Educação&Participação

Leitura de histórias de aventura para entender sua lógica.

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  • O que éO que é

    Leitura de histórias de aventura para entender sua lógica.

  • PúblicoPúblico

    Crianças e adolescentes.

  • MateriaisMateriais

    Uma cópia para cada um dos participantes, de um conto curto, a ser lido coletivamente, livros com outras histórias ou contos de aventura, flip chart, cartolina, lousa.

  • EspaçoEspaço

    Sala ampla.

  • DuraçãoDuração

    Uma sessão de noventa minutos.

  • FinalidadeFinalidade

    Desenvolver o gosto pela leitura de histórias de aventura.

Na prática

Como desenvolver?

A oficina se desenvolve em três sessões de aproximadamente 90 minutos.

Sessão 1

A primeira providência é a escolha das histórias de aventura a serem lidas. Escolha uma história curta (um conto), que será lida por você, para o grupo, e pelo menos mais três ou quatro histórias diferentes, considerando um grupo de 20 crianças ou adolescentes. Não deixe de ler previamente todas as histórias escolhidas. Ao iniciar a oficina,  você já  precisará conhecê-las.
  E se?
Pode ser as aventuras relatadas não lhe pareçam tão estimulantes: relatos como uma ida a um lugar diferente, uma pequena viagem, o testemunho de alguma situação incomum representem para a criança ou adolescente uma autêntica aventura. O importante é que o próprio relator da aventura reconheça o fato como tal.
Em seguida, será importante você verificar se há no grupo alguém que tenha dificuldade de leitura. E, se houver, ao formar as duplas ou trios de trabalho, que ao menos um membro da dupla ou trio possa ler com facilidade.
Isso porque, durante os trabalhos, será preciso ler e conversar sobre o que se leu: esse menino ou menina com maior proficiência leitora será par avançado para os outros, ajudando-os a completar as tarefas de leitura da oficina.
Tomadas essas providências iniciais, dê início à oficina. Reúna o grupo numa roda de conversa e proponha que se lembrem de personagens e heróis de histórias de aventuras que conhecem.
Peça que voluntários contem o que sabem sobre os personagens e aventuras vividas por eles.
Em seguida, devolva a pergunta ao grupo, solicitando que, quem quiser, conte algum aventura que tenha vivido recentemente. Nesse momento, será importante acolher todas as falas. Se quiser, faça o registro delas. Esse momento da oficina ajudará o grupo a entender o que é uma aventura.

Após essa conversa, apresente a história a ser lida coletivamente, distribua as cópias a todos e pergunte ao grupo se alguém a conhece. Indague sobre as idéias que o título sugere, as aventuras que a personagem principal pode ter vivido, etc. Será uma breve conversa sobre hipóteses de leitura do grupo. Leia com o grupo a história e, ao terminar, retome os momentos principais e os principais incidentes da história:

– Quem é o personagem principal ou herói;

– Que fato dá início à(s) aventura(s) e por quê;

– Quais as principais ações realizadas ou os acontecimentos vividos;

– Qual o momento mais empolgante da história;

– O fato que indica o término da aventura;

– O que acontece depois desse fato.

Registre o que o grupo disser e, sempre que houver alguma polêmica ou discordância, devolva ao grupo a pergunta e ajude os meninos e meninas a chegarem a um acordo. Neste momento, também não é necessário que as informações dadas durante a conversa sobre a história sejam precisas – trata-se apenas da conversa sobre a história lida, com retomada dos principais momentos.

Termine a atividade retomando a conversa inicial sobre as aventuras e as informações sobre a história lida. Para encerrar a oficina, você pode propor ao grupo que reflita sobre a história lida a partir da seguinte questão: por que a história lida é uma história de aventura? Registre as falas para avaliar o trabalho.

Hora de avaliar

Ao avaliar o trabalho da oficina, o importante será verificar se o grupo conseguiu compreender a história lida. Para tanto, você poderá se valer de atividades como a paráfrase e/ou a transposição de linguagens. Tome por base as anotações e registros feitos durante a oficina para propor essas atividades.

A paráfrase (ou reconto) é uma atividade que consiste em recontar a história, restituindo as informações centrais ou algum aspecto que se queira observar em especial. Esse reconto pode comportar ainda transposições de gêneros e de linguagens. Assim, por exemplo:

 Após a leitura, pode-se sugerir que o grupo apresente o momento considerado mais dramático ou importante da história, compondo uma cena – assim, você observará se os meninos e meninas conseguiram captar qual o momento mais importante da história lida e, ao mesmo tempo, se foram capazes de transpô-lo para outra situação, por meio de outra linguagem (a linguagem cênica).

 Personagens, lugares e situações significativos da história poderão ser desenhados ou representados (por meio de colagens, pinturas, esculturas, quadrinhos, etc.)

 A trama da história de aventura poderá ser transposta para outra situação, e novas histórias poderão ser construídas e escritas (ou pintadas, representadas) pelo grupo.

