Educação&Participação

Vivência de gestos motores básicos dessas modalidades do atletismo.

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  • O que éO que é

    Vivência de gestos motores básicos dessas modalidades do atletismo.

  • PúblicoPúblico

    Crianças, adolescentes e jovens.

  • MateriaisMateriais

    Jornais e revistas com reportagens sobre corridas de velocidade e corridas de obstáculos; giz; pedaços de madeira; caixas de papelão; elástico; cones.

  • EspaçoEspaço

    Na sala de atividades e no pátio ou na quadra da instituição.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de aproximadamente 1h30min.

  • FinalidadeFinalidade

    Desenvolver resistência corporal, coordenação, velocidade e espírito de equipe.

  • ExpectativaExpectativa

    Controlar os próprios movimentos, com maior ou menor velocidade, flexibilizando-os diante de obstáculos encontrados no meio ambiente.

Na prática

Como desenvolver?

Distribua as revistas e os jornais pela sala para que todos tenham acesso às reportagens. Dê um tempo para que peguem as publicações, leiam alguma coisa e façam comentários. Pergunte que tipos de corrida conhecem, quais corridas já tiveram oportunidade de acompanhar (em Olimpíadas ou em competições nacionais ou locais), que atletas conhecem que praticam essas modalidades. Estimule-os a falar bastante sobre o que sabem a respeito.

Informe sobre a proposta de oficina do dia: desenvolver atividades de atletismo, com corrida de velocidade e corrida de obstáculos –mas com uma inovação: em equipes! Pergunte se sabem as características de cada uma dessas modalidades do atletismo e comente-as.

Na corrida de velocidade, os atletas têm de completar uma determinada distância, pequena, no menor período de tempo possível. Exige leveza e agilidade. O posicionamento de saída é típico para dar impulso ao corredor, como se pode ver neste vídeo.

E se?

Se você já desenvolveu com eles a oficina“Atletismo, o esporte mais antigo”, retome os principais conceitos trabalhados e relembre algumas informações importantes. Releia a oficina para verificar o que precisa retomar. Se não a desenvolveu ainda, leia-a para aproveitar as dicas e sugestões.

A corrida de obstáculos também é uma corrida de velocidade, mas que tem, no percurso, barreiras que os atletas precisam saltar, exigindo equilíbrio e coordenação. Veja exemplos em aulas realizadas em escolas, com crianças e adolescentes nos seguintes vídeos:

 www.youtube.com/watch?v=qjbug6nea8M
 www.youtube.com/watch?v=3s-z_PNhhQE

É claro que na oficina tudo será adaptado, porque o objetivo é que crianças, adolescentes e jovens apenas conheçam e exercitem, ludicamente, um pouco dos movimentos de cada modalidade, como experimentação.

Explique que atuarão em equipes, somando os tempos individuais de todos para o resultado final. Ou seja, haverá tantas rodadas quantos forem os participantes das equipes. Por isso, cada equipe tem de ter o mesmo número de integrantes.  Ao final das rodadas, quando todos tiverem corrido, somam-se os tempos.

Para a corrida de velocidade, basta você demarcar no solo os pontos de saída e de chegada, com giz. Na corrida de obstáculos, distribua, a espaços regulares, nesse mesmo percurso, os pedaços de madeira, as caixas de papelão, os cones e o elástico – estendido de uma lateral a outra, a pouca altura do solo.

Comece com a corrida de velocidade. Um integrante de cada equipe se posiciona para a largada, que obedecerá a um sinal seu. Forme um trio de adolescentes e/ou jovens para fazer os registros dos tempos gastos pelos integrantes de cada equipe. Esses apontadores podem ser aqueles adolescentes que não querem ou não podem participar da corrida por algum motivo.

E se?

Se não for esse o caso, faça um revezamento dos participantes do trio, para que eles também possam correr.

Cada apontador registrará os tempos dos corredores em sua tabela e conferirão entre si, após cada rodada. No final das rodadas, somarão os tempos de cada equipe para verificar quem foi a vencedora.

Quando todos tiverem experimentado a corrida, faça um intervalo e, enquanto eles descansam e tomam água, organize a quadra com os obstáculos para a outra modalidade – corrida de obstáculos. Proceda da mesma forma anterior, para anotar os tempos das equipes.

