Debate virtual: Avaliação na educação integral

Com as políticas de educação integral sendo cada vez mais implementadas pelos municípios brasileiros, dada a importância que o Plano Nacional de Educação (PNE) prevê para essa área em sua meta 6, saber avaliar os programas e políticas já desenvolvidos torna-se um elemento fundamental para efetivar a educação integral com qualidade.

Como lidar com a avaliação de programas de educação integral diante da expansão de políticas nesse sentido? Como a avaliação pode contribuir para a implementação de políticas de educação integral? Como avaliar o conteúdo diversificado do currículo? O que não pode deixar de ser observado ou avaliado? Seria correto avaliar atividades lúdicas? Indicadores como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), a Prova Brasil, o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) etc. são suficientes para avaliar a qualidade da educação integral oferecida aos estudantes?

Buscando debater e refletir sobre essas e outras questões, foi realizado o debate virtual Avaliação na educação integral. O encontro, que ocorreu em 3 de dezembro de 2014, reuniu os especialistas Ocimar Munhoz Alavarse, doutor em Educação e professor na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FE/USP), e Débora de Lima Marreiro, pedagoga com especialização na área de Educação e coordenadora pedagógica do Programa Escola Total, de Santos (SP), com mediação da coordenadora técnica do Cenpec, Maria Amábile Mansutti.

Com pouco mais de 27 minutos de duração, o vídeo mostra as principais reflexões levantadas durante o encontro. De acordo com Munhoz, a educação integral não traz uma nova avaliação, mas novos desafios, “talvez em condições de serem enfrentados num patamar superior ao [do] que nós chamamos de educação não integral, ou escola de tempo parcial”. Entre esses desafios, está o diálogo entre o novo e o antigo.

Durante o debate, a representante do Programa Escola Total trouxe a experiência da iniciativa, cuja avaliação remete a cinco dimensões: infraestrutura e condições materiais; acesso e permanência; articulação no território; formação dos educadores; e práticas educativas.

Saiba mais:
Debate virtual: “Em muitas escolas e redes de ensino, a educação integral significou apenas a oferta ampliada de algumas atividades, sem a perspectiva de articulação e, sobretudo, sem avaliar essa ampliação”

Tagsavaliação, educação integral, políticas de educação integral, políticas públicas

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