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Projeção de um vídeo de animação sobre lenda que explica a origem das estrelas.

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  • O que éO que é

    Projeção de um vídeo de animação sobre lenda que explica a origem das estrelas.

  • PúblicoPúblico

    Crianças.

  • MateriaisMateriais

    vídeo de animação Como nasceram as estrelas da série “Nossos índios, nossas histórias”, sobre uma lenda dos Bororo (Mato Grosso); livros infantis de Daniel Mundukuru; livros de outros autores que trazem aspectos da cultura e visão de mundo dos povos indígenas; papel pardo, pincéis atômicos; mapa do Brasil com divisão administrativa; data show e acesso à internet.

  • EspaçoEspaço

    Na sala de atividades ou na sala de informática.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de 1h30 (uma hora e trinta minutos).

  • FinalidadeFinalidade

    Obter conhecimento e desenvolver o respeito à cultura dos diferentes povos indígenas; aproximar-se das lendas indígenas que expressam uma visão de mundo diferente da nossa.

  • ExpectativaExpectativa

    Desmistificar estereótipos em relação ao indígena; aprender a respeitar culturas diferentes da sua.

Na prática

Ao preparar a oficina, convidamos você, educador(a), a assistir, em vídeo, a entrevista que Daniel Manduruku deu à Revista Nova Escola, há alguns anos (2011), mas que continua atualíssima.

Daniel é da etnia indígena Munduruku, da região Sudoeste do estado do Pará. É escritor e professor. Graduou-se em Filosofia, História e Psicologia. É mestre em Antropologia Social e doutor em Educação, pela Universidade de São Paulo e pós-doutor em Literatura, pela Universidade Federal de São Carlos.

A entrevista versa sobre a visão que o branco tem do índio, que é estereotipada, irreal. É importante ouvir o que ele tem a nos dizer sobre isso e aprender com ele. Veja as dicas que ele nos dá no vídeo O que (não) fazer no dia Dia do Índio 2m35s – Revista Nova Escola.

Com as crianças:

Na roda, pergunte às crianças o que já viram ou ouviram a respeito de índios:

Onde vivem?

Como vivem?

São parecidos conosco?

Quais as diferenças e as semelhanças?

Anote na lousa ou em um cartaz. Observe se as características apontadas repetem a cristalizada visão do senso comum sobre o índio veiculada.

Conte então para eles que os índios habitavam as terras brasileiras muito antes de os portugueses aqui chegarem. Eram os donos dessas terras e eram muitos. Estima-se que três milhões!  No entanto, aos poucos, foram sendo vitimados pelos brancos, que queriam ocupar o país e transformá-los em escravos, além de transmitirem doenças que eles não tinham por aqui.

Durante algum tempo, acreditou-se até que eles estivessem em extinção. Mas, os índios se organizaram, através dos tempos, para lutar por seus direitos. Uma reinvindicação importante deles, que chegou a algumas importantes conquistas, mas que persiste até hoje, é a demarcação de reservas, nas quais possam viver sua cultura, com tranquilidade.

Com isso, foram conquistando alguns direitos e revertendo a situação de extinção, embora a que vivem hoje ainda não seja boa, pois grande parte das áreas indígenas ainda não foi regularizada, ou seja, protegida, por lei, de forma que ninguém possa ocupá-la e explorá-la, a não ser, os próprios indígenas que a habitam.

Atualmente, os índios, segundo Censo Demográfico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) 2010, somam 896.917 pessoas, agrupadas em 240 povos.

Para que as crianças tenham uma visão da presença dos índios em nossas terras, desde quando os europeus chegaram, projete os mapas do site Geografia com PH, que mostram a ocupação das terras daquela época e da atual.

Mostre também o quadro de etnias existentes atualmente no país (site do Instituto Socioambiental), para que tenham um panorama da variedade de povos indígenas no Brasil; cada grupo é uma cultura, as línguas faladas são diferentes.

Circule os índios da etnia Bororo e mostre o estado do Mato Grosso, onde vivem, no mapa do Brasil. Diga que você vai projetar para eles um curta-metragem, com uma animação, que conta uma lenda muito interessante que explica como nasceram as estrelas, segundo esse povo.

