Seminário Nacional Tecendo Redes para Educação Integral

É possível a aprendizagem escolar em quatro horas? Para fazer a educação integral é preciso uma escola de tempo integral? Como o Brasil pode chegar à educação integral? Qual é a importância da família no desempenho escolar? Por que há municípios que buscam fazer educação integral afastada das organizações da sociedade civil? Como falar de redes, tecnologia e informação quando a situação de muitas escolas públicas é precária? Essas são apenas algumas das questões abordadas no Seminário Nacional Tecendo Redes para a Educação Integral, realizado no Memorial da América Latina, em São Paulo (SP), de 15 a 17 de agosto de 2006.

O seminário foi idealizado para a 6ª edição do Prêmio Itaú-Unicef (2005-2006), no contexto das ações de formação voltadas para organizações da sociedade civil, ações estas que ocorrem nos anos pares – e teve um duplo apelo: o engajamento de toda a sociedade brasileira e a mobilização dos muitos lugares de aprendizagem na construção de redes capazes de promover educação integral.

A publicação reúne os assuntos abordados no seminário, nas cinco mesas temáticas: “Propósitos da educação integral”, “Projetos pedagógicos: a educação integral e os arranjos possíveis”, “Governança das políticas de educação integral”, “Monitoramento e avaliação de resultados” e “Tecendo redes para educação integral”. Inclui a transcrição das palestras e perguntas formuladas pela plateia, além de um artigo de Maurício Ernica – “Percurso da educação integral no Brasil” –, que aborda conceitos como socialização humana, educação como transmissão social de saberes, desenvolvimento integral, a questão da centralidade e da insuficiência da escola e marcos legais de direitos sociais no Brasil, como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, 1990), a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS, 1993) e a Lei de Diretrizes e Bases (LDB, 1996). Experiências históricas, como as de Anísio Teixeira, com a Escola Parque, e Darcy Ribeiro, com os Centros Integrados e Educação Pública (CIEPs), também são tratadas.

Finalmente, o documento de 97 páginas fala da importância de irradiar e disseminar os temas abordados no seminário, promovendo a articulação multissetorial entre diferentes atores, como poder público, organizações da sociedade civil, rede pública de ensino, avaliadores do Prêmio e outros, o que ecoa uma dimensão política do Prêmio Itaú-Unicef, ao buscar interferir no cenário da infância e da adolescência do País.

Caterina Koltai, Heloísa Helena Mesquita, Maria do Carmo Brant de Carvalho, Guiomar Namo de Melo, Cenise Monte Vicente, Adriana Mortara, Sandra Mara Corazza, Terezinha Azeredo, Maria Julia Azevedo, João Antônio Cabral de Monlevade, Fernando Luiz Abrucio, Ricardo Henriques, Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva, Elie Ghanem, Naércio Aquino Menezes, Thereza Penna Firme, Daniel Braga Brandão, Ladislau Dowbor, Lucia Araújo, Maria Helena Guimarães e Marcelo Garcia compõem o grupo de palestrantes e debatedores.

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Tagsavaliação, formação, organização, OSC, participação social

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