a garantia dos direitos de crianças, adolescentes e jovens no país, o cenário nacional não é promissor. De acordo com relatório “Todas as Crianças na Escola em 2015”, do Fundo da ONU para a Infância e da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, mais da metade dos adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de internação não frequentava a escola e 90% não haviam concluído o ensino fundamental.

Segundo Maria Alice Setúbal, presidente do Conselho de Administração do Cenpec, em seu artigo intitulado Educação e Proteção Especial, publicado no dia 10 de outubro no jornal Folha de S. Paulo, os dados reafirmam o papel fundamental da educação na vida das crianças e adolescentes em situação de extrema vulnerabilidade.

“Para dar conta das expectativas de aprendizagens do ensino básico, uma proposta educativa para os adolescentes em conflito com a lei deve resgatar as rupturas do seu percurso escolar e ampliar o acesso à produção cultural. Faz-se necessário também oferecer aprendizagens, por meio da arte, que possibilitam a construção de novas subjetividades”, diz o artigo.

De acordo com Maria Alice Setúbal, a implementação de políticas públicas intersetoriais nas áreas da educação, assistência social, saúde, cultura, esporte, justiça, assim como a constituição de parcerias entre instituições públicas, privadas e da sociedade civil se apresentam como possibilidades para a consolidação de uma política de proteção infanto-juvenil.

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