Educação&Participação

Criação de um blog coletivo do grupo.

Início

  • O que éO que é

    Criação de um blog coletivo do grupo.

  • PúblicoPúblico

    Adolescentes e jovens.

  • MateriaisMateriais

    Folhas de papel pardo, pincéis atômicos, internet, um computador por dupla.

  • EspaçoEspaço

    Na sala de informática, em um telecentro ou lan house da comunidade.

  • DuraçãoDuração

    Dois encontros de 1h30min.

  • FinalidadeFinalidade

    Apropriar-se dos procedimentos de elaboração e postagem de produções próprias em meio virtual, para expressão e comunicação de pensamentos, opiniões e preferências.

  • ExpectativaExpectativa

    Desenvolver a habilidade de se expressar em linguagem apropriada ao meio virtual; familiarizar-se com os procedimentos de criação de blogs; aprender a realizar pequenas investigações com organização e tabulação de respostas, assim como cálculos de porcentagem para facilitar a clareza da divulgação.

Na prática

 

Como desenvolver?

Inicie a conversa, na roda do dia, perguntando se acham que conhecem bem a própria turma, se sabem dizer do que a maioria dos outros colegas gostam, como se divertem, o que leem, o que pretendem para sua vida, que projetos têm. É certo que sabem muita coisa a respeito de seus amigos próximos, mas, a respeito dos mais afastados, o que sabem?

Pergunte o que acham de fazer uma pesquisa entre eles para terem uma visão das características da turma e se conhecerem melhor.
Cada agrupamento de pessoas tem sempre um perfil; qual seria o perfil da  turma? Além de se conhecerem melhor, eles poderiam divulgar as características do grupo num blog, a fim de verificar se há outros grupos de adolescentes e jovens com perfil parecido com o deles.
Proponha, então, que se entrevistem para se conhecerem melhor. Organize com eles as perguntas que consideram importantes para desenhar o perfil do grupo, como por exemplo:

– quantos anos têm;

– quantas pessoas compõem a sua família;

– há quanto tempo frequenta essa escola/ONG;

– qual o ano em que está estudando?

– quais são suas preferências de estudo?

– o que você costuma fazer nas horas vagas?

– quais são seus autores preferidos?

– qual gênero musical prefere?

– que redes sociais usa e para quê?

– conhece outras cidades?

– para que time torce?

– quais são seus sonhos?

Cada um procurará aquele colega que conhece menos, para entrevistar.

As respostas deverão ser registradas, para serem socializadas com o grupo, posteriormente, e para a realização da tabulação dos dados. Dê aproximadamente 50 min. para a atividade.

Depois de realizadas as entrevistas, abra a roda, para a socialização.

Organize, no quadro ou num cartaz, uma tabela com a relação das perguntas e com espaço para computar as respostas referentes a cada pergunta.

Cada adolescente apresentará o seu entrevistado ao grupo, relatando as informações que obteve a seu respeito, durante a entrevista. Enquanto eles falam, você registra as respostas.

E se?

Se mais de um adolescente procurar a   mesma pessoa, negocie para que se dirijam a outros colegas, de forma que todos possam dar entrevista e ser entrevistado. Além do mais, os dados serão conhecidos por todos porque serão socializados, posteriormente.

Depois que todos falarem, chame a atenção para o cartaz das respostas e solicite ajuda para tabularem  as frequências das mesmas.
Ao lado do cartaz, coloque uma folha de papel pardo para cada pergunta, a fim de organizar as respostas tabuladas, por ordem de freqüência decrescente ou crescente.
Conforme forem registrando a freqüência das respostas, os adolescentes e jovens já irão percebendo as tendências do grupo. Com a ajuda do professor de Matemática, poderão calcular as porcentagens relativas às respostas e elaborar gráficos de barra ou de pizza para dar maior visibilidade ao perfil da turma.
Agora que os conteúdos já foram coletados, vamos aprender a criar e postar no Blog.

2º encontro: Construindo o blog da turma.

Convide-os, a seguir, a construir o blog da turma para divulgar as descobertas que fizeram.  Organize-os em duplas e disponibilize um computador para cada uma. Distribua um tutorial para cada um e vá fazendo o passo a passo com eles, lendo o material.

