Educação&Participação

Proposta de abordagem de contos de tradição para crianças alfabetizadas.

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  • O que éO que é

    Proposta de abordagem de contos de tradição para crianças alfabetizadas.

  • PúblicoPúblico

    Crianças já alfabetizadas ou em processo de alfabetização.

  • MateriaisMateriais

    Cópias impressas da história escolhida, folhas de cartolina, cortadas em 4 (um pedaço para cada participante), caneta hidrográfica ou lápis de cor, tesouras, folhas de papel manilha, tiras de papel com os nomes das personagens do conto escolhido, tiras de papel com os nomes de objetos e seres presentes no conto.

  • EspaçoEspaço

    Uma sala ou ambiente próprio para a leitura.

  • DuraçãoDuração

    Três sessões de aproximadamente 90 minutos.

  • FinalidadeFinalidade

    Estimular a iniciação das crianças no mundo da leitura de textos literários.

  • ExpectativaExpectativa

    Ter prazer ao ler contos de tradição.

Na prática

Como desenvolver?

Sessão 1

Comece a atividade convidando as crianças a falarem sobre as histórias de que mais gostam. Peça-lhes que expliquem por que gostam das histórias citadas e, se quiser, anote algumas impressões .sobre essas histórias.

Às vezes elas não conhecem o nome da história, mas se lembram de fragmentos do enredo ou de características de alguma(s) personagem(ns): aquela da moça do sapatinho de vidro (A Gata Borralheira); aquela da menina e do lobo (Chapeuzinho Vermelho). Certamente, surgirão entre exemplos de contos da tradição. Esse momento é importante para você acolher as crianças e estimulá-las para a atividade que virá.

E se?

Se ninguém tiver ouvido falar da história, diga-lhe que se trata da história da personagem X (diga o nome da personagem). Pergunte como seria essa personagem, que características ela teria etc. Anote as hipóteses levantadas.

Pergunte se já ouviram falar na história que você escolheu para lhes contar. Fale o título e deixe que conversem um pouco sobre ele. Se alguém tiver informações sobre a história, poderão surgir na conversa nomes de personagens, situações ou outros dados relevantes. Registre o que for dito.
Pegue as tiras de papel com os nomes das personagens do conto e peça a algumas crianças que sorteiem ao acaso essas tiras. À medida que forem sorteando, você as ajuda a ler o nome (caso elas não consigam) e vai perguntando-lhes quem seriam aquelas personagens e que relações  imaginam que cada uma delas mantém  com a personagem principal. Deixe que falem livremente e façam as associações que quiserem.
Sorteie em seguida as tiras com os objetos da história e, a cada tiragem, pergunte às crianças qual personagem elas acham que teria alguma relação com o objeto sorteado. Ao final dos sorteios, você registra as hipóteses das crianças e anuncia a elas que, na próxima sessão, elas conhecerão a história de X.

E se?

Se alguma criança já conhecer a história escolhida, não há problema. Ela poderá contar ao grupo a versão que conhece, e isso será mais uma das hipóteses possíveis formuladas pelo grupo. É interessante que se deixe claro que a criança só contará a história depois que todo o grupo já tiver ouvido/lido a história. Se for contada de antemão, acredito que prejudicará o andamento da oficina.

Sessão 2

Retome com as crianças as atividades da primeira sessão e recorde-lhes as hipóteses que elas formularam. Distribua-lhes cópias do conto e anuncie que você lerá a história escolhida com elas. Leia com calma e com a expressividade que a história merece. Interrompa a leitura quando as crianças fizeram alguma pergunta ou comentário. Após a leitura, converse um pouco com as crianças. Veja aqui algumas perguntas que podem ser feitas.

Alguns exemplos de perguntas

O que acharam da história?

Imaginavam que a personagem X se casaria com o príncipe?

O que pensaram da atitude da família do príncipe?

Registre todas as suas hipóteses.

Sessão 3

Entregue a cada criança um pedaço de cartolina. Retome as tiras de papel da primeira sessão e peça que as crianças relembrem a história lida, a partir das tiras com os nomes das personagens.

Organize-as em pequenos grupos (três crianças em cada um) e entregue os materiais (canetas hidrográficas ou lápis de cor). Cada grupo deverá desenhar uma personagem ou uma acontecimento da história.

Hora de avaliar

Com os desenhos produzidos pelas crianças, ajude-as a montar um grande painel da história e peça que a recontem, relembrando os momentos decisivos do enredo. Em seguida, converse com elas sobre o que acharam da história e o que elas gostariam de mudar, se pudessem.

Registrem essas novas versões e convide as crianças a lerem outras histórias da tradição.

 

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Muitas histórias da tradição podem ser lidas pelas crianças, com sua ajuda. O importante é sempre utilizar uma estratégia de levantamento de hipóteses sobre a história, antes da leitura; em seguida, valer-se de uma característica da história (nomes das personagens, objetos existentes, um fato específico etc.), para iniciar uma conversa sobre o enredo; finalmente, depois de muito conversar, ler a história e terminar a leitura propondo algum tipo de trabalho que permita às crianças recuperar o sentido da história, recontando-a.

Se o objetivo é a leitura, é sempre importante entregar a cada criança cópias do texto lido.
Gostou?

Consulte a oficina “A leitura dos contos de aventura”, deste banco.

Consulte o site Jangada Brasil, no qual há inúmeras histórias da tradição e sugestões de trabalho com elas.

Para saber mais

Nos contos tradicionais ou histórias da tradição (contos populares, contos de fadas, lendas ou mitos, etc.), em geral, há uma organização da história que pode facilitar sua compreensão pelas crianças, além de elementos comuns que podem ser explorados em diferentes situações.

No início dessas histórias, a situação é de felicidade, tudo está em equilíbrio e tranqüilidade, “no seu devido lugar”. De repente, algo acontece e faz com que uma das personagens – a personagem principal – sofra algum tipo de perda. A história se desenrolará no sentido de fazer com que essa personagem recupere o que perdeu. Nessa busca, intervêm personagens ou situações que vão conferir um dom ou objeto mágico à personagem principal, ajudando-a a recuperar a felicidade perdida.

Um exemplo: na história da Gata Borralheira, a personagem Cinderela fica órfã (perde sua mãe e seu pai). Em conseqüência disso,  passa a sofrer maus tratos de sua madrasta e suas meias-irmãs. A história vai se desenrolar de maneira a propiciar que Cinderela recupere a tranqüilidade que tinha quando seus pais ainda eram vivos. Para isso, recebe um dom de sua Fada Madrinha: o direito de ir a uma festa no Palácio do Príncipe. Graças a isso, ela faz com que o Príncipe se apaixone por ela e eles se casam. Apos o casamento, a felicidade perdida é recuperada e todos vivem felizes para sempre.

Outro exemplo: Em algumas versões de Chapeuzinho Vermelho, a menina é iludida por um adulto mais velho (o Lobo Mau), que a engana e consegue que ela lhe diga onde é a casa da Vovó. Em conseqüência disso, ela se desvia do caminho e se perde. Quando finalmente consegue chegar, o Lobo já chegara antes e devorara a Vovó. A felicidade inicial é recuperada quando um caçador consegue matar o lobo e a Vovó sai de dentro da barriga dele, magicamente viva.

Trabalhando com essa estrutura básica das histórias da tradição, você poderá promover belas oficinas de leitura com as crianças, ajudando-as a entrar no mundo mágico da literatura.
Obs: Os links informados na oficina foram visitados em 31 de agosto de 2015,  às 15h31min.

Participe

Eu fiz assim…

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