A visão da família na proteção social

Nesse vídeo de 5’7″,  Isa Guará, professora do mestrado profissional Adolescente em Conflito com a Lei, na Universidade Anhanguera de São Paulo (Unian), lista cinco níveis de proteção social que devem ser compreendidos pela sociedade. Nele reflete sobre a função de cada um na formação do indivíduo, além de comentar os desafios dos papéis da família e da escola, que têm se alterado nos últimos anos – um debate premente no âmbito da educação integral e da Assistência Social.

Segundo a docente, o primeiro nível de proteção é, em geral, o mais próximo à criança: a família. O segundo é a esfera comunitária. Instituições sociais públicas, que trabalham com as políticas públicas, vêm em terceiro lugar. Em seguida, órgãos de proteção legal do quadro normativo; e, por fim, os movimentos sociais, que pressionam para que as leis extravasem a norma escrita e se convertam em direitos concretos.

Entendendo-se que a família é o ente central, é necessário detectar que ela também está mudando seu formato, sua estrutura, seu nível de possibilidade de proteger. “Eu diria que há uma certa crise nas agências de socialização, que incluem a escola, a família e a comunidade”, diz Isa Guará. Para ela, valores básicos e noções de civilidade, que no passado eram plenamente ofertados pela família, hoje não são mais. “Primeiro, porque existem outras agências de socialização, como a tevê, a internet. Segundo, porque a família hoje está pouco presente no ambiente doméstico.”

Estatísticas citadas pela especialista apontam que quase 30% das famílias são chefiadas apenas por mulheres, que, como provedoras, permanecem muito tempo fora de casa. As crianças recebem, então, os cuidados de vizinhos, avós ou até da escola, que antes era apenas uma agência complementar. O pressuposto era que a família passasse os valores básicos. “A escola tende, num primeiro momento, a achar que não tem de cumprir as funções familiares – e de fato não tem, já que algumas funções são típicas da família”, analisa Guará. A especialista, no entanto, leva o debate a outro nível, na medida em que discussões no plano dos valores e da ética básica estão indubitavelmente a cargo da escola hoje em dia.

Assista ao vídeo:

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CENPEC. A articulação de organizações e escolas para a garantia de direitos de crianças, jovens e adolescentes. Vídeo elaborado para a 11ª edição do Prêmio Itaú-Unicef, com o tema “Educação integral: aprendizagem que transforma” (Fundação Itaú Social/Cenpec). São Paulo, 15 abr. de 2015. Disponível aqui. Acesso em: 22 jul. 2016.

GUARÁ, Isa. As ONGs e a garantia de direitos de crianças e adolescentes: o que é proteção social: depoimento [2 jun. 2015]. São Paulo: Cenpec. Entrevista concedida ao Prêmio Itaú-Unicef. Disponível aqui. Acesso em: 12 jul. 2016.

GUARÁ, Isa. As ONGs e a garantia de direitos de crianças e adolescentes: a proteção social básica e especial: depoimento [2 jun. 2015]. São Paulo: Cenpec. Entrevista concedida ao Prêmio Itaú-Unicef. Disponível aqui. Acesso em: 22 jul. 2016.

Tagsadolescente, assistência, criança, escola, família, jovem, OSC, Prêmio Itaú-Unicef, proteção social

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