Explique que uma das possibilidades de serviço gratuito para criação de blog é o Blogger, do Google, o qual usaremos.  Veja o passo-a-passo do tutorial “Como criar e gerenciar um blog” no  anexo 1.

Hora de avaliar

Peça que cada adolescente comente o que o surpreendeu na atividade, que informação a respeito do colega entrevistado chamou mais sua atenção, se imaginava que o perfil do grupo fosse o que se apresentou na tabulação das respostas dadas e qual deles gostaria mais de divulgar. Pergunte o que aprenderam nesse processo: foi interessante? O que despertou neles a aproximação com colegas com os quais não tinham muito contato? O que descobriram neles que os encantou ou surpreendeu?

 

 

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Além da divulgação no blog, os adolescentes e jovens poderão expor os gráficos e o texto elaborados, nos corredores da instituição, estimulando outras turmas a se conhecerem melhor.

Ampliando o campo dessa experiência, os jovens poderão organizar, ainda com o professor de Matemática, uma pesquisa junto à comunidade para identificar, por exemplo, o nível de escolaridade do entorno da instituição e, eventualmente, promover uma campanha de retorno  das pessoas à escola.

Para saber mais

Cultura, no sentido antropológico, refere-se aos diversos modos de existir dos diferentes grupos humanos: seus saberes, suas práticas e o seu imaginário.

Abrange tanto a experiência e o conhecimento acumulados pelos grupos sociais, em relação a qualquer assunto, como a Terra, o meio ambiente, o como fazer, o como se vestir, como também a perspectiva que esse grupos têm do futuro, aquilo que imaginam para o futuro.

Aos legados culturais que as gerações anteriores deixam para as subsequentes, chamamos de patrimônio cultural, que pode ser de natureza material (objetos, utensílios, edificações, esculturas, máquinas etc) ou de natureza imaterial (os saberes de como fazer objetos ou realizar atividades).

A cultura carrega a marca do que faz o homem e a sociedade, tanto com o que é material como com o que é imaterial.

Nesse contexto é que podemos entender a cibercultura, como uma nova relação do homem com as tecnologias de comunicação e de informação, produzida, historicamente, na década de 70, com o rápido processo de informatização e telecomunicação instaurado nesse período.

A partir daí, muitas mudanças ocorreram na vida das pessoas e nas práticas culturais.

A cibercultura é um termo utilizado pelas comunidades que se utilizam do espaço eletrônico virtual.

Essas comunidades estão ampliando e popularizando a utilização da Internet e outras tecnologias de comunicação, possibilitando, assim, maior aproximação entre as pessoas de todo o mundo.

Desta forma, ela permite que qualquer pessoa que tenha acesso à internet, obtenha informação de qualquer lugar do mundo, em várias línguas, sob vários formatos, de forma imediata.

Da mesma forma, permite também a qualquer pessoa que tenha acesso à internet, a produção de um discurso escrito, que pode ser veiculado para o mundo todo, de forma imediata.

Essa é a grande novidade produzida pela cibercultura.

Atualmente, qualquer pessoa pode, em princípio, comunicar suas ideias e opiniões, para o mundo, sem ficar submetido aos tradicionais canais de comunicação.

Esse fato, aliado à condição de conexão generalizada e aberta, em rede, representa um novo potencial de participação, de natureza política e social.

No entanto, é preciso considerar que o acesso ao mundo virtual não está democratizado no mundo e, em muitas circunstâncias, em função disso, acaba marginalizando mais ainda determinados grupos sociais, já excluídos, hoje, do acesso aos bens mais básicos produzidos pela sociedade como educação, saúde, moradia.

Por isso, é fundamental exigir que todo cidadão e, particularmente, os adolescentes e jovens tenham acesso e se apropriem, dessas novas ferramentas, como garantia de direito.

É preciso também que se considere que a tecnologia possibilita a ampliação de repertório e de comunicação, mas, que ela, por si, não educa. Esse papel é do educador.

Fonte de Referência

Cenpec – Ensinar e Aprender no Mundo Digital v.1. São Paulo. 2011.

Gostou?

Acesse também as oficinas”Um logotipo para nossa turma” e “Falando de nossos territórios”, deste banco.

 

 

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