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Atividade de educação ambiental.

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  • O que éO que é

    Atividade de educação ambiental.

  • PúblicoPúblico

    Jovens.

  • MateriaisMateriais

    Produto comercializado em sua embalagem original (um por grupo); material para produção de embalagens, o mais variado possível- papel, papelão, retalhos de tecido; linha de costura; canetas;; cola; fita adesiva; outros materiais coletados pelos estudantes.

  • EspaçoEspaço

    Na sala de atividades.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de 20 minutos e mais dois de aproximadamente 90 minutos cada.

  • FinalidadeFinalidade

    Analisar e qualificar embalagens de diversos produtos em relação aos seus impactos ambientais, para propor embalagens mais sustentáveis. Refletir sobre consumo, geração e descarte de resíduos.

  • ExpectativaExpectativa

    Perceber que em alguns casos as embalagens são excessivas, em outros, inúteis, e muitas vezes dispensáveis. Adotar medidas que promovam e valorizem a sustentabilidade, assumindo postura crítica em relação à cultura da descartabilidade.

Na prática

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A EMBALAGEM É SUSTENTÁVEL?

 Organize os participantes em grupos e solicite que cada um, no encontro seguinte, traga algo de suas casas com sua embalagem, como estava quando foi comprado (um produto por equipe). Exemplos: um jogo, caixa de lápis de cor, sabonete, celular na embalagem, com folhetos e acessórios etc. Observação: eles devem escolher produtos que possam ser separados da embalagem sem danos nem desperdício; exemplos de produtos que não servem: pacote de gelatina; lata de óleo; caixa de sabão em pó.

 Utilizando régua, eles irão estabelecer a porcentagem que a embalagem ocupa no volume do produto. Se for possível, utilizarão uma balança de cozinha para estabelecer qual é a porcentagem da embalagem na massa do produto. Qualificar a embalagem do ponto de vista da sua utilidade: ela é importante? O produto estaria bem conservado sem ela? Seria possível reduzi-la sem deixar o produto desprotegido?

E se?

Caso não seja possível utilizar uma balança (para calcular a porcentagem da embalagem na massa do produto), estabeleçam uma proporção aproximada.

Qualificar a embalagem do ponto de vista do seu impacto ao ser descartado: de que ela é feita? A embalagem pode ser reutilizada? O material é reciclável?

Feitas as três pesquisas anteriores, os participantes poderão estabelecer a relação entre custo ambiental X benefícios da embalagem. Eles deverão, então, escrever um pequeno texto apresentando sua conclusão e os argumentos que a sustentam.

Finalmente, nos casos em que se estabelecer que as embalagens são desnecessárias ou excessivas, seja por utilizar muitos recursos ambientais, seja por gerar muitos resíduos, os integrantes criarão outra embalagem para o produto. Esta nova embalagem deve ter uma melhor relação custo ambiental X benefício, usando criatividade e recursos artísticos. De preferência, a embalagem deve ser atraente e funcional, além de usar materiais menos impactantes para o meio ambiente. Para isso, eles deverão organizar-se para coletar os materiais necessários e planejar a embalagem. No próximo encontro, os grupos produzem as embalagens que planejaram e, em momento coletivo, apresentam suas criações, explicando o porquê de suas escolhas. Se desejarem, podem organizar uma exposição com os produtos, as embalagens originais e as criadas por eles, acompanhados dos textos contendo seus argumentos sobre a vantagem de substituí-las.

 

Hora de avaliar

Para saber o que acharam da oficina e o que aprenderam com ela, faça perguntas que estimulem a reflexão e não respostas automáticas.  Retome os critérios utilizados por eles para a criação das novas embalagens, procurando relacioná-los à sustentabilidade. Proponha que explorem mais o assunto, fazendo pesquisas que possam ampliar o conhecimento sobre os temas do consumo, geração de resíduos e descarte.

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Você pode convidar a turma a conhecer alguns títulos de documentários disponíveis em mídia digital, nas locadoras de dvd e/ou na internet, relacionados com consumo, resíduos e descarte: A história das coisas; A história da mudança; Lixo extraordinário; Criança, a alma do negócio; Comprar, jogar fora, comprar: a história secreta da obsolescência planejada.

Organize-os em grupos, para assistir ao menos um dos filmes, de sua escolha; no caso dos filmes mais curtos, um mesmo grupo pode assistir a dois deles.  Não há nenhum problema se vários participantes assistirem ao mesmo filme, ao contrário, pois isso só vai contribuir para ampliar as discussões. Depois de assistir o filme, os grupos têm a incumbência de transmitir aos colegas que não o viram as ideias principais ali contidas, as estratégias, fazendo, oralmente, um tipo de resenha crítica de cada um. A partir dessas narrativas, promova um debate sobre as principais questões colocadas nos filmes.

