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Vivência de brincadeiras de crianças Kalapalo, que vivem no sul do Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso.

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  • O que éO que é

    Vivência de brincadeiras de crianças Kalapalo, que vivem no sul do Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso.

  • PúblicoPúblico

    Crianças.

  • MateriaisMateriais

    Livros, revistas ou sites que mostrem imagens de aldeias indígenas, de alguns rituais e brincadeiras infantis, giz de várias cores, tinta guache de várias cores, potinhos de barro ou pires, mapa do Brasil.

  • EspaçoEspaço

    Em qualquer espaço livre.

  • DuraçãoDuração

    Aproximadamente 90 minutos.

  • FinalidadeFinalidade

    Conhecer brincadeiras de crianças de uma cultura diferente da sua e que teve importante papel na formação do povo brasileiro.

  • ExpectativaExpectativa

    Reconhecer as semelhanças e diferenças da infância em culturas diferentes; respeitar as diferenças culturais.

Na prática

xingu3

Como desenvolver?

Leve fotos de revistas ou livros com imagens de aldeias indígenas, ilustrando rituais ou brincadeiras infantis e disponha no interior da roda do início do dia, dando um tempo para que o grupo manuseie e explore o material.

Converse com as crianças para apresentar a proposta de vivenciarem e conhecerem um pouco da cultura indígena infantil, por meio de algumas brincadeiras.

Investigue o que conhecem a respeito dos índios.

Tiveram a oportunidade de ler alguma reportagem sobre a cultura indígena em jornais, livros, revistas ou sites? Já viram algum índio pessoalmente? Já visitaram alguma aldeia? Tiveram a oportunidade de conversar com algum deles? Se alguma criança já teve a experiência pessoal de contato, peça para contar como foi para o grupo.

Pergunte se sabem onde vivem os índios do Brasil hoje. Aproveite o momento para mostrar, no mapa do país, as reservas indígenas existentes e fotos de índios de diferentes povos.

A seguir, diga que irão vivenciar, nesta oficina, algumas brincadeiras infantis de indígenas do Xingu, do povo Kalapalo, um dos que habitam essa região, atualmente. Algumas delas se parecem com brincadeiras conhecidas nossas, outras não. Mostre a região do Xingu no mapa do Brasil. Deixe o mapa exposto na sala.

BRINCADEIRAS

Brincadeira l :  Heiné Kuputisü

Nesta brincadeira, as crianças formam uma fila na horizontal. Marca-se uma linha no chão, que será o ponto de largada e uma, a uns 100 metros de distância, à frente, que será o ponto de chegada. Cada uma terá de correr da linha de partida à de chegada, num pé só, feito saci, sem trocar de pé. Os que conseguirem ultrapassar a linha de chegada serão considerados vencedores. Se ninguém conseguir chegar lá, vence quem foi mais longe.

Há também uma variação. Podem ser formados dois times e a corrida é feita em duplas, um de cada time. No final, vence o grupo que teve mais participantes a ultrapassarem a linha de chegada.

Observação:Para os Kalapalo, esta brincadeira é compartilhada entre crianças e adultos, no centro da aldeia.

Brincadeira 2 :  
Toloi Kunhügü!

É uma brincadeira de pega-pega. Um dos participantes será o “gavião”, que poderá ser definido por sorteio; as outras crianças serão “passarinhos”.

O “gavião” desenha no chão uma grande árvore, cheia de galhos, nos quais as outras crianças se espalham e sentam-se, fingindo ser passarinhos em ninhos.

A um sinal seu, que está coordenando a brincadeira, “o gavião” sai atrás dos “passarinhos”, para caçá-los, mas estes saem de seus “ninhos” e se juntam, num local bem próximo à “árvore”, batendo os pés no chão para provocar o “gavião”, fazendo uma algazarra com sua cantoria.

O “gavião”, então, avança na direção do grupo e quando está bem perto dele, dá um pulo para tentar agarrar algum “passarinho”, mas eles saem correndo em todas as direções, fazendo manobras para driblar o perseguidor. Para uma trégua de descanso, voltam para seus “ninhos”, onde o “gavião” não pode pegá-los.

Quando o “gavião” consegue pegar um dos “passarinhos”, nessa caçada, prende-o no seu refúgio, num lugar próximo da árvore. O último “passarinho” que conseguir escapar do “gavião”, toma o seu lugar, na próxima rodada da brincadeira, tornando-se o novo “gavião”.

Na aldeia Kalapalo, a brincadeira acontece na beira de uma lagoa ou de um rio. Quem propõe a brincadeira, assume o papel de gavião e será o “dono” da brincadeira.

