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Reflexão sobre a intolerância e suas consequências.

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  • O que éO que é

    Reflexão sobre a intolerância e suas consequências.

  • PúblicoPúblico

    Crianças e adolescentes.

  • MateriaisMateriais

    Internet, dicionários.

  • EspaçoEspaço

    Na sala ou em outro espaço reservado e silencioso.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de aproximadamente 90 minutos.

  • FinalidadeFinalidade

    Garantir o direito do ser humano ser tratado com respeito e dignidade.

  • ExpectativaExpectativa

    Repudiar qualquer tipo de discriminação e agressão; aprender a fazer intervenções adequadas em situações de bullying.

Na prática

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Como desenvolver?

Na conversa inicial do dia, em roda, pergunte às crianças e aos adolescentes se já viram na internet, nos jornais, na TV, jovens ou adultos que atearam fogo em mendigos, em índios, em carroceiros que dormiam na rua; torcidas de times que promovem verdadeiras guerras entre si, em dias de jogo de futebol; jovens que agridem homossexuais. O que pensam disso? Como evitar o preconceito, a barbárie? A vida de uns vale mais que a vida de outros?

 

E sobre bullying, já ouviram falar? Esta é uma situação de intolerância e agressão que vem sendo bastante discutida na imprensa falada, escrita, televisiva e virtual e que ocorre com frequência nas escolas e em grupos de adolescentes, jovens e mesmo entre crianças, no mundo todo.

O bullying caracteriza-se por agressão física ou psicológica intencional, praticada seguidamente por um indivíduo ou um grupo contra uma ou mais pessoas, onde há um desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.

O bullying ocorre também no mundo virtual por meio de emails intimidatórios e torpedos ameaçadores no celular. E quantas fotos em situações delicadas e degradantes algumas pessoas expõem na internet, nas redes sociais, de seus próprios colegas, namorados (as), ex-namorados (as)?

Projete para eles o vídeo Campanha Diga Não ao Bullying! e peça para comentarem.

Em seguida forme grupos, em que cada um discutirá uma situação de bullying, apontando algumas possibilidades de romper com essa prática destrutiva e desumana, naquela situação.

Ajude-os a encontrar soluções pelo diálogo para as situações apresentadas, exercitando algumas reflexões como: o que fazer, quem procurar para pedir ajuda?

É importante que tanto na escola como no bairro procurem uma pessoa bem conhecida, de sua confiança, com quem sabem que podem partilhar segredos, como um familiar mais amigo ou um(a) professor(a) mais próximo(a). Forneça a eles, também, o telefone do Conselho Tutelar de sua região.

E se?

Se alguém, depois de todas as considerações ainda não estiver sensibilizado ou defender de alguma forma a agressão, não insista. Diga para pensar melhor, entrar em contato com seus sentimentos e com a razão e tirar algumas conclusões desse diálogo.

Não deixe os ânimos se exaltarem. O assunto é tão delicado quanto imprescindível de ser tratado com as crianças e os adolescentes, mas evite uma postura moralista ou prescritiva, ensinando o que se deve fazer, porque ela poderá impedir que questões importantes venham à tona e possam ser refletidas e discutidas.

A seguir, apresente a eles alguns fundamentos legais e universais contra a intolerância de qualquer natureza.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, em seu artigo I, preconiza que “Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão  e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade”.Clique aqui para ter acesso ao documento.

A Constituição Brasileira de 1 998, lei maior do país, no seu artigo 5º, assegura que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade” e a lei nº 7716/89 prevê punição para a discriminação ou preconceitos de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Alterado pela L-009.459-1997).

Lei nº 7.716, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor

Revista Escola – Cyberbullying

Hora de avaliar

Distribua papel sulfite para cada um formular uma frase, posicionando-se sobre o assunto e monte um painel.

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Uma pesquisa dos adolescentes sobre locais públicos de atendimento em casos de qualquer tipo de discriminação e violência na região, organizando uma lista dos serviços, como delegacia da mulher, vara da infância e da juventude, conselho tutelar e telefones para denúncias, que garantem o sigilo, para ser distribuída nas escolas, igrejas e residências.

Proponha que envolvam a ONG ou escola numa ampla discussão sobre intolerância e preconceito, convidando representantes do Conselho Tutelar e da Promotoria Pública para o debate, além de pedagogos e psicólogos.


Para saber mais.

Bullying é uma palavra inglesa que significa ameaça, intimidação, acossamento.

Envolve várias situações de agressão verbal ou física como colocar apelidos, ofender, humilhar, discriminar, excluir, intimidar, perseguir, assediar, amedrontar, agredir, bater, roubar ou quebrar pertences, entre outras.

O comportamento agressivo entre estudantes é um problema que ocorre no mundo todo, visto até há pouco tempo como natural e sendo geralmente ignorado pelos adultos.

Os estudos sobre bullying tiveram início na Suécia, na década de setenta, e se expandiram pelos outros países do mundo, inclusive no Brasil, embora mais recentemente, nos anos noventa.

As pesquisas com vítimas do bullying têm mostrado que elas podem sofrer muito, podendo tornar-se depressivas e até suicidas.

Provavelmente o bullying também deixa marcas nos agressores e naqueles que o assistem silenciosamente, contribuindo para a formação de adultos agressivos e passivos, respectivamente.

Embora muitas vezes o trabalho com este tema gere muita impotência diante dos casos que aparecem, a iniciativa de falar sobre violência, trazer palavras para as situações traumáticas, orientar sobre o direito do ser humano de ser respeitado e tratado com dignidade, tem muito valor!

Um dos efeitos mais avassaladores da violência é calar os sujeitos.

Por isso, o desenvolvimento de campanhas preventivas nas escolas, desde as de educação infantil é de extrema importância.

Fontes de referência:

Livros:

LOPES NETO, Aramis A. & SAAVEDRA, Lucia Helena.
Diga NÃO para o Bullying. Rio de Janeiro: ABRAPIA. 2003.

BEAUDOIN, Marie-Nathalie. & TAYLOR, Maureen. Bullying e Desrespeito: como acabar com essa cultura na escola.  Porto Alegre: Artmed, 2006.

Mundo Jovem. Desafios e possibilidades. Uma proposta de trabalho com adolescentes. (LOMONACO, Beatriz P., NAKASU, Maria Vilela P. SILVA, Tide S., HERCOWITZ, Viviane & SANTOS, Viviane S.). São Paulo: Fundação Tide Setubal, 2008.

Gostou?

Obs: Os links informados na oficina foram visitados em 08 de setembro de 2015,  às 15h15min.

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