Educação&Participação

Mobilização da comunidade para adoção de um lugar do território para cuidar.

Início

  • O que éO que é

    Mobilização da comunidade para adoção de um lugar do território para cuidar.

  • PúblicoPúblico

    Adolescentes e jovens.

  • MateriaisMateriais

    Folhas de cartolina, pincéis atômicos, folhas de sulfite para elaboração de folderes de propaganda de campanha.

  • EspaçoEspaço

    Na sala de atividades e no território.

  • DuraçãoDuração

    Três encontros de 1h30min cada.

  • FinalidadeFinalidade

    Estreitar vínculos com o lugar em que vive; aprender a realizar mutirões para realização de ações que beneficiam a coletividade.

  • ExpectativaExpectativa

    Comprometer-se com a estética do seu lugar e com o trabalho coletivo.

Na prática

place

 

Como desenvolver?

1º encontro: A proposição da campanha.

Na roda inicial do dia, converse com a turma sobre os lugares públicos existentes no território e sobre sua condição de conservação.

Como eles têm percebido a limpeza e a estética das praças, dos jardins, dos canteiros centrais e das ruas? Estão bem? Não estão? Por quê?

Pergunte o que acham de lançar uma campanha na instituição para adoção de alguns desses lugares.

Poderiam começar por eles próprios, buscando parceria com outras turmas e casas comerciais do bairro. Se tudo for bem, poderão estender a campanha para a comunidade. Topam? Que lugar será?

Proponha que levantem as possibilidades, discutam qual é o mais adequado e decidam por indicação da maioria. A seguir, convide-os a refletir sobre o que pode ser melhorado no local escolhido para que ele cumpra com a sua função social e relacione na lousa ou num cartaz.   Por exemplo, se for uma praça: tem árvores? Tem bancos para as pessoas sentarem? Tem lixeiras para receber o lixo? Se for um canteiro central de rua ou de avenida: tem espaço para as pessoas passarem? Tem plantas? Se for uma rua: tem plantas? Tem lixeiras?

Discutam como podem conseguir essas melhorias e quem poderá ser parceiro na empreitada: a casa de tintas da rua, a papelaria do bairro, a floricultura da região? Considere também que é necessário comunicar a decisão aos órgãos públicos competentes e realizar ampla divulgação junto à comunidade para obterem adesão e apoio, o que exige o empenho de uma força-tarefa da turma.

Oriente-os a se organizem em grupos para planejarem a distribuição das tarefas iniciais e as responsabilidades que cada grupo vai assumir: escrever o comunicado às autoridades, entrar em contato com a(s) casa(s) comercial(ais) para obterem os materiais (terra, plantas, lixeiras, cordinhas para isolar alguns espaços etc), fazer a coleta do material,  elaborar os cartazes de divulgação do mutirão e do nome dos patrocinadores que serão afixados em locais visíveis.

Registre o nome de todos os grupos num cartaz e as tarefas que irão executar, deixando-o exposto na sala de atividades.  Combinem um prazo para a realização dos contatos no bairro, a distribuição dos cartazes e a coleta de materiais.

2º encontro: Adoção em ação.

Neste encontro, será feita uma rodada para avaliarem a situação: já há condições de adotarem o local escolhido? As casas comerciais e os equipamentos públicos responderam bem à ideia da campanha? As pessoas da comunidade já estão sendo informadas do mutirão? Conseguiram material?

Se as condições forem favoráveis e já tiverem a anuência do órgão público responsável, poderão dar início às atividades. Para isso precisam realizar um outro planejamento, distribuindo as novas tarefas por um determinado período de tempo, não longo, como dois meses, por exemplo, para colocarem as lixeiras, plantarem as árvores, aguarem as plantas. Um grupo deverá ficar encarregado de fazer o monitoramento constante para verificar se tudo está em ordem, conforme o planejado.

Como a proposta é que a campanha se estenda para outras turmas da instituição e para outras casas comerciais, é importante que tudo que for sendo conquistado seja comunicado à comunidade por meio de cartazes e também do rádio e do jornal local, se houver.

E se?

Se não houver rádio e jornal na região, forme comissões com os adolescentes e jovens para percorrerem as principais casas comerciais e equipamentos públicos, explicando a campanha e deixando folderes para distribuírem aos usuários.

Hora de avaliar

Passados os dois meses planejados, reúna os adolescentes e jovens para um balanço da campanha: como estão as coisas? Houve adesão da comunidade? As plantinhas estão crescendo? As lixeiras continuam no lugar? O local está limpo? As pessoas estão ajudando a cuidar? Ou nada disso está acontecendo? Em ambos os casos, estimule que levantem as possíveis causas, avaliem as estratégias utilizadas e identifiquem o que poderia ser melhorado, em próximas ações. Avalie também o que aprenderam com a oficina, o que foi agradável, o que foi ruim e a dinâmica instalada nos grupos, no decorrer do processo.

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Se os jovens estiverem contentes com os resultados, poderão ampliar a campanha para outros espaços da comunidade, envolvendo novas turmas e novas casas comerciais e equipamentos públicos.

Se os resultados forem considerados insatisfatórios, poderão retomar a campanha, com intensidade maior e divulgação em massa, no território.

Para saber mais

No texto A escola pública entre o lugar e o mundo (Chaveiro, 2006), o autor discute a relação entre sujeitos e território na constituição da identidade cultural.

Afirma que conhecer o lugar onde agimos socialmente, ou seja, onde vivemos nosso dia-a-dia, trabalhando, estudando, divertindo-nos ou nos comunicando, é fundamental para desenvolver nossa própria consciência social e nos situarmos no mundo, porque o lugar medeia a relação do indivíduo com a vida.

Para que crianças, adolescentes e jovens afirmem sua identidade cultural é necessário, portanto, que se apropriem do território onde vivem e estabeleçam vínculos com ele, entrando em contato com os espaços que nele existem e interagindo com eles, com o que têm de possibilidades e de problemas.

Poder protagonizar ações de transformação desses espaços, tendo como objetivo torná-lo melhor para o bem comum contribui para o desenvolvimento de valores de solidariedade e de preservação do patrimônio ambiental e cultural.

Além disso, ajuda a conscientizar outros cidadãos para os quais essas questões e valores não estão postas.

Estar atento para o que está acontecendo à nossa volta, com o outro e com o ambiente em que vivemos é condição de humanização e de cidadania.

Fontes de Referência
Parâmetros socioeducativos: proteção social para crianças, adolescentes e jovens –  Igualdade como direito, diferença como riqueza.

CENPEC; SMADS; Fundação Itaú Social. São Paulo, 2007.

Gostou?

Acesse também a oficina “Vamos florir a margem do rio?”, deste Banco.

Participe

Eu fiz assim…

Você já realizou esta oficina?
Nos comentários abaixo, conte para nós: o que deu certo? O que precisou ser modificado? O que foi ampliado? Ajude a plataforma a aprimorar o Banco de Oficinas!

Faça um comentário!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Total de 0 comentário(s)