 Os aprendizes poderão apresentar diálogos ou cenas de ação entre personagens centrais de diferentes histórias. Por exemplo: como seria um encontro a personagem X da história tal e a personagem Y, da história tal? (Obviamente, eles devem ter lido as histórias).
Em todos os casos, o objetivo avaliativo deve ser considerado como fundamental. Ao observar essas produções decorrentes da leitura, sempre verifique se o grupo foi capaz de compreender o que foi lido, de modo que você possa, se achar necessário, retomar a história, relê-la ou problematizar aspectos que a paráfrase revele não terem sido suficientemente compreendidos.

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

O trabalho proposto é apenas de estímulo inicial à leitura das histórias de aventura. Essa oficina pode se desdobrar de inúmeras maneiras:

 A partir dessa leitura inicial, você pode reunir outros livros de aventuras e histórias (pode, inclusive, solicitar que os próprios meninos e meninas tragam esses livros e histórias) e constituir um canto de leitura ou uma cesta de histórias, fazendo circular os livros entre todos, criando assim uma rotina de leitura como um círculo ou ciranda de livros. Com frequência combinada com a turma, os livros da cesta são trocados e, no dia das trocas, cada um pode falar sobre o que leu.

 Em muitas histórias de aventura, a jornada do herói é longa e complexa. Uma boa maneira de ajudar os meninos e meninas a compreenderem a sucessão das ações é construir a partir delas jogos de percurso, que permitam concretizar o desenrolar da trama. Veja a oficina sobre a construção de jogos de percurso para se informar.

 Muitas histórias clássicas de aventura têm sido adaptadas para outros gêneros de entretenimento, como banda desenhada, filmes e animações. Isso torna possível aproveitar essas adaptações para apoiar a leitura da história adaptada.
Outras possibilidades incluem a exploração da temática das histórias de aventura, para promover discussões e explorar seus aspectos culturais, sociais, históricos e geográficos.

Por exemplo: uma história como a da Ilíada permitirá desenvolver atividades de conhecimento da mitologia grega, da história da Grécia, dos locais citados na história, entre outras.
Muitas vezes, o comportamento e atitudes de personagens – sobretudo o herói – poderão permitir extrapolações para abordar valores humanos, ética e cidadania, respeito às diferenças, entre outros.

Gostou?
Veja a oficina”Uma bblioteca viva”, deste banco.
Para saber mais
Das epopéias gregas e romanas que narram as aventuras de heróis como Ulisses e Eneias, passando por clássicos mais modernos como as viagens de Gulliver ou as aventuras de Tom Sawyer, sem esquecer das bizarrices do País das Maravilhas de Alice, até chegar aos recentes heróis dos quadrinhos e do cinema, como Superman, o Homem Aranha, Indiana Jones, entre tantos outros, o gênero “história de aventura” tem encantado um sem número de gerações.
Ninguém sabe ao certo onde e como surgiram essas histórias, provavelmente originadas nas mitologias de todas as partes do mundo antigo.
Os temas das histórias de aventuras são tão variados quanto possível: viagens, lutas entre o bem e o mal, explorações de lugares desconhecidos ou maravilhosos, ficção científica, etc.
Muitas vezes, compõem – se de um misto de situações dos mais diversos tipos.
Por isso, nem sempre é muito fácil distinguir entre as histórias de aventuras e outros gêneros; Por exemplo: o clássico do escritor irlandês Jonathan Swift, As viagens de Gulliver, narra uma série de viagens da personagem principal.
Assim, poderia tanto ser classificado tecnicamente como um relato de viagem quanto uma narrativa de aventura.
O mesmo se poderia dizer de Alice no País das Maravilhas, ao mesmo tempo um conto de fadas moderno e um conjunto de aventuras da personagem principal.
Para os objetivos do trabalho proposto aqui, essas diferenças técnicas não são importantes, pois o essencial, será despertar os meninos e meninas para o prazer de ler essas histórias.
Para tanto, vamos considerar, para efeitos práticos, que as principais características de uma história de aventura são a existência de um herói e a sua jornada. O herói deve ser o protagonista (a personagem principal) da história e vamos dizer que a jornada consiste num conjunto de ações incomuns (as aventuras) empreendidas por ele a fim de atingir um objetivo.
Aqui, pode – se fazer um esclarecimento. Podemos exemplificar isso com Alice no País das Maravilhas, história relativamente bem conhecida.
O herói dessa história é a própria Alice, também personagem principal.
Sua jornada começa depois que ela, movida pela curiosidade, segue um coelho e cai num buraco, tendo ido parar no País das Maravilhas.
Até cais no buraco, não há nenhuma aventura, porque a personagem não realiza nada que não faça parte de seu dia a dia.
As aventuras começam com a queda porque, a partir daí, indo parar no País das Maravilhas, a personagem precisa encontrar um jeito de sair de lá e voltar para casa: isto passa a ser seu objetivo.
Todas as ações que ela empreende com o fito de tentar realizar esse objetivo constituem a sua jornada: são as aventuras de Alice.
Obs: Os links informados na oficina foram visitados em 05 de junho de 2013 às 15:55:40

Participe

Eu fiz assim…

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Total de 1 comentário(s)

  •    Marcos Rocha Neves  em 
         Educação&Participação respondeu em