Para finalizar, sugira uma avaliação da atividade: os filmes ajudaram a ampliar sua visão sobre os temas do consumo, resíduos e descarte? Eles são uma boa fonte para ampliar seu repertório sobre estes assuntos? O propósito dessas questões é levá-los a valorizar os documentários como excelente fonte para ampliação de repertório, sensibilização e reflexão.

REFERÊNCIAS DOS FILMES SUGERIDOS:

A História das coisas, de Free Range Studios

A História das Mudanças, de Free Range Studios

Lixo Estraordinário (trailer), de Vik Muniz

Criança, a alma do negócio, de Estela Renner

Visita a um aterro Sanitário

A visita ao aterro sanitário permite que os jovens percebam a importância de pensarmos seriamente sobre o consumo, a geração de resíduos e o seu descarte. Trata-se de uma complexa obra de engenharia, que envolve esforços humanos, tecnologia e grandes áreas com a finalidade de dar destino às toneladas de resíduos descartados diariamente por nós. O aterro nos mostra que estamos produzindo muito resíduo, e, portanto, nos faz pensar sobre o que norteia nosso consumo, em quê e como descartamos.  Essa visita dá a dimensão do quão é urgente mudarmos, coletivamente, nossos valores e nossas práticas.
Projetos de intervenção

Você pode convidá-los, também, a planejar algum tipo de intervenção (em forma de projeto), ainda que bem pequena (essas poderão ser as mais realizáveis, e, portanto, com resultados mais garantidos), que contribua para mudanças nos hábitos de consumo e produção de resíduos deles próprios e/ou de suas famílias e/ou de suas escolas.

Dois exemplos de ações que os participantes podem desenvolver: criar a coleta seletiva e construir uma composteira na escola. Eles podem mobilizar outros colegas para constituírem um grupo que será responsável por instituir a separação de materiais, destinando uma parte para a reciclagem e outra parte para compostagem, numa atividade de caráter permanente e coletivo, de mudança de cultura em relação ao descarte de resíduos.

Cada sala deverá ter dois recipientes para lixo: um para o lixo reciclável ou seco e outro para o lixo orgânico ou não reciclável. Os gestores, estudantes, profissionais da cozinha e da limpeza também deverão ser chamados para fazer os combinados necessários de maneira a organizar todo o processo de separação de resíduos.  Depois, será necessário encaminhar os materiais recicláveis para algum posto de coleta mais próximo, de quando em quando. É interessante envolver outros profissionais da escola e pais de alunos, para revezarem-se nessa função. Além disso, o grupo poderá se organizar para cobrar da administração pública a participação nesse processo, o que será uma verdadeira experiência de cidadania.

Uma vez que exista a separação dos materiais descartados, a parte orgânica pode ser destinada para formar o composto. Quando tiverem obtido o composto, os alunos podem adubar os canteiros da escola e observar os resultados da ação, acompanhando o crescimento das plantas.

Para ajudar nesse projeto de intervenção: em www.hortadaformiga.com você encontra informações de como fazer compostagem na escola.

Para saber mais

O Consumo

Quando falamos em consumo, a primeira coisa em que pensamos é no ato de comprar. Mas o conceito de consumo pode ser entendido em um sentido mais abrangente.

Segundo o dicionário Caldas Aulete, consumo significa: Ação ou resultado de consumir, de adquirir mercadorias e serviços para satisfação das necessidades humanas. No sentido colocado pela definição, consumimos porque precisamos; consumimos para atender nossas necessidades básicas, como moradia e alimentação, que dizem respeito à nossa sobrevivência.

Estamos consumindo alguma coisa quase o tempo todo. No simples ato de escovar os dentes consumimos água, pasta dental, escova e energia elétrica. Em tudo que fazemos, mesmo quando imaginamos não estar consumindo nada, estamos usando algo que, em seu processo de produção, utilizou (consumiu) matéria-prima e energia e, depois de produzido, para chegar até nós, consumiu mais recursos e energia. Ou seja, direta e indiretamente, consumimos muitos bens e serviços, até mesmo nos atos mais simples do nosso cotidiano.

Entretanto, ao refletir um pouco sobre o assunto, nos damos conta de que consumimos uma série de bens e serviços que não dizem respeito à satisfação de necessidades básicas. São bens e serviços que dizem respeito à nossa vida em sociedade: roupas, objetos, utensílios, meios de transporte, atendimento à saúde, educação…

Há outro aspecto do consumo que devemos considerar: além de consumir bens e serviços, consumimos ideias, concepções, estilos de vida. Muitas escolhas que fazemos em nossas vidas podem ser entendidas como escolhas de consumo. O que ler? Qual filme assistir? Como se vestir? Como se locomover?

