As novas formas de produção juvenil

Que respostas podemos dar aos jovens para que  possam valorizar e vivenciar sua formação?

Majoritariamente urbanos (84,8%), os jovens representam 20% da população brasileira, com 34 milhões de indivíduos, segundo o Censo do IBGE 2010. No entanto, apesar da forte presença, eles estão entre os grupos mais vulneráveis à violência: com cerca de 7.300 assassinados em 2011, o Brasil é o oitavo país do mundo com as maiores taxas de homicídios contra a juventude.

No terreno socioeconômico e educacional, a situação não é menos desafiadora. A taxa de desemprego entre os jovens é duas vezes maior do que na população em geral. Entre os de baixa renda, mais de 58% vivem em famílias que ganham menos de um salário mínimo, e apenas 4% concluem o Ensino Superior. Mesmo no cômputo geral, só 38% dos jovens têm Ensino Médio completo e 13%, acesso às universidades.

Com cerca de 7 minutos de duração e coordenação de Wagner Santos, produção da Matuto Comunicação e roteiro de Fernanda de Andrade Santos, Giselle Rocha, Ivy Moreira, Lilian L’abbate Kelian, Luciana Medeiros e Mariana Mota Medeiros, o vídeo produzido para a mesa “As novas formas de produção juvenil”, do Seminário Internacional Educação + Participação = Educação Integral, realizado pela Fundação Itaú Social e pelo Cenpec em novembro de 2014, problematiza essas questões a partir de estudiosos como Glória Diógenes, Marilia Sposito e Paulo Carrano e destaca as contribuições trazidas pelo Programa Jovens Urbanos, que parte da concepção do jovem como sujeito.

A proposta do Jovens Urbanos utiliza a perspectiva da educação integral para promover a ampliação do repertório sociocultural e da autonomia dos jovens para que, assim, eles construam sua própria história.

Nesse sentido, as estratégias incluem, dentre outras, o fortalecimento de políticas públicas, de instituições e redes locais; a circulação dos jovens pelos espaços urbanos; a exposição a diferentes tecnologias e linguagens, com cursos técnicos e inserções no mundo profissional; a constituição de portfólios individuais; e o estímulo a projetos participativos e de intervenção comunitária.

Assista ao vídeo:

Tagscirculação no território, educação integral, jovens, juventude, território

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