Educação&Participação

Brincadeira que associa movimentos da capoeira e de salto de elástico.

Início

  • O que éO que é

    Brincadeira de saltar

  • PúblicoPúblico

    Crianças .

  • MateriaisMateriais

    Um elástico de aproximadamente três metros de comprimento para cada trio de crianças, um berimbau ou CD com som de berimbau.

  • EspaçoEspaço

    Em espaço aberto.

  • DuraçãoDuração

    Aproximadamente 90 min.

  • FinalidadeFinalidade

    Desenvolver consciência na relação corpo e espaço.

  • ExpectativaExpectativa

    Exercitar a coordenação motora corporal e trabalhar a capacidade cardiovascular.

Na prática

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Como desenvolver?

Inicie a oficina pesquisando quem conhece brincadeiras com elástico. Se alguém já brincou, peça para contar para os colegas como se faz.

E se?

Se aparecerem várias formas de brincar, ótimo. Aproveite e peça para cada um que falou dizer onde e com quem aprendeu, para que saibam que as variações das brincadeiras têm origem na diversidade cultural do país.

De qualquer forma, explique que, mesmo com as variações, alguns elementos permanecem iguais: sempre se brinca com três participantes e com um elástico; duas crianças seguram o elástico ao redor das próprias  pernas e uma delas pula de fora para dentro e de dentro para fora do elástico. Elas vão se revezando nas posições, conforme quem está pulando errar.

E de capoeira, já brincaram? Pergunte. Se não brincaram, certamente já viram capoeiristas ao vivo, na televisão ou na internet. Peça que falem sobre os movimentos que conhecem da capoeira e sobre os gingados que ela envolve e que lembram uma dança, sendo mesmo acompanhada por música, a do berimbau.

Pois bem, diga que irão juntar as duas brincadeiras em uma só. Vão saltar o elástico com os gingados e os movimentos da capoeira.

Forme trios com a turma e distribua um elástico para cada trio. Oriente para jogar par ou ímpar, a fim de definir quem vai pular primeiro.

Explique a versão que irão brincar.  Se alguém tiver um berimbau e puder trazer para acompanhar, será muito interessante.

Parte 1.

Regra geral: duas crianças colocam o elástico pouco acima dos tornozelos para a terceira pular; cada vez que o participante acertar a sequência toda, o elástico sobe.

Sequência:

1. A criança que pula, pula com um pé para dentro do elástico e volta com um pé para fora, gingando, por três vezes. Enquanto ela pula, a dupla que segura o elástico, acompanha os movimentos, cantando:

berimbau, berimbau,

berimba, berimba, berimbau.

2.  Se a criança conseguir pular três vezes sem errar, as outras duas, que estão segurando o elástico, sobem-no para a altura do joelho, de forma a produzir uma dificuldade a mais para ela.

3. A criança que pula repete os movimentos anteriores, acompanhada do canto da dupla. Se não errar, as outras duas sobem o elástico à altura da coxa

4. Se a criança pular sem errar, novamente, o elástico sobe até a cintura, que é o limite, nesta versão.

5. Quando a criança que pula erra, ou acerta todas as etapas, o trio faz o rodízio de posições.

Parte 2.

Quando as três crianças do trio já tiverem pulado o elástico, gingando, outros movimentos da capoeira serão utilizados.

O elástico volta para a posição dos tornozelos e quem irá pular apoia as duas mãos no espaço interno do elástico e joga as pernas para cima, num movimento circular, para alcançar o lado externo do elástico. Deve fazer o mesmo, do lado inverso, no retorno. Depois de repetir por duas vezes esses movimentos, a criança, para sair da jogada, coloca os pés dentro do elástico e dá um pulo para fora, com as mãos apoiadas no chão. Faz-se, então, o rodízio de participantes.

Veja como se realizam esses movimentos da capoeira, no vídeo hospedado neste site, lembrando que tais movimentos devem ser sempre acompanhados pelo canto das crianças ou pelo ritmo de um berimbau.

Hora de avaliar

Terminada a brincadeira, oriente-os a tomar água e depois faça uma roda no chão para avaliarem a oficina. Peça para falarem sobre as partes do corpo que foram envolvidas, quais as que sentiram mais no esforço do exercício, se cansaram muito e por que acham que isso ocorreu. Mas, apesar do cansaço, foi bom? Gostaram de quê? Não gostaram? Por quê? Como foi a participação de cada um? O ritmo de todos foi respeitado? Houve algum conflito? Se houve, por que isso aconteceu? Que papel têm os que seguram o elástico?

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Uma pesquisa das crianças sobre variações da brincadeira, a ser realizada com familiares, na internet e com as outras turmas da instituição para promoverem uma tarde de brincadeiras com elástico, em que uns ensinarão os outros. A organização das brincadeiras poderá gerar um compêndio a ser disponibilizado na biblioteca e na internet.

 

Para saber mais

A cultura do brincar não existe em forma fixa, como um produto, mas como um processo contextualizado, que se renova pela própria prática dos participantes. A criança produz cultura com seus pares quando joga, canta, brinca. Para brincar, a criança precisa dispor de certas habilidades e de um repertório que vai construindo e ampliando no próprio ato de brincar, ao interagir com as brincadeiras e as regras dos parceiros.

Observa-se que há aspectos de gênero, classe social e etnia na cultura do brincar. Diferentes povos e grupos sociais distintos têm jeitos próprios de conceber a infância. Assim, meninos e meninas têm diferentes tradições, lugares e atividades de brincar, que são construídas pelas culturas locais, de acordo com seus costumes, crenças e ideologias.

A cultura do brincar é local e global. Crianças brincam em qualquer lugar e brincam diferentemente em todo lugar. No entanto, uma  brincadeira divulga-se rapidamente, pela rede de comunicação oral e particularmente, hoje, pela internet, em redes sociais, sites e blogs.

Compartilhar a própria experiência de brincar, com outros, é um processo interativo, por meio do qual, se aprendem e se ensinam brincadeiras, o que implica comunicação, cooperação e divertimento.

Em uma cultura democrática, o brincar é posto como questão de direito de toda criança, sem limitações de etnia, classe social ou gênero; deseja-se que todas as crianças possam usufruir dos benefícios de todas as modalidades de brincadeiras.  Assim, conhecer e divulgar  os diferentes tipos de brincadeira evita práticas de  dominação e desenvolve o respeito pelas diferentes culturas. É a prática da interculturalidade, (Kincheloe, 1999) que se busca.

Fonte de Referência

Site:

Mapa do brincar

Obs: Os links informados na oficina foram visitados em 04 de julho de 2015 às 17h35min.

Participe

Eu fiz assim…

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