Educação&Participação

Criação de uma dança coletiva.

Início

  • O que éO que é

    Atividade de criação de uma dança coletiva.

  • PúblicoPúblico

    Grupos numerosos de crianças e jovens de qualquer idade.

  • MateriaisMateriais

    CD com músicas de diferentes ritmos, aparelho para reprodução de CD.

  • EspaçoEspaço

    Uma sala ou ambiente amplo (aberto ou fechado) onde o grupo possa se movimentar com bastante liberdade e segurança.

  • DuraçãoDuração

    Sessões de 30 minutos.

  • FinalidadeFinalidade

    Criar uma identidade para o grupo. Desenvolver a consciência do próprio corpo e do movimento, a concentração e a capacidade de observar o outro. Aprender a atuar de forma coletiva.

Na prática

dana

Como desenvolver?

Escolha músicas de ritmos do agrado do grupo. Se preferir, você conversa numa sessão ou atividade anterior com o grupo a respeito de suas preferências musicais, e prepara um CD com as músicas de que todos gostarem.  O tipo de ritmo escolhido determinará o resultado final da dança coral.

Prepare o ambiente: afaste tudo o que possa atrapalhar o movimento dos participantes do grupo. É preciso que haja espaço porque todos devem movimentar-se bastante.

Reúna o grupo num grande círculo e explique a proposta: “Vamos criar juntos uma dança que represente o nosso grupo. Será a nossa dança”.

E Se?

Dependendo do tipo de música que for escolhida, o grupo poderá ficar mais agitado e rápido, ou mais relaxado e lento. No primeiro caso, os meninos e meninas podem se cansar mais rapidamente. Se isso ocorrer, a atividade deve ter duração mais curta. No segundo caso, a atividade pode se estender por mais tempo.

Para iniciar, será importante promover um aquecimento coletivo. Convide os meninos e meninas a formarem um grande círculo. Peça que fiquem em pé, com os braços estendidos ao longo do corpo e tentem relaxar. Peça que, devagar, ergam os braços como se quisessem pegar uma coisa no alto de uma prateleira, sugira que fiquem na ponta dos pés. Em seguida, sugira que se abaixem, como se fossem apanhar algo que caiu no chão. Você pode introduzir comandos como: “Estiquem os braços”, “Ergam as pernas”, “Virem o pescoço para cima”, “Mexam-se livremente”.

Depois de um tempo de experimentações livres, peça que comecem a caminhar pelo espaço, tentando ocupá-lo. Primeiro bem devagar, depois mais rapidamente, depois devagar de novo.

Quando perceber que o grupo já está aquecido e que todos já estão se movimentando, você põe a música para tocar, mas sem interromper o movimento do grupo.

E Se?

Durante a atividade, pode ser que uns esbarrem nos outros, encostem-se, choquem-se. Se os movimentos estiverem muito rápidos, no meio dos comandos de movimento, você introduz outros como: “Tomem cuidado uns com os outros, para não se machucarem”, “Prestem atenção uns nos outros, observem como se movimentam, o que fazem”.

Depois de um tempo de experimentações livres, peça que comecem a caminhar pelo espaço, tentando ocupá-lo. Primeiro bem devagar, depois mais rapidamente, depois devagar de novo.

Quando perceber que o grupo já está aquecido e que todos já estão se movimentando, você põe a música para tocar, mas sem interromper o movimento do grupo.

Você também deve se movimentar pelo espaço, enquanto dá as instruções: “Prestem atenção na música e no ritmo. Deixem que o ritmo tome conta de vocês. Movimentem-se conforme o ritmo”.

Se o ritmo mudar, você observa a mudança: “E agora? Que movimentos esse novo ritmo sugere? Vamos acompanhando o movimento…”.

Depois de algum tempo de livres movimentos do grupo, você pode ir acrescentando outros
comandos, como: “exagere seus movimentos”, “você agora é um bicho preguiça subindo numa árvore”, “de repente você se transformou num elefante”.

E Se?

Se o grupo não chegar a formar uma dança coletiva que lhe pareça harmoniosa, isso não tem importância. Não se preocupe. O importante é que todos tenham se envolvido na atividade e prestado atenção uns nos outros. Em outro momento, você sempre poderá repetir esta atividade quando perceber que os meninos e meninas estão dispersos, desatentos, muito agitados ou muito lentos.

Observe atentamente o movimento de um menino ou menina e comece a imitá-lo. Aproxime-se dele(a) e faça-o perceber que você o(a) está imitando. Aproxime de outros e continue imitando seus movimentos. Pouco a pouco, você perceberá que uns começarão a imitar os outros, entrando todos no mesmo ritmo, o ritmo da música que toca.

Quando você perceber que o grupo está se movimentando harmoniosamente, você pode ir dizendo coisas como: “Isso mesmo! Esta é a nossa dança! Vamos dançar!”, até que todo o grupo tenha produzido uma dança coletiva. Nesse momento, você se aproxima do aparelho que toca a música e vai diminuindo o volume pouco a pouco, até cessá-lo.

Hora de avaliar

No final da atividade, reúna o grupo num grande círculo, peça que se sentem no chão para descansarem um pouco. Enquanto isso, pergunte-lhes o que acharam da atividade, se gostaram ou não e por quê, o que observaram durante a dança, o que perceberam na movimentação uns dos outros.

Permita que todos expressem suas opiniões. Você pode chamar atenção para pequenos incidentes ou ocorrências que tenha notado, propondo que o grupo tente explicar por que o fato observado aconteceu, o que ele pode significar, etc.

Por último, você pede que cada um diga como se sentiu enquanto dançava. Se você achar pertinente,  registre uma síntese das respostas.

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Se for possível, você pode gravar a atividade em vídeo e depois assistir à gravação com o grupo, recolocando as mesmas questões do final da atividade e levando-os a observarem a si próprios.

Pode sugerir também que observem em suas casas, na escola, no bairro como as pessoas se movimentam, o que esse movimento pode expressar, o que o corpo e o jeito de se mexer revelam sobre as pessoas observadas etc.

Pode solicitar que cada um converse com essas mesmas pessoas sobre as danças de que mais gostam, o que elas têm de especial, o que os movimentos revelam sobre as pessoas.

Pode-se extrapolar a discussão sobre o movimento convidando uma pessoa com algum tipo de restrição (um cadeirante, por exemplo, ou uma pessoa com algum tipo de necessidade especial) para que o grupo a entreviste sobre as dificuldades que ela porventura enfrente, como essas dificuldades são superadas, sua relação com o movimento e o próprio corpo.

É possível pedir que os meninos e meninas falem sobre as coreografias que eles percebem em programas da TV, jogos e práticas esportivas, refletindo sobre o seu significado: para que servem, como se realizam, o que acrescentam aos programas em que estão inseridas  etc.).

Pode também sugerir que pesquisem sobre a origem de danças que se dançam coletivamente, como as danças de roda, a quadrilha, o balé, as danças contemporâneas e tantas outras, e o significado que podem ter.

Gostou?

Acesse também a oficina “Quadrilha“, deste banco.

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