E se?

Se perceber curiosidade e interesse por parte deles, projete uma vez mais o vídeo, porque ele é curtinho e muito bonito.

Converse com eles sobre o que entenderam da história contada, se ela é parecida com as histórias que conhecemos. Eles devem revelar certo estranhamento, pois é muito diferente.  Explore o porquê:  da diferença de cultura, de forma de viver, de ver e explicar o mundo.

Em seguida, mostre a eles os livros de histórias indígenas que trouxe os quais contam histórias tão interessantes quanto a do vídeo.

Leia os títulos e identifique a etnia dos autores, procurando no quadro das etnias o estado correspondente a cada uma. O autor Daniel Munduruku, por exemplo, é da etnia Munduruku, que habita a região do Pará. Mostre no mapa.

Disponha os livros de forma que possam folheá-los para escolherem um para ler. Dê um bom tempo para se deliciarem com a leitura.

Após esse tempo, forme a roda e peça a cada um que fale um pouquinho sobre a história que leu.

 

Hora de avaliar:

Para avaliar a oficina, afixe papel craft, na parede, dividido em três colunas. Na primeira, coloque uma carinha alegre; na segunda, uma indiferente e na terceira, uma carinha aborrecida. Disponibilize para as crianças, em cartolina, carinhas alegres, indiferentes e aborrecidas para que elas escolham a que mais representa o sentimento de cada uma em relação à oficina. Cada um se dirigirá ao quadro para afixar sua filipeta na coluna correspondente, justificando a escolha.

Fontes de referência:

Portal Brasil

Instituto Socioambiental

Censo 2010.

Para ampliar

O que mais poderá ser feito?

Uma seleção de vídeos sobre as lendas indígenas para uma mostra na instituição. Pode ser organizado também um dia de contação de histórias dos povos indígenas para várias turmas. E, ainda, uma pesquisa na comunidade para verificar se há algum índio ou descendente próximo, o qual poderá ser convidado para um bate-papo na OSC ou escola.

Segundo dados do Censo Demográfico realizado pelo IBGE, em 2010, a atual população indígena soma 896,9 mil índios, o que representa um aumento de 11,4%, em relação ao Censo de 2000. Foram identificadas 305 etnias.


Para saber mais

Hoje, os indígenas estão presentes em 80,5% dos municípios brasileiros (4.480 cidades do país), enquanto há dez anos, estavam presentes em apenas 63,5% deles. O município de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, é o município com maior número de indígenas: 29 mil. Já em Uiramutã, em Roraima, apesar de ter um número menor de indígenas, 88,1% da população é indígena.

Os Povos Indígenas estão presentes nas cinco regiões brasileiras, sendo que a região Norte é aquela que concentra o maior número (342,8 mil) e a região Sul, o menor número (78,8 mil). A maior parte deles (63%) mora na zona rural. Apenas 36,2% habitam as zonas urbanas. São Paulo é a cidade com o maior número de indígenas vivendo em zona urbana: 11,9 mil pessoas.

Também foram reconhecidas 274 línguas na pesquisa do IBGE. Dos indígenas com 5 anos ou mais de idade, 37,4% falavam uma língua indígena e 76,9% falavam português.

Os números do Censo também revelaram um equilíbrio entre os sexos para o total de indígenas: 100,5 homens para cada 100 mulheres, com mais mulheres nas áreas urbanas e mais homens nas rurais.

A etnia Tikúna tem o maior número de indígenas (46,1 mil), que residiam em terras especificamente indígenas. Os indígenas da etnia Terena estavam em maior número fora das terras indígenas (9,6 mil).

Apenas seis terras tinham mais de dez mil indígenas, 107 tinham entre mais de mil e dez mil, 291 tinham entre mais de cem e mil, e em 83 residiam até cem indígenas.

A terra com maior população indígena é a dos Yanomami, no Amazonas e em Roraima, com 25,7 mil indígenas, indígenas, 5% do total.


Gostou?

Veja também as oficinas “Fala índio” e “Brincadeiras do Xingu”, oficinas deste banco.

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