Hora de avaliar
Terminada a oficina, reúna a turma para avaliar como foi. Pergunte as curiosidades e dúvidas que ficaram a respeito das duas modalidades de corrida. Pergunte também qual delas cada um preferiu e por quê. Foi bom correr? E saltar os obstáculos? Que movimentos exigiu cada uma delas? Qual foi o maior esforço que fizeram? Foi bom terem corrido em equipe? Como lidaram com o ritmo de cada participante? Houve tolerância em relação às diferenças?

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Um campeonato com as outras turmas da instituição; uma tarde de corridas, convidando outras organizações ou escolas para participarem, por meio de visitas aos locais e contato pessoal com os outros adolescentes e jovens do território.

 

Para saber mais

No atletismo, as corridas dividem-se em: de  curta distância ou de velocidade  (100 m, 200 m e  400 m); de meio-fundo (800 m e 1.500 m) e de longa distância ou de fundo (3.000 m ou mais). Podem ser divididas também de acordo com a existência ou não de obstáculos no percurso.

Na corrida de velocidade, o atleta tem de correr o percurso determinado no menor tempo possível. Potência e coordenação são os ingredientes necessários para ganhar velocidade. O aumento da velocidade pode ser conquistado pelo treinamento. A largura dos passos (comprimento da passada) e a rapidez com que são executados (frequência das passadas) ajudam a ganhar velocidade.

A velocidade pode ser subdividida em quatro fases: a largada, a aceleração, a manutenção da força e o final.

Nas corridas de curta distância, a chamada explosão muscular na largada é determinante no resultado obtido pelo atleta. Por isso, existe um posicionamento especial, que consiste em apoiar os pés sobre um bloco fixado na pista e apoiar o tronco sobre as mãos encostadas no chão (posição de quatro apoios).

Algumas vezes ocorrem as falsas partidas, quando o atleta sai antes do sinal dado para começar a prova. Nesse caso, ele é desclassificado – mas, nas provas combinadas, como o decatlo, cada atleta tem direito a uma falsa partida. Nas provas mais longas, a partida não tem um papel tão decisivo, e os atletas saem para a corrida em uma posição mais natural, em pé, sem colocar as mãos no chão.

As corridas com obstáculos são também provas de velocidade, que têm obstáculos no decorrer do percurso.

As provas-padrão têm 2.000 m com obstáculos e 3.000 m com obstáculos, sendo esta última uma prova olímpica masculina e feminina. Cada volta na pista tem 4 obstáculos e 1 fosso de água.

Na prova dos 3.000 m, o atleta terá de saltar, no total, 28 vezes sobre os obstáculos e 7 vezes sobre o fosso de água. Na prova de 2.000 m, os atletas terão de saltar 18 vezes sobre os obstáculos e 5 sobre o fosso.

Os obstáculos possuem 91,4 cm para provas masculinas e 76,2 para provas femininas. A largura mínima dos obstáculos é de 3,94 m. O obstáculo do fosso deve ter 3,66 m de largura e deve ser fixado ao solo. As barras dos obstáculos têm de ser pintadas com faixas em branco e preto, ou em outras cores fortemente contrastantes. Cada obstáculo deve pesar entre 80 kg e 100 kg. O atleta não poderá passar por baixo dos obstáculos, ou passar pelo lado. Se isso ocorrer, ele será desqualificado da prova.

 

Fonte de Referência

GOIÁS (Estado). Secretaria de Estado da Educação. Reorientação curricular do 1º ao 9º ano: sequências didáticas: convite à ação – Educação Física [Maria Antonia J. de Morais;  Maria de Lourdes Sousa Morais; Orley Olavo Filemon, Pricila Ferreira de Souza; Walisson Francisco de Lima]. Goiânia: 2010. (Currículo em Debate, cad. 6.4).

 

Gostou?

Acesse a oficina “Atletismo, o esporte mais antigo”, deste banco.

 

Obs: Os links informados na oficina foram visitados em 15 de maio de 2015, às 16h.

Participe

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Total de 4 comentário(s)

  •    julia rodrigues  em 
  •    maria luzia braz leão  em 
  •    maria luzia braz leão  em 
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