Brincadeira 3 – Mangá,  Tobdaé
Esta é uma brincadeira com peteca. Possivelmente todos conhecem e já brincaram com peteca. Peteca é um nome de origem Tupi e significa “tapear”, “golpear com as mãos”.

Mas, o jogo de peteca, entre os Kalapalo, guarda certa semelhança com a nossa “queimada” e é jogado com várias petecas ao mesmo tempo (quatro ou seis) e com dois jogadores, a cada vez. As demais crianças aguardam, sentadas, assistindo.

 Para jogar, convide as crianças a construírem suas petecas com jornal, pintando-as com tinta guache. Veja como fazer no vídeo hospedado aqui.

Uma vez que as petecas estejam prontas, o jogo pode começar.

A um sinal seu, coordenador do jogo, os dois jogadores da partida arremessam as petecas, na direção do adversário, tentando atingi-lo e, ao mesmo tempo, cuidando para não ser atingido. Quem for atingido por uma das petecas, sai do jogo, cedendo seu lugar para outro jogador, que é uma das crianças que estão sentadas e a disputa recomeça, sucessivamente, até que todos tenham tido a oportunidade de jogar.
Hora de avaliar

Depois de vivenciadas as brincadeiras propostas, sentem-se em círculo para uma roda de avaliação. Estimule que falem sobre as semelhanças e diferenças com as brincadeiras que conhecem e brincam, de qual mais gostaram, se tiveram dificuldade de fazer alguma coisa que fazia parte da brincadeira, qual delas gostariam de brincar de novo, numa próxima oportunidade. Peça que cada um atribua uma cor à oficina, de acordo com a seguinte legenda: verde – gostou muito; amarelo – gostou mais ou menos e vermelho – não gostou.

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

As crianças poderão pesquisar brincadeiras de outros povos indígenas e de outras etnias, para saber como as crianças se divertem nos  vários lugares do mundo e se há aspectos semelhantes às nossas brincadeiras.

Para isso você poderá buscar ajuda com professores de Arte, Geografia e Educação Física.

O produto da pesquisa poderá ser a confecção de um álbum, com a descrição e ilustração das diferentes brincadeiras pesquisadas, a ser socializado na instituição.

Se houver condições, poderão também organizar um blog e interagir com outras instituições internacionais da infância.

Gostou?

Consulte a oficina “A nova regra do jogo” deste banco.

Para saber mais

Os índios são os mais antigos habitantes do Brasil.

Viviam em terras brasileiras, muito antes de os portugueses aqui chegarem e as colonizarem.

Os portugueses chamavam todos os nativos de índios, ignorando as diferenças linguístico-culturais existentes entre eles.

O processo de colonização levou à extinção de muitas sociedades indígenas que viviam no território dominado, seja pela ação das armas dos europeus, seja em decorrência de doenças trazidas dos países distantes, ou, ainda pela aplicação de políticas visando adaptar os índios aos costumes europeus.

A população indígena vem aumentando rapidamente nas últimas décadas, muito em função da luta política pela preservação de suas terras, de sua gente e de suas culturas.

Além disso, simultaneamente a esse processo, registra-se uma gradativa conscientização de segmentos da população brasileira de que os índios são nossos contemporâneos: vivem no mesmo país, participam da elaboração de leis, elegem candidatos e compartilham problemas semelhantes, como as consequências da poluição ambiental e das diretrizes da política econômica, da saúde e da educação.

Hoje, os cerca de 220 diferentes povos somam mais de 800 mil pessoas, que falam 180 línguas distintas. Os índios vivem nos mais diversos pontos do território brasileiro.

Mais da metade da população indígena está localizada nas regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil, principalmente na área da Amazônia Legal.

Mas há índios vivendo em todas as regiões brasileiras, em maior ou menor número.

Embora representem, em termos demográficos, um pequeno percentual dos mais de 190 milhões de habitantes do Brasil, são um exemplo concreto e significativo da grande diversidade cultural existente no nosso país.

Fontes de referência:

– Os livros:

MUNDURUKU, Daniel. Coisas de Índio. São Paulo: Callis Editora, 2000.

LIMA, Maurício e BARRETO, Antonio. O Jogo da Onça e Outras Brincadeiras Indígenas. São Paulo: Panda Books/ Editora Original, 2005.

– Os sites:

Portal do Professor: Brinquedos e Brincadeiras Indígenas

Povos Indígenas no Brasil Mirim

Vídeo da tribo Kamaiura – Xingu – MT

 

Obs:Os links informados na oficina foram visitados em 08 de setembro de 2015,  às 15h50min.

Participe

Eu fiz assim…

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Total de 3 comentário(s)

  •    Marcos  em 
         Educação&Participação respondeu em 
  •    Antônia  em 
         Educação&Participação respondeu em 
  •    Fernando Blikstein  em 
         Educação&Participação respondeu em