Educação&Participação

Prática e reflexão envolvendo a relação movimento / respiração / cansaço.

Início

  • O que éO que é

    Prática e reflexão envolvendo a relação movimento / respiração / cansaço.

  • PúblicoPúblico

    Crianças e adolescentes.

  • MateriaisMateriais

    Tiras de sulfite, lápis, trave de gol, cesta de basquete, quatro bolas: de futebol de campo, de futsal, de handebol e de basquetebol.

  • EspaçoEspaço

    Na quadra.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de aproximadamente 90 min.

  • FinalidadeFinalidade

    Compreender a necessidade de se movimentar para desenvolver resistência e manter a saúde.

  • ExpectativaExpectativa

    Desenvolver a concentração na realização de movimentos e uma rotina de prática de atividade física.

Na prática

gol (1)

Como desenvolver?

Ao iniciar, pergunte se já repararam no ritmo de seus batimentos cardíacos; se têm ideia de quantas vezes o coração bate em um minuto. O que acontece com esse ritmo, quando corremos? Por que será? Diga-lhes que a oficina do dia terá a função de responder a essas questões

Pergunte se sabem medir seus batimentos. Para isso é preciso contar a pulsação sentida no pescoço ou no punho, utilizando-se os dedos  indicadores e médios, durante dez segundos. Multiplica-se esse número por 6 e teremos o número de batidas por 60 segundos (1minuto).

Distribua tiras de papel sulfite e peça a cada um que meça seus batimentos. Certifique-se de que eles encontraram a pulsação, antes de começar. Se tiver um relógio grande, com ponteiro de segundos, para o qual todos possam olhar, melhor. Se não tiver, você mede o tempo, pedindo para quem tiver relógio também ajudar. Eles deverão anotar o número de batidas na tira e registrar como está sua respiração: normal ou acelerada?

Em seguida, convide-os a jogar o Cesta-gol, explicando como funciona o jogo que poderá ter a participação de todos.

Forme duas equipes, alinhando cada uma sobre a linha lateral da quadra, conforme o desenho abaixo, definindo o lado em que cada equipe deverá atacar.

Numere os participantes de cada equipe, começando do 1. Assim, haverá dois jogadores com o mesmo número, um de cada equipe.

quadra

Mostre as bolas de futebol, de futsal, de handebol e de basquetebol e entregue para eles, para que todos sintam a diferença de peso e tamanho. Eles jogarão com todas as bolas simultaneamente. Verifique se sabem como se joga com cada uma delas, no jogo correspondente.

E se?

Se eles não souberem, peça aos que sabem para fazer uma demonstração antes do início do jogo

Se na quadra não houver trave, desenhe o espaço do gol com giz colorido; se não houver cesta, sugira que quatro participantes, dois a dois, formem uma cesta de cada lado do gol.

Se  você também tiver dúvidas, procure o professor de Educação Física da ONG ou da escola.
Explique como funciona o jogo. Ao iniciar, você lançará uma das bolas e chamará um número.
Conforme a modalidade da bola lançada, os jogadores do número chamado entram na quadra e tentarão fazer gol ou cesta, no lado designado para sua equipe atacar.
Assim que um deles fizer gol ou cesta, voltam para a lateral da quadra, onde estavam. Você chama outro número, lançando outra bola. Caso os jogadores demorem a fazer cesta ou gol, após meio minuto, por exemplo, você pode lançar outra bola e chamar outro número.
Eles perceberão que dois jogos estão ocorrendo, simultaneamente, com bolas diferentes. Ao longo do jogo, você pode chamar grupos de números, formando miniequipes. No final todos estarão envolvidos no jogo, movimentando-se bastante. O jogo dura 30 minutos.
Terminado o jogo, oriente uma nova medição da pulsação e o registro dela, ao lado da primeira. Da mesma forma, irão registrar como está a respiração agora. Pergunte o que observam. O que houve com os batimentos cardíacos, após a atividade? E com a respiração? Ficaram cansados? Por que será que nos cansamos ao realizar atividade física com movimentos intensos? Dê um tempo para que levantem suas hipóteses e, em seguida, explique por que isso acontece.
Hora de avaliar

Sentados em círculo, cada um falará sobre suas descobertas a respeito do próprio corpo, avaliando como está sua resistência, se seus batimentos cardíacos subiram muito com a atividade, se ficaram muito cansados. Em caso positivo, é hora de pensar em mudar hábitos, deixar o sedentarismo. Cada um expressará sua avaliação e o que acha viável fazer para mudar a situação, de forma gradativa e sem exageros.

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

As crianças e os adolescentes, com a sua ajuda e a de um professor de Matemática e da UBS local, poderão planejar e desenvolver uma pequena pesquisa na comunidade para saber quantas pessoas praticam regularmente atividade física e quais são elas.

Concluída a pesquisa, caberá fazer um chamamento geral da comunidade para sua divulgação, no espaço da escola ou ONG , socializando as informações obtidas com as famílias e promovendo   o debate  sobre a importância da atividade física para a preservação da saúde e como fazer para garanti-la, independentemente de frequentar academias.

Gostou?

Consulte a oficina “A nova regra do jogo”, deste banco.
Para saber mais.
A maior parte de nossos movimentos requer a utilização de oxigênio para transformar o alimento em energia para os músculos (movimentos aeróbicos). O oxigênio é obtido pela respiração e sua distribuição para o corpo é feita pelo sangue bombeado pelo coração.
Quando fazemos exercício físico, gastamos muita energia porque os músculos estão trabalhando intensamente.
Assim, não só precisamos de mais energia, como necessitamos repô-la, rapidamente.
A respiração se acelera, permitindo a obtenção de oxigênio em tempo mais curto; o coração bate mais rapidamente, transportando o oxigênio obtido para os músculos.
Neles, o oxigênio transportado reage com substâncias alimentares ali presentes, como o açúcar, gerando energia.

Fontes de Referência

VIEIRA, Adriano; JORGE, Laércio de Moura. Movimento é vida: Ensinar e Aprender – Educação Física – Ensino Fundamental Ciclo II. São Paulo: Cenpec, 2007.

SAÚDE, uma questão e cidadania (Maria Isabel I. Soncini, Magaly T. dos Santos, Maria da Penha B. Youssef). São Paulo: Cenpec; Febem-SP;  SEE-SP, 2002. (Educação e Cidadania, 4).

 

Participe

Eu fiz assim…
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