Assim entendido, o consumo não existe somente para satisfazer as necessidades básicas dos seres humanos. Ele faz parte da nossa singularidade e identidade, implicado na forma pela qual cada um de nós se constitui socialmente. Trata-se, portanto, de um conceito complexo, que diz respeito a questões sociais, econômicas, culturais e ambientais. Essas dimensões estão sempre envolvidas em todo ato de consumo. Por isso, não podemos pensar em escolhas de consumo sem considerar seus determinantes e reflexos nesses âmbitos.

O consumo não ocorre de maneira uniforme e homogênea no mundo. Isso quer dizer que alguns consomem muito, enquanto outros consomem abaixo das suas necessidades básicas.

Sabe-se que os países mais ricos, que constituem 16% da população mundial, são responsáveis por quase 80% do total do consumo no mundo. Isso significa que os 84%restantes são responsáveis por apenas 22% do total do consumo que se observa hoje no planeta.

Fonte: Relatório O estado do mundo – 2010, World Watch Institute
A geração de resíduos

Impulsionada pelo consumo, a quantidade de resíduos produzidos pelo homem, hoje em dia, é alarmante e tem consequências em vários níveis. Em maior ou menor grau, a depender do tipo dos resíduos e da maneira como são dispostos, eles poluem o solo, o ar e a água, alteram os ecossistemas, ameaçam a saúde das pessoas e as deslocam de suas áreas de origem.

No mundo são gerados por dia cerca de 4 milhões de toneladas de resíduos sólidos. O Brasil contribui com mais de 180 mil toneladas por dia, quantidade que vem crescendo ano a ano, em taxas superiores ao crescimento da população. Para onde vai todo esse resíduo?

No Brasil, nos centros urbanos, o resíduo sólido domiciliar é coletado pelas prefeituras ou empresas contratadas, sendo depois levado ao seu destino final: aterros sanitários, aterros controlados e lixões. Mas existe uma grande quantidade de resíduos que não é coletada: só em 2011 foram 6,4 milhões de toneladas. Esses resíduos não coletados acabam sendo jogados em margens de rios e em terrenos baldios, sendo às vezes queimados, degradando os ambientes naturais e colocando em risco a saúde das pessoas.

Assim como ocorre com o consumo, também existem muitas diferenças na quantidade de resíduos produzidos pelos diferentes países.

Nos Estados Unidos, uma pessoa produz, em média, 2,9 kg de resíduos sólidos por dia¹, enquanto um brasileiro produz, em média, 1,2 kg de resíduos sólidos por dia².
¹ EPA, 2010 (www.epa.gov)

² Abrelpe, 2010 (www.abrelpe.org.br)

A reciclagem é a solução para os problemas ambientais provocados pelos resíduos?

Nas últimas décadas, enquanto aumentava a divulgação e a consciência a respeito dos problemas ambientais, a reciclagem acabou sendo entendida como “a” solução para o problema dos resíduos e do excesso de consumo. Porém, embora ela traga benefícios – como a redução de matéria-prima virgem necessária para a produção de novos produtos e a de resíduos destinados aos lixões e aterros – ela, sozinha, não resolve os problemas.

 

Uma consequência da supervalorização da reciclagem é que muitas pessoas, ao reciclar, passaram a ter a falsa sensação de que estariam “fazendo sua parte” em relação ao meio ambiente, sem aprofundar uma visão crítica sobre o consumo no modo de vida moderno. Ao contrário, passaram a acreditar que o consumo poderia ser compensado pela reciclagem.

Da mesma maneira, empresas valorizaram excessivamente suas iniciativas favoráveis à reciclagem, apresentando-as como comprometimento com a sustentabilidade, sem realizar maiores esforços em tentar minimizar os impactos sociais e ambientais de suas atividades em todo o ciclo de vida dos seus produtos.

Fonte de referência

As atividades aqui descritas integram o Programa de Oficinas Pedagógicas do Instituto Estre de Responsabilidade Socioambiental. Para conhecer melhor o programa acesse o site: www.institutoestre.org.br

Gostou?
Então acesse também as oficinas de saúde e meio ambiente. Clique aqui. 

Obs: Os links informados na oficina foram visitados em 22 de maio de 2015, às 18h. 

Participe

Eu fiz assim…

 

Nesse espaço você pode postar suas impressões sobre o desenvolvimento das oficinas, dizendo-nos o que deu certo, o que precisou ser modificado, o que deu errado. Com isso, você nos ajuda a aperfeiçoar o banco, além de contribuir com sugestões para outros possíveis usuários.
Você pode participar de diferentes formas:

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Escreva um texto relatando como foi o resultado, incluindo, se possível, imagens e vídeos, e mande para o e-mail  oficina@educacaoeparticipacao.org.br. Nossa equipe vai analisar e seu relato pode ser publicado neste site.

 

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